Com o tempo quente a chegar, hoje decidi contar uma história de verão.
Vamos recuar até dia 2 de setembro de 2013. Apesar de ser final de verão, naquele ano ainda estávamos com dias de praia perfeitos, e foi precisamente isso que aconteceu. Fui com a companheira de sempre até à Costa da Caparica para uns banhos de sol e para espalhar uns quantos sorrisos pela zona. A meio do dia, fomos dar uma volta pela zona. Na altura ainda mal sabíamos o que era o Geocaching, mas neste dia estávamos prestes a ter mais uma história para recordar.
Algures no percurso planeado, havia uma cache (Sol da Caparica - GC37602) que, olhando para toda a descrição e para tudo aquilo que ela implica, não é nada fora do comum. Claro que, na altura, era algo quase novo e diferente aos olhos de principiantes. Lá estamos nós, numa ponte de madeira, por cima de um parque de estacionamento e com a bússola a indicar meia dúzia de metros para o GZ. Como assim ela estava em cima da ponte? Ainda sem saber ao certo o que era necessário encontrar, lá seguimos a pista para nos orientarmos pelos pontos cardeais, e mesmo assim andámos a apalpar cada parte daquela grande ponte.
Um passo para aqui, outro para ali e finalmente encontrámos o que procurávamos! Nesta cache os postes ajudam imenso, no entanto eu não fazia a mínima ideia do que era suposto ser encontrado, então nem a vi. Tudo assinado e guardado e estávamos prontos para seguir caminho, até que se ouve um barulho... a cache tinha caído e ficou presa algures na ponte!
Como geocacher novato, podia ter optado por não querer saber daquilo e seguir caminho na mesma, mas não. Não seria correto, então, decidimos que a íamos conseguir tirar dali e colocar tudo no sitio. Mas como é que o íamos fazer? “Já sei! Vamos pegar em várias pedras, atirar para perto do container e rezar para que não caísse nenhuma em cima de um carro!”

Agora que olho para trás, não faço ideia do que me passou pela cabeça quando tive esta ideia, mas a verdade é que fomos para a frente com ela. Lá fui eu até ao parque de estacionamento para dar indicações, enquanto o outro membro da equipa tratou de atirar pedras sem partir nada, em especial a minha cabeça!
Ao fim de algum desespero, de alguma ajuda com paus, de muitas pedras, o container acabou por cair para cima de mim! Boa!
Com esta brincadeira toda, ainda perdemos uns bons 30 minutos numa cache que, à primeira vista, seria a coisa mais simples do mundo. No final, tudo ficou como devia e nós temos uma história para relembrar que nos faz sempre rir! Além disso, a vista que a cache proporciona é sempre um ponto a recordar, uma vez que fala por si.
É este o lado bom de tudo, por muito que as coisas possam correr mal, mais tarde acabamos por rir e crescemos com esses erros. Desde este dia, nunca mais nos esquecemos de verificar se a cache magnética fica bem presa antes de a largarmos. Assim, evita-se andar a atirar pedras de grandes alturas.
Texto e fotos: Miguelavr


