22de Novembro,2018

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02 November 2015 Written by 

Colecionador #004: Luís Filipe Machado

GEOCOIN ID

Nome: Luís Filipe Machado

Localidade: Ponta Delgada, São Miguel - Açores

Nickname: PALHOCOSMACHADO

Owned Trackables: 301 

 

 

"... O geocacher Luís Filipe Machado (a.k.a. elemento do “clã dos Palhocosmachado”) para quem não sabe foi meu professor na Universidade dos Açores na disciplina de “ciências ocultas” como ele, em jeito de brincadeira e carinhosamente, se refere à Matemática. Nesta altura não tive a oportunidade de o conhecer melhor uma vez que eu era um em mais de uma centena de alunos.
Quase vinte anos mais tarde verifiquei que o meu prof. de Álgebra Linear e Geometria Analítica Luís Machado tinha iniciado a atividade de geocaching através dos logs em caches e de algumas “asneiras” que todos inadvertidamente cometemos no início desta atividade.
Surgiu mais tarde uma oportunidade de encontrarmos uma cache em conjunto e foi nessa altura que iniciou a nossa amizade.
No panorama do geocaching regional é, na minha opinião pessoal, uma figura incontornável. Um dos geocachers que tem mais caches encontradas no arquipélago, conhecido por toda a comunidade e também o orgulhoso co-proprietário (com os elementos da sua team) da segunda maior coleção de geocoins do Arquipélago dos Açores.
É, sem sombra de dúvida, um dos maiores promotores deste seu “hobbie” e acima de tudo da terra que ama e que o viu nascer e crescer. Conseguiu em pouco tempo impulsionar esta atividade na região através da comunicação social e dos mais diversificados eventos que realiza com uma criatividade, organização e qualidade que já nos habituou.
O Luís é o principal mentor do projeto da GeoTour Ilha Verde a primeira geotour de Portugal (e arredores) e “padrinho” da sua geocoin. Ele acreditou que este projeto seria exequível desde a primeira hora apesar de alguns (mea culpa) terem sérias dúvidas que alguma vez seria possível face ao número de obstáculos a ultrapassar.
Agora no Geocaching onde se sente como peixe na água mas anteriormente no Escutismo e num Rancho de Romeiros, o Luís entrega-se de alma e coração com uma dedicação e entrega admiráveis a superar os seus limites de forma a cumprir os exigentes objetivos que traçou para si.
É uma pessoa que adora um bom desafio, altamente motivada, determinada, dinâmica, organizada com defeitos e virtudes, como todos nós, mas acima de tudo um grande amigo do seu amigo.
A título pessoal posso dizer que tenho por ele uma grande admiração e consideração e é, para mim, um privilégio que ele pertença ao meu leque de amigos e companheiros destas aventuras inesquecíveis que o Geocaching nos proporciona..."
Pedro Almeida (pedro.b.almeida)
 

 

Olá Luís! Bem-vindo ao Museu das Geocoins. Luís, começo por pedir-te uma apresentação da equipa PALHOCOSMACHADO.

A team Palhocosmachado é uma team familiar constituída por mim (Luis Machado), pela minha mulher (Susana) e pelos nossos filhos: João Filipe e Ana Isabel.

Esta equipa foi criada em julho de 2013.

Como foi o teu primeiro contacto com o Geocaching, e que fatores foram determinantes para que continuasses como geocacher?

Tornamo-nos geocachers, por causa dos Escuteiros, pois durante o ano escutista de 2012/2013, recebemos insistentes pedidos e propostas de um dos nossos companheiros (escuteiros marítimos mais velhos), o Rafael Lima (aka Xaelito), para nos dedicarmos ao Geocaching e incluirmos este “Jogo de Aventuras” na organização das nossas atividades escutistas! E assim foi! Em junho de 2013, organizamos uma atividade para Lobitos (escuteiros mais novos), em que toda a mística e planeamento giravam em torno do Geocaching. A atividade foi um sucesso. No mês seguinte (julho de 2013), começamos a “procurar” umas caixas… e efetuamos o nosso registo. Durante as férias de verão, passadas em família (na zona das Furnas, em São Miguel) encontramos muitas caixas e… Bom! Ficamos “agarrados”! No final de agosto de 2013, já estávamos a “colocar” caixas e já éramos membros “Premium”.

Depois de passada a “primeira euforia”, continuamos, cada vez mais, envolvidos nesta “atividade”, pois pensamos que é uma atividade bastante completa, que nos leva a “desenvolver” exercício físico (coisa, que bem precisava!), a conhecer novos locais e a “ultrapassar” os nossos limites, físicos e mentais.

Como é ser geocacher na ilha de São Miguel? Do ponto de vista da prática do geocaching, qual é o teu balanço pessoal sobre este aspeto?

Julgo que ser geocacher em São Miguel, é igual a todos os outros locais.

Bem! Igual, não! As caixas “acabam” mais cedo, devido à limitação física territorial. Pois é; vivemos numa ilha! Neste momento a ilha de São Miguel, tem perto de mil caixas (e parte deste número é “culpa” nossa…) e já só nos falta “encontrar” 6 caixas. Assim para “fazer” mais caixas… é preciso sair; sair da ilha! Por outro lado, este facto, leva-nos a apreciar mais uma caixa, quando alguma é publicada. Depois de passada a “febre” de encontrar caixas, temos mais tempo para nos dedicarmos a outros projetos de Geocaching, quer seja: à construção de novas caixas, à organização de eventos “de qualidade”, a dedicarmo-nos à construção de GeoTour’s, etc…

 

Sei que tens uma preferência pelas Earthcaches. Quais são os critérios que levas em conta quando escolhes o local para a earthcache?

Quando fico deslumbrado, do ponto de vista geológico, com um local…, bom… Se ali não há uma earthcache…, vai passar a haver!

Eu não escolho um lugar para uma earthcache! Os “lugares” é que levam a construir uma EC.

Se por um lado gosto muito de Geologia e Vulcanismo, por outro tenha-se em conta que as ilhas açorianas são um “viveiro” para as earthcaches. Tenho o privilégio de ser amigo pessoal do maior vulcanólogo português (Professor Victor Hugo Forjaz) e com a equipa dele, desenvolvemos muitos projetos ligados às earthcaches. Mais tarde e por causa da construção de muitas EC’s (neste momento mais de 40), acabei por “fazer” mais um amigo – o Daniel Oliveira, revisor Ibérico das earthcaches.

 

Reparei igualmente que tens 95 caches tradicionais. Neste tipo de caches a vertente “localização” é sempre privilegiada, ou também investes na criação de containers mais elaborados?

Na minha opinião uma caixa boa dever ter: um bom local ou um bom container ou levar o geocacher a participar numa “grande aventura”. Assim, tentamos sempre que, qualquer caixa que construímos, tenha um destes pontos em especial. Para nós o mais importante, numa caixa tradicional é o local (o mesmo se passa para as earthcaches!). Quando queremos privilegiar a aventura ou container, geralmente escolhemos uma caixa do tipo multi-cache, ou do tipo enigma ou ainda uma letterbox híbrida. Julgamos que cerca de dez das nossas caixas atuais têm containers “especiais”…

Já fizeste geocaching em todas as ilhas do Arquipélago dos Açores. Que diferenças encontras em cada uma das ilhas.

Gostei de fazer Geocaching em todas as ilhas açorianas. Todavia em algumas ilhas, como as Flores, São Jorge e o Pico, a aventura foi diferente; talvez também pela companhia. O Geocaching nas Flores é especial e isto apesar de não ter encontrado nenhum container excecional! Vale pelos locais!

Para nós, as caixas da Terceira e São Miguel são similares. Qualquer uma destas ilhas tem muitos containers especiais e muito trabalhados, bem como caixas de grande qualidade e que proporcionam grandes aventuras.

Participaste na criação do Geotour Ilha Verde. Fala-nos um pouco deste projeto.

Foi um projeto ambicioso que se revelou muito mais trabalhoso do que esperávamos! Houve até uma altura em que estivemos para desistir…

Tudo começou porque nós (e o Pedro Almeida) queríamos ter o “atributo geotour” no nosso perfil (e isto por causa da construção duma cache challenge…).

Todavia foi uma aposta ganha! Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos e por termos sido os primeiros geocachers portugueses a construir um projeto deste tipo.

É um projeto que tem trazido muito mais turistas (geocachers) a São Miguel, o que é muito bom para a economia da ilha e dos Açores em geral. Já foram levantados cerca de trezentos passaportes e mais de 30 geocachers conseguiram, nestes quatro meses de vigência, completar a GeoTour Ilha Verde/Green Island, conseguindo alcançar os prémios disponíveis. Prevemos que muitos mais geocachers irão visitar a Ilha Verde, durante este ano, pois temos tido muitos contatos (até de lugares longínquos como a Austrália…) a indagar qual a melhor época para cá vir e a colocar dúvidas e questões.

Como recordação desta GeoTour ficou uma bonita geocoin (em três versões), relativa à ilha de São Miguel.

 

Sei que já existe um novo projeto no “forno”. O que nos podes adiantar relativamente ao projeto Geotour Açores.

Como a GeoTour Ilha Verde revelou-se um sucesso, o Governo Regional dos Açores (através da Direção Regional do Turismo), convidou-nos para criarmos a GeoTour Açores.

Desde agosto passado que estamos a desenvolver este projeto, que terá 150 caixas nas nove ilhas dos Açores. Já constituímos a equipa de trabalho, liderada por mim e pelo Pedro Almeida, e já temos quatro ilhas prontas…

Pensamos que a GeoTour Açores começará a funcionar em março de 2016, antes do início da próxima época turística.

Esta GeoTour funcionará de forma diferente da existente atualmente, nomeadamente não haverá selos nas caixas e o passaporte será disponibilizado, em formato pdf, no site da nova geotour. Por outro lado, os prémios serão alcançáveis de forma diferente…

 

Como descreverias a comunidade praticante de geocaching em São Miguel? Consegues estimar o número de geocachers actualmente activos na ilha.

A comunidade “geocacher” em São Miguel é uma comunidade forte, onde julgamos que estão ativos mais de 400 geocachers; alguns destes, mesmo muito ativos. Existem, nesta ilha, vários “grupos”.

 

Vamos falar sobre as tuas geocoins. Como nasceu a paixão pelas geocoins?

A nossa paixão pelas geocoins começou em outubro e novembro de 2013, aquando da deslocação de dois grupos de geocachers continentais a esta ilha do Arcanjo. O principal “culpado” da nossa coleção foi o amigo Paulo Peres (aka Paulo Hércules) que ao longo de alguns dias foi-nos oferecendo várias (e bonitas) geocoins, em particular da “coleção” de geocoins portuguesas. Depois fomos comprando, outras construímos e nestes dois anos, mais algumas foram, ainda, nos oferecidas.

Quando é que começaste a tua coleção? Lembras-te qual foi a tua primeira geocoin?

A nossa primeira geocoin foi a geocoin Portugal 2009 (com Luís de Camões), oferecida pelo Paulo.

 

Tens alguma geocoin especial. Qual é a "menina dos teus olhos" dentro da tua coleção?

Temos várias geocoins que consideramos especiais, como por exemplo: a geocoin da team “Palhocosmachado” (que teve uma edição muito limitada e que foi oferecida a amigos); a geocoin “Azores Challenge” (que comemora a primeira caixa challenge dos Açores e que envolve o Governo Regional dos Açores); a coleção das geocoins “GeoTour Ilha Verde” (as 3 versões); a coleção (incompleta, pois falta-nos uma…) das geocoins “Azores” (da Compass Rose Geocoins 2010 - projeto Rosa dos Ventos) e finalmente três TB’s que estão “agarrados” a três fósseis verdadeiros).

 

 

Quantas geocoins possuis atualmente?

Neste momento temos 301 trackables, dos quais 25 estão por ativar. Dos 276 ativados, 247 são geocoins e 29 são TB’s. Destes, 11 trackables estão a viajar, um dos quais é um geocoin (Sextante), que se mantém ativa há mais de dois anos.

 

Costumas activar todas as tuas geocoins ou existem alguns itens que mantens inactivos, estrategicamente?

Geralmente ativamos de imediato os nossos trackables. Todavia temos, nesta altura, 25 geocoins por ativar, relativos a 25 novas caches que estamos a construir.

 

Fisicamente, como organizas ou arrumas a tua coleção?

A nossa coleção está organizada da seguinte forma: as geocoins estão “arrumadas” em 3 malas (próprias para geocoins) e aí organizadas por temas (coleção de geocoins portuguesas, geocoins relativas aos Açores, geocoins escutistas, geocoins relativas ao espaço, geocoins marítimas, geocoins relativas a earthcaches, geocoins sobre Matemática, geocoins relativas a efemérides-marcos, etc…) em “bandejas”.

Os TB’s estão arrumados em sacos (pois alguns até são volumosos…).

 

Quais são os critérios que aplicas para adicionar geocoins à tua coleção?

Todos os trackables que pertencem à nossa coleção, ou nos foram oferecidos ou os adquirimos, pela sua beleza ou especificidade. Muitas geocoins foram adquiridas para celebrar uma milestone (por exemplo “2000 Founds”, “200 Hides”…) ou um “marco da team” (por exemplo: “200 FTF’s”; “1ª earthcache submarina de Portugal”, “1ª Challenge dos Açores”; “1ª GeoTour Ibérica”; caixas nomeadas; “120 eathcaches found”, etc…).

Uma caraterística da nossa coleção é que todas as caixas (e eventos) que “construímos” têm associada uma geocoin (comemorativa).

Portanto: quando construímos uma caixa nova… vai aparecer mais uma geocoin na nossa coleção (daí as 25 por ativar…).

 

Tens alguns temas favoritos?

Sim, temos vários temas favoritos, nomeadamente: geocoins portuguesas, geocoins escutistas, geocoins relativas a earthcaches, geocoins relativas a fósseis, geocoins “funcionais” e…, claro, tudo o que tiver a ver com estas Ilhas de Bruma – os Açores!

 

Qual foi a geocoin mais cara que adquiriste e o que é que motivou esse "investimento"?

Foram duas geocoins: a Geocoin “Graciosa – Açores” da coleção Azores da Compass Rose Geocoins e uma “Gema” vermelha, relativamente à qual tivemos que participar em vários leilões no Ebay e que só conseguimos adquirir ao fim de um ano…

 

Onde costumas adquirir as tuas geocoins?

A maior parte das minhas geocoins foram adquiridas à Geocoinshop, à Cache Boutique e no Ebay.

 

No Açores Geoadventure 2014 tiveste oportunidade de levar toda a tua coleção. Já a levaste a mais algum local?

A nossa coleção esteve ainda em Santa Maria (também na Geotour Açores 2014), na ilha Terceira (na Geotour 2015) e, parte da coleção, num evento de trackables que organizamos em Lisboa, em maio deste ano.

 

Se outros colecionadores de geocoins (ou não) quiserem ver a tua coleção poderão fazê-lo? Se sim, de que forma?

Os amigos geocachers que desejem ver e apreciar a nossa coleção são muito bem-vindos; é questão de contatarem e marcamos um encontro (geralmente tem de ser em São Miguel – Açores, pois a coleção já está um pouco “pesada” para viajar…).

Costumas falar com outros colecionadores de geocoins? Que ideias costumam trocar?

Falamos sobretudo dos itens que existem disponíveis, onde e como adquiri-los. Também analisamos a beleza e raridade de algumas geocoins.

 

Além de geocoins, fazes mais algum tipo de colecionismo?

Não! De momento, só colecionamos trackables, em particular geocoins.

 

De todas as geocoins que conheces ou que já tiveste oportunidade de apreciar, qual é o "item especial" que sonharias adicionar um dia à tua coleção?

Sem dúvida que a geocoin que nos falta para completar a coleção Azores da Compass Rose Geocoin 2010 (projeto a Rosa dos Ventos): a YemonYime  (versão de edição limitada não incluída na venda pública).

 

E para quem está tentado a entrar no mundo das geocoins, que concelho darias?

Cuidado! É uma coleção sem fim e um hobbie dispendioso. É gratificante, mas convém fixar/definir o que se vai colecionar…

 

Muito obrigado por tudo Luís! Um abraço.

Nós (a team), é que agradecemos. Votos de continuação de bom trabalho.



3 comments

  • Comment Link Rui Pimentel 11 December 2016 discoverer man

    Excelente artigo. Parabéns aos dois. :)

  • Comment Link danieloliveira 04 November 2015 danieloliveira

    Não só coleccionador mas excelente geoacacher, pessoa com uma família 5*. ABraço.

  • Comment Link Fábio Freitas 04 November 2015 MendesFreitas

    Excelente coleccionador. Muitos parabéns!

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