22de Agosto,2019

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16 April 2019 Written by  Paulo Melo

+1 OPC #3

Em busca do Rio Perdido

Esta jornada de geocaching já estava pensada há muito tempo, mas tardava em se concretizar. A ideia era visitar algumas caches GC6 entre Condeixa-a-Nova e Palmela e mais algumas que destacassem no caminho.

Eu já tinha visitado a zona várias vezes no passado para percorrer uns PTs que por ali existem de entre os quais se destaca o Percurso de Conímbriga (GC503Q0) que, começando e terminando na “cidade” Romana, nos proporciona um belíssimo passeio pelos monte e vales que rodeiam o Rio de Mouros.

Geoart Percurso de Conímbriga

 

No entanto, além do PT, existe por ali um belo conjunto de caches que feitas em excelente companhia sabem bem melhor.

Ponto de encontra marcado para a “entrada” Oeste da cache Moorish River (GCP007), um dos objetivos principais do dia. Depois de muitas vezes ler a listing e alguns logs, a vontade de aqui vir era enorme. Se alguns logs pintavam um acesso difícil outros quase pareciam dizer que não havia nada mais fácil… estava na hora de tirar as dúvidas e como o acesso Oeste se afigurava o mais fácil foi aí que nos encontramos para começar a nossa jornada.

Junto da ponte que marca a entrada a primeira surpresa… tanta foto que vimos com o leito do rio bem seco a afinal o que vemos aqui?!?!?! Água?!?!? Muita água!!!! Ficamos logo um pouco apreensivos mas decididos a continuar. Entramos pelo primeiro trilho que nos apareceu o qual, poucos metros depois, nos lançava para o rio, ou melhor… para a água. Avistamos um trilho na margem oposto e, de pedra em pedra, saltamos até à outra margem…

Agora sim, estávamos no caminho certo!! Com um pouco de calma ter-nos-íamos percebido que afinal este trilho se iniciava junto à estrada no outro extremo da ponte.

Por entre os olivais e o rio fomos avançando e avaliando o caudal do rio que, realmente ia diminuindo. Num belo passeio e em amena cavaqueira o passeio estava agradável e seguimos o trilho a bom ritmo. Bom demais até!!! Deixamos de ver o rio e em vez de entrarmos no leito do rio estávamos agora a subir ligeiramente e a afastarmo-nos do leito. Já desconfiávamos que íamos mal, mas decidimos ir avançando até que chegamos um ponto em que o GZ ficava completamente à nossa direita, já para lá da parede de rocha que víamos.

Meia volta e siga para trás atentos a algum local que nos permitisse seguir na direcção certa. Estava na hora de deixar a “brincadeira” e entrar em modo Indiana Jones à procura de uma qualquer passagem secreta que nos levasse até à gruta do tesouro. Não tardou e encontramos o local certo. Junto a uma "parede" avistamos uma passagem estreita e sinuosa, como se quer numa aventura destas, e não tardou estávamos de volta ao leito do rio... bem seco por sinal!!!

"passagem secreta"


A partir daqui não havia muitas dúvidas do caminho a seguir. Gradualmente fomos entrando pelo canhão do rio contornado a afastando a vegetação que vai escondendo o caminho. Agora sim, com a personagem plenamente interiorizada, este grupo de 6 Indianas Jones foi avançando lentamente de pedra em pedra pelo leito do rio que cada vez se afundava mais na paisagem até à descoberta da grande gruta onde se esconde o tesouro.

No leito do Rio de Mouros

 

A caravana imobilizou-se à entrada da gruta, pousou as mochilas e preparou-se para entrar. Foi então que me apercebi que me tinha esquecido do saco de areia para colocar no lugar do pequeno ídolo dourado. Nem eu nem nenhum dos outros Indiana Jones se tinha lembrado de tal coisa. Teríamos que improvisar… o que afinal nem foi preciso pois apenas encontramos um pequeno e leve tupperware!

À entrada da gruta


Estava atingido o primeiro objectivo do dia. Uma excelente cache sem dúvida. Só por esta cache o dia já teria valido a pena mas este foi apenas o início de uma memorável jornada geocachiana.

De regresso ao carro plenamente satisfeitos com o nosso desempenho no resgate da Moorish River seguimos em direcção às ruínas de Conímbriga para procurar mais uma gruta. Pelo caminho paramos na sede dos escuteiros de Condeia-a-Nova - Agrupamento 1035 (GC3AR58) - para descobrir um interessante container e onde aproveitamos para conversar com os elementos de agrupamento que ali se encontravam a preparar o acampamento regional.

Robert Baden-Powell


Mais uns minutos e chagávamos a Conímbriga um local de muitas e boas memórias para mim e que já visitei e revisitei desde as “simples” ruínas romanas do tempos da escola primária até ao complexo museológico dos dias de hoje. Porém hoje não era dia de visita à antiga cidade; estava na hora de mais um pequena caminhada para percorrer algumas das caches que se encontram ao redor do complexo que enquadra as ruínas. A obrigatória “Ruínas de Conímbriga” (GC18DXG) já era conhecida de alguns e rapidamente seguimos pelo estradão até novamente estarmos junto ao Rio de Mouros. Ainda há pouco tínhamos andando lá em baixo e agora estávamos cá em cima a apreciar a vista.

Canhão do Rio de Mouros


Procuramos a entrada no trilho para o GZ que rapidamente se revelou e seguimos pelo single track. O caminho deve seguir até junto do leito do rio mas a entrada da “Caverna Romana” (GC33MJZ) fica bem cá em cima. Preparámo-nos para o “salto de fé” para a escuridão e com calma e cuidado entramos no fresco da gruta que é bem maior que o esperado.

Caverna Romana

 

Depois de nos ambientarmos à escuridão iniciamos a nossa exploração e pouco depois estava encontrado o tesouro. Dentro da gruta a temperatura era bem agradável e ficamos por ali alguns minutos a aproveitar para descansar ao mesmo tempo que nos preparávamos para a Earthcache - Canhão do Rio do Mouros (GC3KD55) - que há ali ao lado.

Seguindo a seta do GPSr seguimos até junto da ponte que sobre o Rio de Mouros. Estávamos de volta ao rio e… estávamos no local errado!! Ainda ficamos ali um pouco a analisar outros acessos ao leito do rio e que prontamente identificamos, mas a aventura do leito do rio já tinha há pouco e agora era altura de nos concentrarmos na Earthcache. Por isso siga de volta lá para cima e pouco depois estávamos empoleirados no GZ a responder às perguntas.

A descansar na Earthcache


Está terminada a nossa estadia em Conímbriga e é hora de seguir na aventura. Siga em busca do Templo das Buracas…

 

 



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