22de Agosto,2019

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ValenteCruz

ValenteCruz

Serra da Lousã. Nem todos os castelos tiveram a sorte de nascer num ambiente natural que parece saído de uma história de encantar. Serpenteando pela estrada, ao primeiro avistamento, percebemos que estamos a chegar a um sítio distinto. Parece um segredo de arte erguido pelo xisto e escondido pelas encostas abruptas das serranias envolventes.

Para além do regresso ao castelo (GCVN3W) e da icónica ermida da Sra. da Piedade no topo do penhasco, o nosso interesse desenrolava-se pela linha estreita (GC1Q3GM) do canal que traz a água até à mini-elétrica. Fizemos o percurso há cerca de nove anos atrás, mas ficamos tão impressionados com as vistas vertiginosas sobre o vale que o regresso era uma inevitabilidade. Juntamos mais algumas aldeias de xisto ao cardápio pedonal e ficamos com um percursos mais interessantes que se podem fazer por cá.

Saímos do castelo e seguimos o caminho até à mini-elétrica. A proeminência que se ganha sobre o castelo e a ermida é ótima para conseguir bons registos fotográficos. Depois, é sempre a descer até ao rio Arouce. A chegada ao edifício recuperado pode assustar os mais distraídos, mas o cão de vigia faz mais barulho do que ameaças reais. Estando no local vale a pena subir a escadaria de xisto e visitar a ermida que fica a meio da encosta entre o rio e a estrada.

Passando a ponte, o trilho serpenteia por três curvas quatro curvas até chegar ao final da levada, de onde a água segue por um tubo para a mini-elétrica. O aviso do perigo de queda deve ser levado a sério, mas basta algum cuidado para a caminhada pela levada se fazer sem problemas. O percurso é fantástico, tanto pela vegetação exuberante como pela presença constante da vertigem. Em alguns locais o precipício é mais imediato e parece desaparecer num vazio verde.

Ao chegarmos ao fim da primeira parte do percurso fizemos um atalho na aventura e aproveitei para subir a um penhasco próximo (GC5F4MW). Fomos depois dar uma voltinha rápida pela levada que vem da ribeira de outra encosta até ao terreiro onde havíamos estado há cerca de nove anos. Subimos depois a encosta numa longa caminhada até ao Candal. À medida que vamos subindo a vegetação torna-se talvez menos interessante e aparecem os primeiros exércitos de mimosas.

Antes de chegarmos ao Candal aproveitamos para visitar a bucólica cascata, descendo pelas escadas das leiras da encosta até ao ribeiro. No regresso, em pouco mais de nada estávamos na aldeia de xisto. Não sabemos como era antes, mas a recuperação parece ser excelente. Aproveitamos para almoçar e conhecer melhor a aldeia, pelas ruas ingrimes e estreitas, de casas alinhadas e aconchegadas entre si, como se fossem um rebanho abrigado do inverno.

Deixando o Candal para trás, seguimos o longo caminho pela encosta até à aldeia vizinha do Catarredor (GC212JY). O trilho vai serpenteando em pequenas subidas e descidas constantes, sendo por vezes um pouco técnico. Fiquei com curiosidade para regressar num contexto de ultra-trail. Já conhecíamos histórias de outros visitantes sobre a suposta comunidade que cultiva ervas aromáticas que fazem rir. De facto, alguns adereços alternativos nas casas conferem-lhe alguma distinção, mas acabamos por não conhecer qualquer habitante nem vimos outras suspeitas.

O percurso até à aldeia seguinte de Vaqueirinho também se fez sem problemas e de forma rápida. A aldeia é mais pequena e parece ter sido menos afortunada do que outras da região no que diz respeito à roleta das recuperações turísticas. Prosseguimos depois em direção ao Talasnal (GC166CQ), que talvez seja a mais famosa aldeia de xisto da região. É curioso notar a diferença do arvoredo entre esta zona, composto sobretudo por pinheiros, e a zona que fica cerca de duas centenas de metros mais abaixo, por onde passa o canal de água. Na chegada à estrada que desce para o Talasnal percebemos que era dia de feira na serra, tal era o trânsito no asfalto estreito. O Talasnal parece um cartão postal. Tudo está arranjado, bonito e no sítio. Ainda assim, enquanto saboreávamos uma bebida fresquinha com vista privilegiada sobre o vale num café a cheirar a turismo, desejei que as estradas nunca cheguem à “minha” Drave.

Iniciamos a descida de regresso ao castelo. Para além do interesse do percurso antigo pelo xisto, é ótimo ver o enquadramento do Talasnal no cimo da encosta, também com as casas alinhadas entre si numa linha que parece fitar o horizonte. Passando por um vasto mimosal, iniciámos depois a descida final. Faltava reencontrar a magnífica ermida da Sra. Da Piedade, posta em sossego contemplativo sobre o penhasco, e a zona envolvente. Foi um enorme prazer regressar a este trilho, revisitar alguns locais e conhecer outros. Tudo ali parece bem enquadrado numa natureza com sentido e de uma portugalidade secular.

O percurso de 20 km pode ser visto/descarregado aqui.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Saturday, 27 July 2019 17:00

Cercanias da Freita

Nos preparativos para o aguardado Love Love Arouca, um pouco mais tarde do que o percurso merecia, fomos percorrer o Cercanias da Freita. A abordagem acabou por ser um pouco distinta, visto que contamos com a ajuda de um veículo todo o terreno. Chegados a Santa Maria do Monte, fizemos uma pequena paragem junto à singela capela e seguimos pelo caminho rural. Passando pelos campos cultivados, deixamos a aldeia para trás e entramos numa zona de floresta muito interessante.

Sempre rodeados pelo verde, fomos subindo a encosta até alcançarmos a Ameixieira. A aldeia parece ter ficado parada no século passado, fiel a uma tradição secular, onde as próprias casas parecem estar em equilíbrio com a natureza envolvente. A subida torna-se então mais ingrime e as vistas vão ganhando um domínio mais abrangente sobre o vale de Arouca. Mais acima, o percurso torna-se mais acidentado pelo que o veículo que seguia atrás teve alguns problemas. Porém, os obstáculos foram ultrapassados.

Na chegada aos fantásticos viveiros da Granja aproveitamos para uma paragem mais demorada. O espaço parece saído de um paraíso perdido do que seria a antiga floresta nacional. O local tem ainda mais um motivo de interesse, as Bolas Quartzodioríticas, cujo fenómeno geológico se assemelha a enormes cebolas que se vão descascando ao longo de milhões de anos. Apetecia ficar por ali mais tempo a apreciar a paisagem e os fenómenos, mas lá tivemos de investir para a recuperada aldeia de Chão-de-Espinho, um refúgio natural ideal para escapar ao bulício citadino.

Ganhamos depois vistas triunfais sobre os vales limítrofes e na aproximação de Povos passamos novamente por uma zona fantástica de floresta. Deixando a aldeia para trás, retomamos um caminho rural que nos levou por campos bucólicos. Em menos de nada estávamos de novo nas ruas apertadas de Santa Maria do Monte, satisfeitíssimos pela realização de mais um percurso nestas montanhas mágicas. Cada regresso é uma oportunidade para desvendar mais segredos da Natureza e espreitar para um Portugal primevo, onde estão descritas a linhas de quem fomos e de quem haveremos de ser.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 

Sunday, 21 July 2019 10:00

Love Love Arouca

Aventura, Desporto, Natureza e Geocaching - Uma Experiência Mágica!

Adventure, Sport, Nature and Geocaching - A Magic Experience!

 

17 agosto 2019
august 17, 2019

10:00AM - 23:45PM

 

Programa / Events:

-> Dia/day 15 - Love Escarpas da Mizarela

-> Dia/day 16 - Love Drave

-> Dia/day 17 - Love Rio de Frades

-> Dia/day 18 - Love Passadiços do Paiva

 

 ... para que possas desfrutar ainda mais deste paraíso!

.... so you can have more time to enjoy this paradise!

 

Programa 

 

15 Agosto

(quinta-feira)

16 Agosto

(sexta-feira)

17 Agosto

(sábado)

18 Agosto

(domingo)

9:30h Abertura do check-in Abertura do check-in Abertura do check-in Abertura do check-in
9:30h GC85XPG - Love Escarpas da Mizarela   GC85W0G - Love Drave  GC85XPQ - Love Rio de Frades   GC85XX1- Love Passadiços do Paiva 
  N 40° 51.079 W 008° 16.958 N 40° 51.650 W 008° 07.050 N 40° 52.565 W 008° 11.480 N 40° 57.185 W 008° 10.591
  9:30h - Visita às Pedras Parideiras** 9:30h – Encontro em Regoufe 9h - Canyoning Rio de Frades* 9:30h – Encontro na Praia do Areinho - Rio Paiva*
  10:30h – Visita ao Radar Meteorológico** 10h – Início do percurso 9:30h – Encontro em Rio de Frades 10h – Início do percurso "Passadiços do Paiva"
  11:30h – Início do percurso 13:30h – Visita à aldeia, lagoas e ribeiras em modo CITO 10h – Início do percurso "Caminho do Carteiro"  
  14:30h – Paragem na cascata da Mizarela 18h – Visita às minas de Regoufe 14:30h – Início do percurso pelo rio, Indiana ao Abismo  
12:30h Almoço Livre Almoço Livre Almoço Livre Almoço Livre
14:30H     Love Green Heart 4x4*  
      N40° 52.397 W 008° 17.501  
15:00h       Love Escalada na Frecha da Mizarela*
        N40° 52.397 W 008° 17.501
15:00h   Visita ao Museu de Arte Sacra*   Fit Brasil by Bruna Teixeira
16:00h Go go go… Adventure Lab N 40° 55.682 W 008° 14.818 Peddy-paper N 40° 55.710 W 008° 15.151
  N 40° 55.710 W 008° 15.151   N 40° 55.710 W 008° 15.151  
17:00h       Desligar dos GPSs
19:00h   Jantar no restaurante "O mineiro" *    
20:00h Jantar Livre Jantar Livre Jantar Livre  
21:30h Say Cheeeeese! - Concurso de Fotografia Visita Guiada - A vila no meu pé… Happy Love, Geocaching!  
  N 40° 55.710 W 008° 15.151 N 40° 55.710 W 008° 15.151    
23:00h Encerramento do check-in Encerramento do check-in Encerramento do check-in  
Piscina Municipal (todo o dia) 1 euro
         
    * Inscrição paga e limitada   
    ** Inscrição Obrigatória e Gratuita   

 

[PT]

E se, de repente, se abrisse, diante de si, na paisagem rochosa, nos rios que correm com pressa, no verde da paisagem, no silêncio da montanha, um livro vivo, contando a história da Terra?

Quem chega a Arouca não consegue deixar de surpreender-se a cada passo, e o destino não é apenas o fim da viagem. É, antes, o início de uma outra aventura, recuando no tempo, até ao início de uma história com mais de 500 milhões de anos.

Mas, mais do que chegar, é preciso viver. E esse viver passa pelas experiências únicas que aqui se abrem. Há percursos pedestres para percorrer, conhecer e registar nos melhores álbuns fotográficos da memória. Trilhos fabulosos para deixar a aventura correr, em BTT. Explosões de adrenalina, nos desportos de aventura do Paiva. Aldeias tradicionais, que guardam e projetam para o futuro a memória de quem aqui viveu e vive. O artesanato, o folclore, as tradições, que continuam a contar a história de Arouca. E tudo isto, tudo o que faz parte de nós e nos define, está aqui guardado, preservado e à espera de ser contado e deixado como herança aos vindouros.

Arouca... um território a descobrir... um "Love Love" para viver!

[EN]

What if suddenly you were presented with a live book telling the history of the Earth represented on the rocky landscape, the rivers running in a hurry, the green of the landscape, and the silence of the mountain?

Those who arrive in Arouca are surprised at each step, and the destination is not only the end of the journey. It is, on the contrary, the beginning of another adventure, going back in time, until the beginning of a history with more than 500 million years.

But, more than arrive in Arouca, we must live. And to live means passing through unique experiences that arise in this place. There are pedestrian trails to go through, to meet and to record on the best photo albums of the memory. There are amazing trails that let the adventure continue by mountain bike. There are explosions of adrenaline in the adventure sports of the Paiva. There are traditional villages that keep and plan for the future the memory of those who lived and still live here. There is the handicraft, the folklore and the traditions that keep telling our history. And all that makes part of us and defines us is kept and preserved here, waiting for the moment to be told and left has a heritage to the future generations.

So, here, you will always have your place in the history... Love Love... Arouca...

LOVE LOVE AROUCA

Montanhas Mágicas / Magic Mountains!

 

Outras atividades / Other activities:

No Mega Evento / At the ground zero:

    • Concurso de recipientes criativos / Creative containers contest
    • Exposição de geocoins / Geocoin show
    • Geocaching Adventure LabCaches
    • Partilha de Travel Bug e Geocoins / Travel Bug and Geocoin exchange
    • Parabéns Geocaching! (com bolo) / Happy birthday Geocaching! (with cake)

 Sítios a visitar / Places to visit:

[PT]

Degustação de doçaria conventual e regional: Vitela Arouquesa assada, cabrito assado, posta arouquesa e bife de alvarenga; castanhas doce e... muito mais!

[EN]

Conventual and regional sweets tasting: Roasted Arouquesa veal, roasted lamb, Arouquesa steak and Alvarenga steak; sweet nuts and... much more!

 

Informações / Informations:

 

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