28de Julho,2017

Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal

ValenteCruz

ValenteCruz

Sunday, 16 July 2017 10:00

A vida ainda mais secreta das caches

Após as revelações adiantadas no último artigo sobre a vida secreta das caches, tornou-se notório que tinham ficado alguns casos por explorar. No enigmático mundo das caches que, depois de colocadas, ganham vida, este é um tema novo e ainda com muito para divagar. Porém, antes de retomar a explanação, gostaria de reforçar a advertência que caso qualquer geocacher venha a encontrar alguma cache desprevenida, com os plásticos nas mãos, deverá ter muito cuidado e agir como se não tivesse visto nada de anormal. Afinal, depois de ganharem vida, as caches também adquirem sensibilidade e desconhecem-se as consequências deste vislumbre imaginário. Feita a ressalva, esta é a vida ainda mais secreta das caches, com alguns dos tipos mais inquietantes.

Cache Acumuladora – Por vezes, ao abrirmos o recipiente de uma cache, notamos a existência de algum lixo no seu interior. Poderíamos pensar que se trata de uma má prática de alguns geocachers, que trocam itens por lixo. Sabe-se agora que algumas caches sofrem da síndrome de acumulação compulsiva. Quando notam alguma peça nas redondezas, mesmo que pareça ou seja lixo, arrebanham-na de imediato para si, julgando que mais tarde haverá de dar jeito para algo. Nem que seja um plástico de rebuçado para tapar um buraco. Por coincidência, estas caches estão a contribuir para o CITO. Depois da descoberta, apenas caberá aos geocachers levarem o lixo para o seu devido lugar.

Cache Incendiária – À primeira vista, a cache incendiária apresenta semelhanças com a cache acumuladora. Todavia, a sua natureza é bastante mais negra e terrificante. Estas caches têm a capacidade de gerar uma caixa de fósforos dentro de si. Uma vertente mais tecnológica deste tipo, designadas por icaches, são mesmo capazes de gerar um isqueiro. Tipicamente, estas caches encontram-se em ambientes naturais e possuem um distúrbio mental que as levam a tentar provocar incêndios. Contudo, não sabemos se alguma já terá sido bem-sucedida. Suspeita-se que este desequilíbrio poderá estar relacionado com a vontade de presenciar os helicópteros e aviões em ação. Cai então por terra a ideia descabida que alguns geocachers, irresponsavelmente, deixavam estes itens nos recipientes. 

Cache Transformista – É sabido que nem todas as caches ficam satisfeitas com os locais onde são criadas. O que poucos sabem é que algumas também não se identificam com o género com que vieram ao mundo. Numa época em que a sociedade geocachiana já está mais atreita a aceitar esta mudança, depois de terem saído do armário da cozinha pelas mãos dos seus donos, após ganharem vida, alguns recipientes decidem sair do armário dos preconceitos por si. As mudanças físicas podem ser mais ou menos drásticas, com mais ou menos silicone, tirando uma parte aqui ou acrescentando algo ali. À luz deste desenvolvimento, entendem-se agora certas transformações nos recipientes.

Cache Parideira – Muitos geocachers já encontraram mais do que um recipiente em algumas caches. Poderíamos pensar que tal estaria relacionado com o facto de alguns geocachers andarem sempre com um recipiente extra para reverter qualquer ameaça de DNF. Todavia, à semelhança do fenómeno geológico das pedras parideiras da serra da Freita, descobriu-se recentemente que certas caches têm a capacidade de dar à luz. Inclusive, e por incrível que pareça, algumas das caches-filhas nascem maiores do que as progenitoras. Após esta descoberta, alguns geocachers já iniciaram projetos de investigação sobre como poderão introduzir as caches parideiras na criação automática de powertrails.

Cache Cobradora – Já todos encontrámos moedas nas caches e pensámos: “Mas afinal, como é que este dinheiro aqui veio parar? Nem sequer existem pastelarias por perto para comprar um bolo!” Pois bem, ao ganhar vida, esta cache imagina que tem a profissão de cobradora. Algumas especializam-se em cobranças de impostos e trabalham para o governo do geocaching, outras trabalham para o governo dos seus donos, ajudando a pagar certas despesas do dia-a-dia, e existem ainda outras foram seduzidas pelo setor privado. Adverte-se ainda que algumas caches, mais agressivas, trabalham nas cobranças difíceis. Existem inclusive relatos de alguns geocachers que ficaram sem dinheiro depois de uma caçada que se transformou num encontro imediato com o fraque.

Cache Naturista – É fácil topar uma cache naturista. Enquanto a maioria das caches gosta de se manter dentro de plásticos bem reforçados, temendo o flagelo da humidade, as caches naturistas gostam de se libertar de preconceitos. À primeira vista poderia parecer falta de manutenção dos donos, mas percebe-se agora que são as próprias caches que dispensam os recipientes depois de ganharem vida. Algumas, um pouco mais comedidas, encontram-se envoltas por pequenos sacos plásticos. Outras, mais naturistas, apenas precisam de encontrar um buraquinho para guardarem o livro de registos, que por vezes é apenas uma única de papel ou um recibo que não interessa guardar. Poderíamos pensar que as caches naturistas prefeririam as zonas das praias, mas curiosamente o seu aparecimento ocorre mais em meios citadinos.

Cache Mágica – À semelhança da cache agente secreto, a cache mágica pode ser bastante difícil de encontrar. Para além de possuir capacidades ilusionistas que apenas os olhos mais treinados podem discernir, a cache mágica detém poderes que lhe permitem, entre outras habilidades, controlar o meio envolvente, como por exemplo a meteorologia. Sim, a meteorologia. Quem é que nunca fez planos para visitar uma determinada cache e sofreu na pele uma intempérie ou teve de alterar os planos? Quem é que nunca foi perseguido por uma série de azares que redundaram numa desistência? Pois bem, desconhecendo os limites dos poderes de uma cache mágica, o melhor é manter a tenacidade com um sorriso. É também por isso que certas caches são mágicas e persistem vivas nas nossas memórias.

Artigo publicado na GeoMagazine #26 e em Cruzilhadas.pt.

Sunday, 02 July 2017 10:00

Rotas do vale do rio Bestança

O rio Bestança, considerado um dos mais limpos da Europa, nasce nas Portas do Montemuro e atravessa um vale luxuriante. Ao longo das eras, o rio foi sulcando o seu leito, rompendo a aspereza da penedia, até encontrar o rio Douro em recantos mágicos (GC6FCRQ), perto de Souto do Rio.

Existem dois percursos pedestres que podem ajudar à descoberta deste vale de natureza encantada. O PR1 – Caminho do Prado (circular – 7 km) e o PR2 – Rota do Vale (linear – 18 km). Não será por acaso que a edilidade cinfanence tenha escolhido o mesmo contexto para a duas primeiras incursões pelo pedestrianimo. A possibilidade da escolha entre dificuldades distintas permite abranger mais caminhantes, assim haja vontade esticar as pernas pela beleza natural circundante, quer se vá do vale à montanha ou da montanha ao monte.

O Caminho do Prado desenvolve-se por caminhos e trilhos envolventes ao rio Bestança e passa pelas localidades de Vila de Muros, Covelas e Vale Verde. O percurso tem início no Largo da Nogueira, em Vila de Muros. Sendo um percurso circular, é possível escolher qualquer um dos sentidos. Descendo em direção ao rio e seguindo por uma calçada antiga, encontraremos a ponte românica de Covelas (GC1DRTG). Ainda que pareça de origem medieval, na realidade é mais recente, de estilo barroco e construída em granito.

Depois da aldeia de Covelas, o trilho afasta-se da civilização e segue por terrenos agrícolas que foram sendo abandonados ao longo do tempo. Um dos aspetos mais fascinantes deste percurso, para além da envolvência natural, reside no reencontro frequente com antigas casas que sucumbiram à inacessibilidade. Talvez não esteja tão afastado o tempo em que esse mesmo isolamento servirá como um motivo para o regresso de algumas pessoas, assim como para a reconstrução dos edifícios. Assim esperemos.

Seguindo pelas veredas, ao cruzarmos novamente o rio encontraremos o local que dá nome ao caminho. Trata-se de um refúgio recuperado, inserido num espaço bucólico e verdejante. Passando por outros prados e continuando pelo trilho, encontra-se mais uma calçada antiga que segue para Vale Verde, continuando depois por asfalto até Vila de Muros.

Sendo um percurso linear, é possível iniciar a Rota do Vale em Vila de Mouros (subida) ou nas Portas do Montemuro (GC1223G), junto à capela das Portas (descida). Fazendo o percurso no sentido ascendente, a parte inicial coincide com o Caminho do Prado. Após o prado, a rota prossegue por trilhos e caminhos que vão caindo em desuso. O abandono vai-se fazendo notar e a Natureza, sempre verdejante, parece estar a recuperar para si o que antes tinha sido emprestado ao Homem.

Perto de Soutelo, o rio encontra um dos cenários mais fantásticos do vale, quando tem de galgar as Fragas de Penavilheira (GC561AQ). A água precipita-se em três cascatas sucessivas até voltar a encontrar alguma mansidão. No sopé crescem carvalhos alimentados pela água do rio e por levadas que contornam as fragas. Vale bem a pena explorar este recanto, ainda que esteja um pouco escondido.

Logo depois das fragas encontramos um dos pontos mais caraterísticos do vale do rio Bestança, a ponte de Soutelo, datada da época medieval. Construída em pedra, com um arco de volta perfeita, é formada por lajes de grandes dimensões e parece enquadrar-se muito bem na paisagem envolvente. Chegando a Bustelo, é possível visitar a eira comunitária da aldeia, que vai resistindo aos ritos da modernidade.

 

À medida que nos afastamos do rio, as encostas tornam-se mais escalvadas. Porém, olhando para trás, consegue-se açambarcar o vale numa visão inteira e verdejante. Mais acima, depois da aldeia de Alhões, as Portas do Montemuro marcam o final de uma caminhada com muitos motivos de interesse, num dos vales mais fantásticos do Douro.

Recomenda-se ainda uma visita à Quinta do Paço da Serrana (GC309M8), votada ao abandono e que possui uma posição privilegiada sobre o rio Douro. De um valor patrimonial e natural inestimável, pertenceu à família do famoso explorador africanista Serpa Pinto. No final, ficará certamente a vontade de regressar a este vale encantado.

Artigo publicado na GeoMagazine#26 e em cruzilhadas.pt.

 

Sunday, 25 June 2017 10:00

sunrise@Cântaro_Magro_III

 Já lá vão seis anos desde o primeiro sunrise. Os três primeiros decorreram sem que existisse um evento de geocaching associado. A motivação inicial estava relacionada com a procura de inspiração para escrever O Tempo Inquieto. Passados estes anos, diria que a história continua a escrever-se, mas de uma forma diferente, também pela maneira como cada pessoa que participa no evento o vive. O plano de atividades era exigente e as temperaturas elevadas acabaram por acrescentar mais dificuldade. A ameaça de trovoada e chuviscos ajudava a completar o cenário, mas nem isso demoveu as dezenas de pessoas que se deslocaram até às terras altas da Beira para mais um fim-de-semana de aventuras e Natureza.

No sábado, depois de uma breve confraternização em Seia, arrancámos Into the Wild pelos trilhos da Estrela. A subida inicial até à Cabeça da Velha fez-se sem grandes problemas e o percurso pelos canais de água serviram para recuperar do esforço, assim como o banho refrescante nos Cornos do Diabo. Continuando pelo trilho, passámos o Porto dos Bois e aproveitámos a ribeira da Caniça para uma nova pausa, refrescando a vontade e alimentando o ânimo. Como anunciado pelas previsões meteorológicas, estava bastante quente, pelo que o desafio exigia mais cuidado, muita água e algumas paragens de recuperação do esforço.

 

Enfrentámos depois o grande desafio do dia, com a subida da Crista do Carvalhalzinho. Aproveitando o trilho aberto no ano passado pela prova do Ultra Trail Serra da Estrela, fomos subindo a encosta. A visão do vale da Caniça foi-se tornando mais inteira e panorâmica. As dificuldades foram sentidas de forma distinta e o grupo acabou por se alongar. A chegada à Lagoa Comprida serviu para um novo descanso, assim como para um almoço reforçado pelas iguarias da região. Foi interessante notar a mudança no estado de ânimo: à chegada, metade dos caminhantes estava convencido que iria desistir; após o descanso e algumas palavras de motivação, quase todos prosseguimos.

O percurso quase plano pelo estradão da lagoa serviu para ajudar a recuperar do cansaço. Nota ainda para o mar de água que jorrava do túnel vindo da Lagoa do Covão do Meio, do outro lado da montanha. Despedimo-nos da planura reconfortante e iniciámos a subida para o planalto do Cume. Mais uma vez, é fantástico vislumbrar a Lagoa Comprida na sua plenitude; parece um manto de água suspenso sobre o horizonte. Depois de passarmos pelo Cume, enveredámos por uma nova versão do percurso. Em vez de descermos até à Garganta de Loriga seguimos pela Rota do Maciço Central e fomos cumprimentar de soslaio os dois cântaros. Arrisco dizer que a mudança vale sobretudo por aquela visão. Dali, fomos até à Torre num esgar. Para além do cansaço natural, continua a fascinar-me a alegria nos rostos das pessoas por terem ultrapassado o desafio. Aquilo que antes era apenas um sonho tornara-se realidade pelo suor da vontade. No total foram cerca de 24 km de percurso. O trilho pode ser visto aqui. Parabéns a todos os resistentes!

 

Após a logística de recuperação dos carros, seguimos para o estacionamento do Cântaro Magro, onde já estavam alguns participantes a aguardar para a subida. Aproveitámos então para jantar e ultimar os preparativos. Com algum atraso, acabámos por subir já depois de anoitecer, mas tudo correu sem sobressaltos. Porém, quando chegámos ao topo já lá estava o vento. Depois de alguma exploração, fomos à procura dos lugares mais abrigados. Fizemos o check-in e preparámo-nos para a ceia. Como tem sido habitual, não faltaram os queijos e os enchidos para reconfortar o estômago, assim como variadíssimos licores para tonificar a alma. A meio do convívio passou uma nuvem mais negra e ainda deixou cair algumas pingas, mas foram chuviscos de pouca duração. Felizmente.

Como o dia anterior tinha sido exigente e o seguinte não se afigurava diferente, alguns dos participantes avançaram para a pernoita. Outros, pareciam querer vigiar a noite e as estrelas enquanto houvesse motivação. Ou seja, algo para beber. Pelo meio tive de me afastar um pouco para ver se conseguia dormir, mas mal consegui enganar o sono. Noite dentro, chegaram mais participantes. Inclusive, depois de esgotarem a bebida, os convivas conseguiram que chegasse mais. Fui despertando de barulho em barulho, até que me levantei às 4h30 para ir buscar os participantes que iriam fazer a subida de madrugada. Quando cheguei ao local de estacionamento encontrei um certo olhar intrigado em algumas pessoas que iriam fazer a subida pela primeira vez. No fundo, é a mesma que eu tive há alguns anos atrás quando desconfiava ser impossível fazer aquela subida sem material.

Em fila, escuridão dentro, seguimos pelas escarpas do Cântaro. Ao longe, deveria parecer uma procissão para o céu. A subida acabou por delongar-se um pouco mais do que o esperado, dado o número de pessoas. Todavia, obstáculo atrás de obstáculo, lá conseguimos chegar ao topo. Seguiu-se o momento pelo qual todos esperávamos. Mais isolados ou em grupo, em silêncio perscrutador ou em convívio, os presentes distribuíram-se pelo espaço para receberem mais um dia. Pode parecer tendencioso, mas o amanhecer neste local é deveras especial e diferente de todos os outros. Este foi ainda mais especial, pois finalmente consegui convencer a Valente a estar presente. Ano após ano, creio que este evento se transformou no meu início de Ano Novo. Assim espero continuar por muitos anos.

Após a habitual foto de grupo, recolhemos os resquícios da noite e descemos em fila para o mundo real. Aproveitámos então para tomar o pequeno-almoço com vista para o fabuloso hotel. Já com o estômago reconfortado, os participantes foram seguindo os seus caminhos. Alguns iniciaram a viagem de regresso, enquanto outros preparavam-se para mais alguma exploração da Estrela. O programa do evento para domingo oferecia uma caminhada entre o Magro e o Gordo. Após algumas despedidas, o grupo de resistentes fez-se ao caminho para a exigente descida para o Covão Cimeiro. Qualquer que seja a panorâmica que se tenha do Magro, o Cântaro impressiona a cada vislumbre.

Com passagem pelo carro sinistrado que fica a meio da descida, prosseguimos para o covão e atravessámos aquele terreno pantanoso. Apanhámos depois boleia na Rota do Maciço Central e chegámos ao Covão d’Ametade, onde a sombra verdejante nos reconfortou o corpo. Sempre na senda da rota, continuámos para o Vale da Candeeira, atalhando caminho um pouco antes na direção da Lagoa dos Cântaros. Na chegada à lagoa aproveitámos para um merecido banho nas suas águas refrescantes e límpidas. Já com o estômago reconfortado, iniciámos a subida pela crista da montanha em direção ao topo do Cântaro Gordo. Gosto bastante de fazer aquela parte do percurso, tanto por ter ainda alguma tecnicidade, como pelo desafio da subida constante e inclinada.

Com algumas paragens pelo caminho, alcançámos por fim o topo do Cântaro Gordo e fomos bafejados com uma vista fantástica sobre os vales limítrofes. A conquista deste desafio representou também o ponto de viragem nas dificuldades do fim-de-semana. O pior já passara. Seguindo pelo trilho, descemos do Cântaro e enveredámos pelo planalto na direção da estrada que, posteriormente, nos haveria de levar de regresso ao estacionamento do Cântaro Magro e à conclusão das aventuras do fim-de-semana. No total, neste percurso fizemos cerca de 8km, mas as dificuldades extravasam essa distância. O track pode ser visto aqui.

No final, já no conforto do carro, aproveitámos ainda a passagem pela Lagoa Comprida para um brinde de despedida. Infelizmente, enquanto andávamos perdidos do mundo na Estrela, uma neblina esbatida de fumo trouxe-nos a notícia dos incêndios que assolavam Portugal, em particular da tragédia de Pedrógão Grande.

Foram dois dias exigentes e quase sem dormir, mas fui para casa com a alma cheia. Tanto porque todos os regressos a estes recantos da Estrela são fantásticos, mas sobretudo por notar o encanto dos participantes ao viverem aquele momento especial e a sua alegria na superação dos desafios. Ao longo dos anos, dado o contexto e a envolvência, creio que o evento acabou por adquirir uma certa mística, que continua a fascinar quem o vivencia e também quem gostaria de estar presente. Para o ano há mais. Muito obrigado a todos os participantes por tornarem o sunrise@Cântaro_Magro ainda mais especial!

As minhas fotos do evento podem ser vistas aqui.

 Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Pág. 1 de 15

Newsletter