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15 August 2010 Written by  prodrive

Geotalk - Tribo do Trilho e os Try_me & Litas

Os Tribo do Trilho e os Try_me & Litas fizeram no passado dia 1 de Agosto uma jornada de Geocaching intensiva de 20 horas pelo distrito de Santarém, tornando-se nos primeiros teams portugueses a encontrar 100 caches em território português num só dia.
O geopt falou com eles para conhecer as suas motivações.

- Como surgiu a ideia de fazer uma maratona de Geocaching?
Não houve propriamente uma ideia inicial de fazer uma maratona. A preparação surgiu a partir da escolha de mais um destino para as nossas viagens de fim-de-semana dedicadas a este hobby. Neste caso concreto, o distrito de Santarém proporcionou-nos a visita a um elevado número de caches, permitindo alcançar um total de 100 founds em menos de 24 horas.

- O contacto da team Tribo do Trilho e da team Try_me & Litas surgiu no Geocaching ou já se conheciam antes?
Conhecemo-nos em Abril no evento Vai mais uma fatia????. Curiosamente foi o primeiro evento em que as duas equipas participaram. Mais tarde voltámos a encontrar-nos para a comemoração do 10º aniversário do Geocaching na Malveira e a partir desse dia temos partilhado bons momentos e muitos quilómetros em conjunto.

- Como é que é feito o planeamento para uma jornada destas? Fizeram algum tipo de preparação específica para este dia, ou limitaram-se a aplicar os conhecimentos de Geocaching que foram apreendendo?
A preparação para esta jornada não foi diferente do trabalho de casa que realizamos sempre que partimos para uma nova cachada. Tudo começa com a preparação e envio dos .gpx para os equipamentos. Depois definimos o percurso que vamos percorrer e visitamos as páginas de todas as caches que se cruzam com a nossa rota. Lemos atentamente a descrição, hint e os últimos logs (são muito úteis e já nos garantiram o sucesso por diversas vezes). Por norma apenas filtramos as caches com vários DNF sucessivos e as que tenham um grau de dificuldade superior a 3 ou 3,5 em relação ao terreno.

- Quais foram os critérios que mais pesaram para a escolha do distrito de Santarém para essa jornada?
Habitualmente a nossa escolha recai sempre sobre um local onde nenhuma das equipas tenha caches já encontradas. Neste caso a decisão foi unânime, tendo em conta que nem a Tribo do Trilho nem os Try_me & Litas tinham qualquer “sorriso” no distrito de Santarém. Um outro aspecto aliciante deste distrito reside na sua densidade de caches por Km2.

- 100 caches em 1.200 minutos corresponde a um Found a cada 12 minutos. Esse tempo é suficiente para se logar a cache e desfrutar do local, ou concentram-se basicamente na vertente jogo e deixam o deleite da paisagem para outras oportunidades?
O factor “média de tempo” é uma ilusão, dado que em muitos locais se fazem diferentes caches num espaço inferior aos 12 minutos de intervalo referidos. De qualquer forma, e neste caso específico, o objectivo foi cachar, dado que a maioria dos locais que visitámos já eram conhecidos pelos membros das duas equipas, seja através de horas de lazer ou por motivos profissionais. Outra mais valia é o facto de ser uma região relativamente próxima das nossas casas, o que permitiu assim não potenciar o sentimento de perda no caso de uma menor atenção em alguns locais. No entanto, como é lógico, é impossível dedicarmo-nos exclusivamente a este hobby sem apreciar as paisagens que percorremos até aos diferentes GZ’s e conhecer um pouco das tradições, costumes e lendas locais. Afinal de contas, este é também um dos grandes objectivos do Geocaching, a divulgação da riqueza patrimonial, natural e cultural do nosso país.

- Ao fim de 100 caches encontradas num dia, ainda se lembram exactamente de qual era qual, ou quando estão a fazer os logs surgem algumas dúvidas?
Desta jornada conseguimos recordar praticamente todas as caches, e de um modo geral, para já, conseguimos recordar-nos da grande maioria dos locais que visitamos (desde o inicio da nossa caminhada no Geocaching). Talvez daqui a uns anos seja mais complicado. Mas isso é para quando estivermos perto dos 5000 founds?
Por vezes pode surgir uma ou outra dúvida quando visitamos um elevado número de monumentos do mesmo género. Como exemplo, no nosso passeio por esta região visitámos cerca de 10 fontes e mais de 20 igrejas e capelas.

- Os números são para vocês uma forte motivação para praticar Geocaching, ou apenas um complemento da actividade?
Não podemos negar que os números fazem parte desta actividade. Também nós, tal como muitos outros praticantes deste hobby, assistimos com grande satisfação ao regresso das estatísticas, que nos permitem analisar vários dados, muitas vezes mais centrados nas curiosidades do que propriamente numa competição. Não é o facto de encontrarmos mais ou menos caches do que os outros participantes que nos motiva, mas sim o facto de simplesmente as encontrarmos. E sempre como um complemento do jogo e não como factor determinante.

- Neste momento muitas almas mais puritanas estarão em choque por constatarem que vocês profanaram o “espírito do Geocaching” ao ultrapassarem o limite ideal de caches encontradas num dia, ainda que ninguém tenha conseguido determinar com exactidão qual é. Sentem de alguma forma que esta jornada foi contra-natura, e que não se enquadrou no espírito do Geocaching?
Este será possivelmente um bom tema para trocarmos ideias no fórum. Muito se tem discutido (e por vezes tentado decretar) o verdadeiro espírito do Geocaching. Na nossa opinião uma das riquezas do Geocaching reside precisamente na multiplicidade de formas de encarar o hobby, uma característica que o transforma num dos jogos mais ecléticos que conhecemos. Há quem se dedique loucamente aos FTF, quem goste de fazer uma caminhada de 20 Km’s para encontrar uma única cache, quem vibre ao percorrer um trilho de TT para logar 2 ou 3 caches, quem se dedique a percorrer um powertrail para bater o seu recorde pessoal de finds num único dia… E, independentemente do objectivo que nos leva a procurar algo que um dia alguém escondeu e quis partilhar connosco, todos nos divertimos nesta actividade.

- Então, qual é para vocês o espírito do Geocaching?
No nosso caso o que nos move é descobrir algo que ainda não conhecemos: as paisagens, as pessoas, os lugares e as caches, (não forçosamente por esta ordem LOL). Percorremos quilómetros na busca de encontrar uma cache ou um lugar que de alguma forma nos dê prazer, nos suscite um sorriso rasgado ou nos faça simplesmente ficar sem palavras. Gostamos de cachar com companhia e partilhar esses momentos, seja com quem sente prazer em jogar este jogo com interesse pelos números, sem interesse pelos números, a pé, de carro, de bicicleta ou de outra forma qualquer.

- Qual o balanço que fazem desta jornada?
Embora tenha sido uma jornada cansativa o balanço é bastante positivo. A grande maioria das caches que visitámos foi encontrada, graças ao trabalho de casa que efectuámos e a um ou outro HD que recebemos dos próprios owners ou de quem já tinha visitado a cache.

- É uma experiência para repetir, eventualmente fazendo subir a fasquia ou ficaram satisfeitos com o resultado e pensam agora em desafios diferentes?
Para já não está nos nossos planos repetir uma jornada tão intensiva de caches. Talvez mais tarde seja interessante tentar bater o nosso recorde pessoal. Mas, tal como esta rota não foi preparada para este efeito, dificilmente o objectivo principal de uma cachada passará por este factor.

- Nesse caso, que outros desafios têm em mente?
Para já não existem desafios específicos. Apenas continuamos a planear novas viagens conjuntas que nos permitam desfrutar do prazer do Geocaching. Possivelmente a nossa próxima viagem terá como destino a região de Ponte de Sor e da Barragem de Montargil.

 

 

 



1 comment

  • Comment Link Hugo Silva 20 August 2010 SUp3rFM

    Excelente aventura. Santarém lidera, em 2010, em caches novas. Parabéns. :)

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