07de Dezembro,2019

Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal

PauloMelo

PauloMelo

Wednesday, 20 November 2019 17:00

Argélia 2018 – Dia 8

À hora agendada toca o despertador e não é agradável. Lá fora ainda é de noite. A mochila estava pronta de véspera, saímos rapidamente para a rua. É preciso comer qualquer coisa, pergunto ao Bilel se há algum local onde se possam comprar uns croissants. Não no habitual lugar dele, esse abrirá mais tarde, mas leva-me a um sitio que aquela hora em que o dia começa a clarear está cheio à pinha de homens que tomam o pequeno-almoço.

Desenvencilho-me com a barreira linguística e compro uma sacada de croissants para comer imediatamente mas também para a viagem que se adivinha longa. Regresso ao carro e logo estamos na estação ferroviária.

Bilhetes comprados com a ajuda do Bilel. Não foi caro. A viagem deverá demorar umas seis horas mas já se sabe que nunca acontece. Serão mais, quanto mais é que é a incógnita.

A composição já acorda na plataforma. Vagão de primeira classe, sem lugares marcados. Escolhemos um, mas como está vazio logo nos estamos a expandir para outras opções. Os assentos têm tomada eléctrica mas não funciona. Em nenhum deles. Apenas uma saída de baixa amperagem pode alimentar o telemóvel.

À hora certa o comboio parte. Anda muito devagar. Mais para a frente o ritmo melhorará mas para já o andamento é lento. Irá parar pouco, ao longo da viagem, considerando a extensão do percurso. A paisagem é relativamente monótona. Campos tipicamente mediterrânicos e por vezes cidades e montanhas que se avistam ao longe. Devo confessar que foi uma certa decepção. Costumo observar atentamente, horas a fio se for caso disso, as paisagens que me são mostradas pelas janelas de autocarros e comboios. Mas aqui rapidamente me aborreci e me deixei ir para outras actividades.

A coisa mais animada das oito horas e tal que estive no comboio foram as discussões. Uma mulher mais velha sentada lá para a frente arranjou problemas com muita gente, e quase batia nos revisores.

O comboio foi enchendo. Uma segunda vaga de revisores fez uma série de passageiros mudar-se para a segunda classe. A mulher, mais uma vez, armou uma peixarada e ninguém  conseguiu mover.

Os mantimentos foram suficientes para me manter de estômago composto, mas em princípio, se tivesse surgido a necessidade, havia um café-restaurante na composição.

Passamos por uma área onde parece que existe actividade, ou pelo menos presença, de fundamentalistas islâmicos e onde se recomenda alguma cautela a viajantes ocidentais.

Já nos aproximamos de Argel, nota-se a densidade demográfica a intensificar-se.

Chegamos. A meio da tarde. Tinha reservado um quarto num apartamento AirBnB e… é literalmente do outro lado da rua da estação. A localização não podia ser melhor, mesmo para gastar mais algum tempo a passear pela interessante capital argelina.

O proprietário, um arquitecto inglês que trabalha no país há muitos anos, não estava, mas deixou a chave debaixo da porta. Adorei ali ficar, apesar das primeiras impressões não terem sido muito boas. Era um edifício tipicamente colonial com uma lindíssima varanda sobre a rua… e como era o último andar, via-se muita coisa.

O tempo estava excelente, céu predominantemente azul, boas temperaturas. Saímos para comer, pois claro, no sírio. E para passear, rever locais já conhecidos e que já deixavam saudades.

Estivemos com o Abdou ao serão, uma visita em sua casa, que desejaria curta porque estava cansado mas que se alongou com muita conversa. Quando regressámos o inglês não estava em casa mas tinha-a limpado de forma imaculada e a minha impressão do alojamento melhorou muito. Dormi bem! Última noite na Argélia.


Artigo do blog Cruzamundos. Mais textos em http://www.cruzamundos.com

Thursday, 24 October 2019 10:00

Nunca Mais é Sábado... #260

Fim-de-semana bem recheado com um final de semana embruxado e cheio de animação.

> Sábado, 26 de Outubro


Evento CITO Limpeza da Via Romana [Oliveira de Frades, Viseu]
 

O Município de Oliveira de Frades, com a colaboração da Freguesia de S. João da Serra, organiza no dia 26 de outubro (sábado), um evento C.I.T.O., para colaborar de limpeza do troço da Via Romana de S. Joane, em S. João da Serra.

A organização fornece luvas e outros equipamentos necessários ao desenvolvimento da ação.


Evento Meet and Greet Brno (Czech) in Porto [Porto]
 

It will be nice to meet some other geocachers during our short stay here.

So let meet us (me and my friends from our city) at given coordinates near República monument in Teófilo Braga garden.

We will be there with the logbook at least for 30 minutes.

Let´ s talk about geocaching, discover or change some trackables items and share some tips what is worth visit here in Porto and in Czech republic - our home location.

We are looking forward.


Evento Conversas ao Café - X [Cadaval, Lisba]
 

Nesta edição vamos falar das aventuras de geocaching e não só...

Tragam também os vossos TBs e Geocoins.

Conto com a sua presença!


Evento Saturday Night Fever # 9 [Vila Verde, Braga]
 

Vem beber um café (ou Cervejola) de forma a terminares bem o dia e dares inicio a FEBRE DE SABADO A NOITE!!!!!.

Aproveita para trazeres boa disposição, muita conversa e os teus trackables para trocar ou meramente para partilhar. Desgustação das 6 cervejas da Letra A a F.


Evento 39º GEOCafézão na Estrada Velha de Abraveses [Viseu]
 

Tenho o prazer de convidar todos os geocachers e amigos a comparecer e a participarem neste evento.

Se gostas de conviver, de conversar e de Geocaching vem, passar um momento agradável e tomar uma bebida sempre em muito boas companhias num espaço agradável.

Vem rever e conhecer novos geocachers, vem partilhar as tuas aventuras e ideias para o Geocaching e não te esqueças dos TB’s e das Geocoins.


Evento Angra Geo-Tertúlia X [Angra do Heroísmo, Distrito]
 

Se gostas de conversar, conviver, tomar um copo ou até de pôr os teus conhecimentos à prova num qualquer jogo de cartas ou tabuleiro... junta-te a nós e diverte-te!

Queremos que este seja um espaço de todos e para todos, onde apenas é obrigatório a boa disposição!


> Domingo, 27 de Outubro


Evento CITO - Praia Fluvial da Barca do Lago [Esposende, Braga]
 

Numa primeira fase, que se prevê que dure 30 minutos, começaremos por recolher algum lixo existente na área envolvente ao ponto zero. Esperemos que seja pouco.

Posteriormente, às 10:00h e assim que o lixo se encontre recolhido neste local, iremos continuar a recolha ao longo de uma agradável caminhada pelo areal. Num local escolhido na altura será tirada a tradicional foto de grupo com os participantes.

Serão disponibilizados sacos e luvas de látex para a recolha do lixo. No entanto poderão trazer as próprias luvas.


Evento Geo Book Nic [Santa Maria da Feira, Aveiro]
 

Um pic nic envolve juntar os que mais gostamos, e sair para aproveitar o dia. Envolve levar comida e aprecia-la ao canto das aves e às carícias da brisa suave. Um livro envolve uma viagem. Uma viagem ao longo de universos paralelos e imaginários. Leva-nos ao mundo interior dum escritor. Juntar os dois é levar-nos a um experenciamento sensorial completo. Gosto,Toque, Cheiro, Visão. Audição. Os 5. Deixem-se levar e aproveitem.


Evento Geocafezada XXXVI [Viseu]
 

Aparece no local habitual, no café The Brothers entre as 21h e as 21h30m e claro traz as geocoins e os trackables contigo!


Evento De visita a Felgueiras [Felgueiras, Porto]
 

Como me encontro de férias na zona, lanço o desafio a todos aqueles aficionados (malucos) que queiram partilhar as suas aventuras, recentes ou antigas, conversar sobre esta paixão que é o geocaching, façam o favor de aparecer.

É e será sempre um prazer partilhar aventuras, partilhar ideias e que sabe se assim o entender-mos, continuar noite dentro com um bom jantar.

> e ainda...

2ª feira, 28 de Outubro

Evento Manhãs por Lisboa IV [Lisboa]

3ª feira, 29 de Outubro

Evento Thoughts L - Dwight Eisenhower [Lisboa]
Evento Racha a Cuca Contra-Ataca- CCXIV-214 [Lisboa]

4ª feira, 30 de Outubro

Evento Geo-Breakfast in ... Picoas [Lisboa]
Evento GEOBREAKFAST #67 [Lagoa, Arq. Açores]
Evento VEM TOMAR UM CAFÉ EM ANGRA 6ª EDIÇÃO [Angra do Herísmo, Arq. Açores]

5ª feira, 31 de Outubro

Evento Traz Outro Amigo Também (68ª Edição) [Lisboa]
Evento Doce ou Travessura [Lisboa]
Evento PAu nA ToLA [Seia, Guarda]

6ª feira, 1 de Novembro/strong>

Evento Rialis Horrificus Queimadum [Vila Real]
Evento Café e Bolo V [Torres Vedras, Lisboa]
Evento BOARDGAMES, LET'S PLAY! [Lisboa]
Evento Bavarians at Porto [Porto]

Wednesday, 02 October 2019 17:00

Argélia 2018 – Dia 4

Que dia em grande. Por fim na mítica Ghardaia, relativamente inacessível, exclusiva. Apesar de parece no mapa de Argélia bem próxima de Argel, está a um mundo de distância, rodeada de deserto, mesmo que no contexto do maior país de África estar ainda longe daquilo que é considerado o verdadeiro deserto.

Ghardaia é apenas a principal das cinco cidades que formam o vale de M’zab, uma comunidade colectiva habitada por mzabitas, um povo berbere que professa uma crença no Islão próxima dos Ibaditas. Tudo isto é relativamente raro. Os Ibaditas são predominantes no Omã e em mais país nenhum do mundo, mas têm alguma presença na Tunísia e Líbia.

Portanto foi uma noite bem passada, naquela casa tranquila, rodeada de silêncio. Acordei cedo e ainda bem, porque bem antes das 9 horas já lá estava o Abdou. Trouxe pequeno-almoço e preaprou a mesa. A hospitalidade, sempre essa hospitalidade argelina presente.

Comemos com gosto e logo nos aprestámos a sair. A época carrinha da Vaca Que Ri aguardava-nos lá fora. O carro de serviço do Abdou, ao nosso serviço por dois dias bem preenchidos. E para já o destino era Ghardaia. Ghardaia mesmo, a povoação com esse nome, não a generalização.

Aquele bairro, o nosso, parece saído de um filme de Hollywood. No imaginário recheado de medo e fobias de Hollywood, é para um local assim que os ocidentais são raptados. Não importa se na Líbia, no Afeganistão ou na Somália. As ruas de terra, as casas de estilo árabe, sem muitas pessoas à vista… um cenário mesmo.

Bem, em Ghardaia a presença policial é muito intensa. Há dezenas de carrinhas do equivalente ao corpo de intervenção. Em cada esquina há uma viatura e um grupo de homens equipados. Caneleiras, escudos, capacetes. O ambiente é descontraído, como se estivessem num camping. Mas são centenas de agentes. Só ali, à vista. E porquê? Bem, a história remonta a 1962, ano da independência da Argélia. O novo governo decidiu que o nomadismo devia ser contrariado e ofereceu incentivos aos beduínos para se fixarem. E aqui o vale d M’Zab ganhou ma nova comunidade, começando logo as tensões com os Mezabitas que aqui habitavam. Ora há poucos anos eclodiu um violento confronto, com muitos mortos. A polícia está ali para garantir que isso não volta a acontecer.

O Abdou estaciona a carrinha e caminhamos até ao posto de turismo. Os estrangeiros não estão autorizados a visitar nenhuma das cidadelas do vale. Que são cinco. Toas as visitas têm que ser integradas e acompanhadas de um guia da comunidade local.

Saiu-nos em sortes o Sliman, um homem que iniciou a visita de forma algo formal mas que depressa se soltou, num crescendo de loucura saudável, até ao apogeu, atingido lá em cima, nos terraços da mesquita, onde já mandava chalaças, conversava com toda a gente, trocava endereços de Facebook e desafiava toda a gente do grupo para uma orgia fotográfica entre retratos com ele, selfies, e fotos colectivas.

Era, de resto, um grupo peculiar: nós, de Portugal, um par de alemãs, um par de jovens universitárias argelinas de outras paragens, o Abdou, e um…. tuaregue. Bom, mas começando pelo princípio, o único problema de Ghardaia é aquela irreprimível vontade de fotografar tudo que tem mesmo de ser reprimida porque em Ghardaia não se pode fotografar quase nada. As regras são estritas e  qualquer ângulo que envolva pessoas está proibido. Ora pessoas é mesmo o que me move nestas andanças por isso a frustração foi permanente.

As ruas estreitas são mágicas, fazem-me lembrar as de Mardin, no Curdistão Turco. Há escadas, rampas, casas de um e outro lado. Fazemos uma paragem no largo do antigo mercado para uma introdução à cultura local. Muitíssimo interessante!

Depois prosseguimos o passeio, a subir, em direcção à mesquita, que fica no topo. Podemos visitá-la. Aqui os não muçulmanos podem entrar em mesquitas desde que não esteja na hora da oração, ao contrário do que sucede, por exemplo, em Marrocos, onde não é permitido nunca visitar o interior dos templos.

Mais uma pausa para mais conversa, mesmo em plena sala de orações. Fotografia de grupo. Bom momento de convívio intercultural, e depois o Sliman mostra-nos o terraço, de onde a vista é avassaladora. Ali cada um fica por si durante um bocado. A visita está prestes a acabar. Mas antes, uma passagem pelo museu local, uma casa tradicional onde foi montada uma interessante exposição de artefactos tradicionais e onde nos são explicados alguns aspectos da vida quotidiana dos habitantes e das funcionalidades das habitações.

Daqui regressamos ao ponto de partida, onde pagamos pela tour, um preço simbólico, pouco mais de 1 Euro.

Agora está na hora de almoçar… e o que queremos comer, pergunta ou Abdou. Qualquer coisa. Pizza? Sim, porque não… na minha memória está a fabulosa pizza síria e a ideia de que no mundo árbae muitas vezes o que chamam de pizza é algo aparentado mas bem diferente da pizza comum… e para melhor.

Vamos a uma pizzaria, muito local, com um ambiente de tasca, extraordinário. Encomendamos uma pizza para todos. E quando chega… hummmmm que maravilha, bem dia a hora em que escolhemos comer pizza. OK, oficialmente, a melhor pizza de que tenho memória. O queijo, delicioso, não está apenas sobre a pizza… recheia a massa, especialmente nos cantos, aquela parte pobre que muitas vezes deixamos no prato. Impossível fazê-lo, assim. Terminado o prato principal o Abdou diz-nos que podemos ir lá fora escolher um gelado, porque é oferta da casa. E assim foi. Um geladinho delicioso, a fechar. E a conta? Ora bem, bebida, pizza, gelado, tudo incluído, foi cerca de 1,50 Euros a cada um! A única coisa má da experiência? Saber que dificilmente terei oportunidade de a reviver!

Antes de ir a casa o Abdou satisfaz um desejo meu: comprar tâmaras das boas. Leva-me a uma loja onde só se vendem tâmaras, dezenas de qualidades diferentes delas, e derivados de tâmara, como o pó branco que é um substituto do açúcar ou um pó preto que é um substituto do café, ambos provados e delicioso. Quanto as tâmaras escolho uma qualidade que sem ser a melhor de todas vem logo a seguir na hierarquia. A qualidade do serviço e a solenidade fazem-me pensar que estou a comprar jóias na 5ª Avenida em Nova Iorque. E saio de lá com uma pacote d tâmaras embalado de forma fabulosa. Para aí meio quilo de tâmaras de alta qualidade por uns 2 Euros. E já estou tão mal habituado que acho caro!

Agora o Abdou deixa-nos em casa. Ainda se está na hora do almoço e é tempo da sesta. Diz que nos vem buscar às quatro horas para vermos uma segunda cidade antiga do vale. E retira-se, deixando-nos no delicioso sossego da moradia tradicional que é o nosso lar para os dias de Ghardaia. Bem preciso, porque a manhã foi bem preenchida e porque ainda não recuperei da canseira da viagem até aqui.

A meio da tarde vamos então até Bounoura, onde o Abdou combinou com o guia local um passeio pela cidadela. Combinou mas o tipo baldou-se. Esperamos, telefonemas. Esperamos mais. Por fim o guia diz ao telefone que não vai aparecer e autoriza-nos a ir sozinhos, em seu nome. Alta irregularidade, mas OK. O Abdou não conhece nada daquilo, simplesmente vamos até ao topo, e sinto-me tão clandestino que não aprecio bem o local, sempre á espera que algum local se zangue connosco ou algo assim.

Do topo, junto à mesquita, está um grupo de mulheres que se esconde à nossa aproximação. Está um pouco de calor e as vistas são fabulosas. A tarde vai avançando e há no ar aquela serenidade de um quente final de dia. Um bom momento.

Para fechar, o Abdou leva-nos a ver um dos hotéis da região, onde trabalha um familiar. Ele tem familiares por todo o lado. Exploramos todos os recantos, vemos alguns quartos, salas comuns, terraços e espaços exteriores. Não se passa muita coisa. Parece não haver clientes, para além de uma senhora “loura”, talvez argelina, que está de partida. Apanha uma carrinha que o Abdou diz ser o táxi colectivo para Argel.

Depois, já a caminho de casa, ele decide mostrar-nos outro hotel onde, claro, trabalha outro parente. Mas parece que hoje este não está por lá. Mesmo assim espreitamos tudo e decidimos beber um chá no exterior, enquanto a noite cai. Está-se mesmo muito bem. Nos dias de Ghardaia só vi turistas em dois tipos de ocasião: nas visitas guiadas às aldeias tradicionais e nestes hotéis que visitámos.

Com o chá veio um prato de amendoins e por ali ficámos à conversa até que a escuridão e os mosquitos nos rodearam. Foi mais um bom momento na companhia do amigo Abdou. Agora iríamos para casa.

A Casa:

Artigo do blog Cruzamundos. Mais textos em http://www.cruzamundos.com

 

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