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24 November 2010 Written by 

[Logs em destaque] prodrive found Six Feet Under [Arrábida]

Found it prodrive found Six Feet Under [Arrábida]

12H30M
#5200

Desde que me lembro que descobri o Geocaching, que olhava para esta cache com extrema reverência, como uma das fronteiras finais a ser conquistada. Logo nas primeiras Geo-incursões à Arrábida que a cache estava na lista, mas a falta de preparação e de coragem para me aventurar sozinho, demoveu-me das intenções.

Umas dezenas de experiências espeleológicas em grutas bastante mais simples do que esta e algumas experiências em escalada, deram-me pelo menos o à vontade para encarar esta aventura de forma tranquila e consciente.
Quando surgiu a oportunidade de cá vir com um guia experiente que conhece bem a gruta e já cá veio várias vezes, não hesitei em juntar-me ao grupo.

A expedição ficou agendada para esta manhã. Cerca das 10.30 horas começámos a subida pelo trilho recomendado. As chuvas dos últimos dias originaram um misto de lama e musgo, o que complicou um pouco a progressão, com muitas escorregadelas e patinanços.

Ao fim de alguns minutos, o grupo (Bolacha, Jasafara, Bolachinha, Francisco Safara, Óscar Geo-cão e o Jr) já estava na entrada da gruta preparado e equipado para descer ao centro da terra. Três adultos, três crianças e um cão, sem grande experiência em espeleologia não serão seguramente o modelo exemplar de grupo para uma incursão desta natureza, mas a vontade era grande e conhecendo o espírito de entreajuda das pessoas em questão, estava instalada a confiança de que as coisas iriam correr bem.

Já estávamos a entrar na gruta quando chegam o Paulo e a Anabela do team Abmapags, que se tinham atrasado ligeiramente mas estavam no timming perfeito para se juntarem à expedição.

Um a um, e com algum auxílio aos mais novos e sobretudo ao Óscar, que tão depressa não deve ter muita vontade de se meter noutra, íamos destrepando cada um dos obstáculos, numa progressão não muito rápida, mas à velocidade que considerámos segura para evitar incidentes. Ao contrário do expectável a gruta tinha muita água a escorrer pelas paredes. As rochas estavam muito molhadas e escorregadias e havia muita lama onde o Bolacha nas expedições anteriores tinha encontrado terra seca. Nada de muito complicado, a roupa era mesmo para sujar, e a única preocupação era redobrar os cuidados para garantir a segurança de todos.
O uso de capacete é indispensável nesta situação. Inúmeras foram as pancadas que vi os capacetes amortecerem.

Galeria a galeria, descemos todos até ao pequeno orifício que dá acesso à penúltima sala. O Bolacha fez a estreia do "nascer de novo", e juntamente com o Júnior e com o Paulo, foram tentar resgatar a cache mas sem sucesso. O desconhecimento da sua localização dificultaram as operações de resgate.

Chegou a minha vez de tentar a sorte, mas não consegui atravessar o buraco, demasiado estreito para o meu tamanho. Reconheço as minhas limitações e a minha volumetria é de facto um entrave para conseguir chegar à sala onde a cache se encontra. Nunca pensei que isso pudesse ser tão limitativo, mas verdade seja dita, nunca me tinha visto em tão grandes apertos.

Mais sorte teve o Jasafara que conseguiu passar com o Francisco até à penúltima sala. Com a ajuda do Paulo que voltou a passar novamente a estreita abertura, conseguiram ajudar o pequeno e destemido Francisco a atravessar o buraco da agulha e a procurar a cache na última galeria. Ele foi mesmo o grande herói do dia, e para ele vão todos os créditos deste achamento . Contudo, a coisa complicou-se devido ao avistamento de uma tampa vermelha num local totalmente inacessível. Tentou-se de todas as formas resgatá-la e até a coleira do Óscar serviu de ferramenta, mas foi impossível conseguir-lhe aceder.

 

Já estávamos resignados a aceitar o DNF, quando a cache verdadeira foi encontrada. Uma enorme satisfação para todos, pois seria bastante frustrante deixar a gruta sem o principal objectivo cumprido. Assinámos a rifa #47 . De todas as formas, a magnífica aventura e a satisfação de ter conseguido descer até onde nos era possível, já era motivo de orgulho e de conquista.

Duas horas depois de termos entrado na gruta, estava na altura de começar a ascensão até à superfície. Com o mesmo espírito de entreajuda e precaução fomos superando novamente todos os obstáculos, agora de forma mais ágil, não só porque a subida é mais fácil, mas também porque já todos estão bastante mais ambientados com a mobilidade dentro da gruta.

A satisfação de ver novamente a luz solar acaba por não ter um impacto tão grande como julguei, quando iniciámos a descida. Depois da foto de grupo, foi a descida do trilho até ao alcatrão. Se pensávamos que o mais complicado já tinha passado, bem nos enganámos, pois o trilho parecia que tinha sido encerado, e de tão escorregadio que estava, poucos foram os que não patinaram. Alguns não evitaram a queda... mais do que uma vez .

Estava assim consumada esta grande aventura, bem ao nível das expectativas que levava. Uma das caches mais notáveis que já tive oportunidade de visitar. Resta-me agradecer a todos os companheiros de expedição pelo espírito de camaradagem e boa disposição que trouxeram, em especial ao Bolacha pela disponibilidade em nos guiar, e ao intrépido Franscisco pelo espírito de aventura, coragem e determinação com que atacou sozinho a última galeria da gruta. Um verdadeiro herói. Temos Geocacher com G enorme!

A todos, espero poder reencontrar brevemente, numa cache perto de si . Uma última palavra de agradecimento ao Pedro Cardoso pelo desafio proposto, e a todos quantos têm ajudado ao longo dos anos para que esta cache se mantenha activa e disponível para que todos tenham oportunidade de a procurar. TFTC. TNLN.

Team Prodrive

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