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Quentes e Boas 2016/13 (21/03/2016 a 27/03/2016)
01 April 2016 Written by 

Quentes e Boas 2016/13 (21/03/2016 a 27/03/2016)

(unknown-) Rota da Fonte da Pedra - Bónus by Aldeias de Montanha (D/T:3.5/4.5 Guarda /Seia)

 no kids not wheelchair accessible no bikes no motorcycles no quads no off-road vehicles no campfires scenic view available 24-7 poison plants! thorns! dangerous animals! ticks! in abandoned structure significant hike

Bónus de uma caminhada que começou por ser da

(tradicional-) Malhada do Chão da Serra – Alvoco da Serra by Aldeias de Montanha (D/T:2/4.5 Guarda /Seia)

à

(tradicional-) Fonte da Pedra - Alvoco da Serra by Aldeias de Montanha (D/T:2/4.5 Guarda /Seia)

agora antes da bónus continua até à

(tradicional-) Rota da Fonte da Pedra - VG dos Taloeiros by Aldeias de Montanha (D/T:2.5/4.5 Guarda /Seia)

e pelo meio mais 6 caches da série Rota da Fonte da Pedra

&

A Rota da Fonte da Pedra é uma serie de geocaches que te irá fazer percorrer um trilho que se inicia junto à ponte do rio Alvoco e termina no VG dos Taloeiros, passando pela afamada Fonte da Pedra. Ao longo do trilho contarão com a ajuda de mariolas.

Este trilho era usado por pastores para conduzir os rebanhos de ovelhas e cabras. Neste momento é procurado pelos caminhantes em busca de paisagens de cortar a respiração e do seu contacto permanente com a fauna e flora.

Foi até este esplêndido lugar que o Padre Mendes Aparício organizou uma caminhada celebrando uma memorável Eucaristia na montanha. Participaram nesta iniciativa cerca de 80 alvocenses, no ano de 1992.

&

Canta o alvocense João Belarmino:

 

E assim a Fonte da Pedra

É uma fonte sem igual,

E a sua água é tão boa

Que até é medicinal.

 

É uma água excelente

Que não tem nenhum senão

Deite sempre a mesma água

Tanto de Inverno ou de Verão.

 

Já foi a laboratórios

Análises foram feitas

Ninguém lhe tira virtude

Pois até cura maleitas.

 

Infecções em qualquer lado

Tanto na pele ou no interior,

Esta água é um achado

Tu verás quando lá fores!

 

Mais a cima, na cumeada, os mais corajosos podem desfrutar de horizontes quase infinitos.

Foi até esse esplêndido lugar que o Padre Mendes Aparício organizou uma caminhada, passando pela Fonte da Pedra e celebrando uma memorável Eucaristia na montanha. Acudiram a esta iniciativa cerca de 80 alvocenses, no ano de 1992.

Neste lugar, como em muitos outros da Serra, a beleza e os prodígios da natureza estão de mãos dadas com a vivência do sagrado.

A sacralidade da natureza manifesta-se em todo o seu esplendor, sendo que na vida psicológica dos alvocenses está perfeitamente entranhada a curiosa lenda da Fonte da Pedra.

No mito da fuga para o Egipto (dizemos mito porque sabe-se hoje que não há nenhum registo histórico da matança de Herodes), por causa da perseguição de Herodes, que decide mandar matar todas as crianças com menos de dois anos para que Jesus não sobrevivesse, Maria, José e o Menino seguem por uma multitude de caminhos, a fim de ficarem a salvo das buscas dos soldados do rei judeu.

Caminharam pelos lugares mais ínvios até que chegaram à Serra da Estrela. Em Unhais, na encosta do Covão de Ferro, a Sagrada Família encontrou uns homens a semear centeio e José pergunta-lhes que semeavam. «Semeamos pedras», respondeu o chefe com cara de poucas simpatias, «muito bem, então amanhã colherás pedras», contestou o Pai de Jesus. E assim foi, no dia seguinte, os serranos encontraram um incrível amontoado de penedos, hoje conhecido como a Pedriça de Unhais.

Já no vale do ribeiro do Alvoco, José indaga bondosamente do mesmo modo, «que semeais?», «semeamos pão [centeio]», «então amanhã já podereis colher o vosso pão». No dia seguinte, miraculosamente, já os alvocenses recolhiam o seu divino centeio. Aparecem os soldados de Herodes, que perguntam, «vistes passar um casal com um menino e um burro?», «sim, passaram por aqui quando semeávamos este centeio», desalentados, pensaram, «já passaram meses, estarão muito longe.»

A Sagrada Família continuou caminhando até que chegou, lá no alto da montanha, junto a um enorme monólito de granito, onde se encostaram a descansar. O cansaço e a sede extenuavam o seu corpo. Era necessária água, sobretudo para dessedentar o Menino. José invoca o céu com o olhar e ordena que o burro dê um coice na pedra, assim o fez três vezes até que a bendita água jorrasse.

Passaram muitos séculos e, ainda hoje, seja Inverno ou seja Verão, esse miraculoso fio de água emana magicamente da pedra.

Onde Maria estendeu uma toalha para a refeição jamais voltou a crescer musgo na pedra, ficando esse lugar chamado a «Mesa da Fonte da Pedra». A saírem, o manto de N.ª Senhora fica preso no mato, ao que a mãe de Jesus reage, «estás excomungado, não mais voltarás a crescer neste local», e assim o mato do barrigão da Fonte da Pedra nunca mais cresceu.

Peregrinar, alegremente, até à Fonte da Pedra era costume cíclico dos alvocenses. Paravam a meio para dançarem e se divertirem e, lá no cimo, entregavam-se à força da Mãe Natureza e enchiam os seus recipientes daquela água cristalina. Aí mesmo, onde por muito perto se encontra a cache.



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