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30 May 2020 Written by 

desconFreitar

Num sábado de sol e marasmo resolvemos desconfinar na Freita para fugirmos ao previsível assalto às praias. Porém, também a Freita estava bastante concorrida, pelo menos nas zonas mais turísticas. Passámos o Merujal, o parque de campismo e fomos assentar o piquenique no bosque que fica abaixo do miradouro S. Pedro Velho (GC14ZF7). Depois de um período de descanso bucólico entre os vidoeiros, agendamos o regresso para o percurso PR16, e fomos dar uma volta de carro pelo planalto.

Aproveitámos para fazer a paragem habitual no miradouro da Frecha da Mizarela, que estava bastante concorrido. Foi curioso ouvir algumas pessoas a indagar sobre as formas para chegar junto das lagoas do rio Caima, enquanto recordávamos outras aventuras e desventuras pelos trilhos daquelas encostas. Seguiu-se uma lição de geologia e foi interessante interpretar a coexistência de milhões de anos entre o xisto e o granito (GC85A7J).

Descemos depois a serra e prosseguimos à descoberta da aldeia do Trebilhadouro (GC14Z63), em busca do mito das “três bilhas de ouro”. A curiosidade já tinha sido desperta há algum tempo, mas apenas agora se concretizou. Deixámos o carro numa sombra do estacionamento e aproveitámos para ler a história recente da recuperação da aldeia, desde o abandono até ao turismo. Subindo pela calçada, foi muito agradável descobrir as casas típicas e os espaços jardinados, ideais para umas férias bucólicas, longe do bulício citadino dos dias modernos. Apesar de pequena, a aldeia é muito acolhedora e parece estar muito bem recuperada.

Depois de calcorrearmos a aldeia fomos à descoberta das suas gravuras rupestres (GC63GKR). Como estava calor, a subida inicial ainda trouxe algum desgaste físico, mas assim que assentámos os pés no planalto tornou-se fácil chegar ao local histórico-artístico. A vegetação envolvente rasteira parece já ter recuperado do incêndio, mas seria bom que as encostas não sucumbissem aos eucaliptais. Chegados às gravuras aproveitámos para ler sobre o seu legado histórico. Fomos depois investigar os riscos e as formas descritas.

Deixando o Trebilhadouro para trás, descemos pela estrada ao reencontro do rio Caima e chegámos à barragem Eng. Duarte Pacheco (GC161RE). O manto de água é bastante fotogénico, em particular com uma boa exposição solar. Na travessia da barragem parámos a contemplar a água que escorria pela parede inclinada. Ficou a vontade de descer por ali em escorrega. Contornando a albufeira, fomos apanhar o rio depois da curva e cirandámos pela ponte e outros recantos (GC7ZKFZ). É sempre bom desconfinar na Freita.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 

 



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