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22 January 2013 Written by  Valente Cruz

Valente Cruz found Challenge 81 (Rio Frades) - MG12

Found it Valente Cruz found Challenge 81 (Rio Frades) - MG12


Esta cache é de gritos. E o grito é uma forma caracterizadora tão válida como o sistema de favoritos ou o GcVote, quer ele seja um Uuuu-uuuu!, um Ohhhh! ou mesmo um Ahhhh! No meu caso, assim que deitei as mãos ao contentor, confesso que foi um Uuuu-uuuu! que ecoou por aquele abismo de memórias.

Começando pelo início, passe o pleonasmo, no dia em que esta cache foi publicada, no verão de 2011, andava precisamente no Rio de Frades, mas na sua parte inferior, um local de regresso anual obrigatório, como se fosse uma peregrinação de natureza. Ao ver as imagens da listagem, ficou desde logo vontade de ir conhecer a parte superior do percurso de canyoning. Contudo, os requisitos da cache acabaram por adiar a descoberta, uma vez que ainda faltavam concluir cerca de 15 conjugações de dificuldade.

Desde então, os espaços foram sendo preenchidos e as expetativas foram aumentando. Ao completar a tabela, a vontade de ir até lá extravasou os sentidos e comecei a preparar-me para o desafio. Naturalmente que tinha noção que a cache seria bastante exigente, tanto a nível físico como mental, e que as orientações de segurança da listagem são evidentes em relação à forma como esta cache-experiência deve ser vivida. Ainda assim, decidi passar por lá, sobretudo com o intuito de avaliar o desafio e tentar perceber até onde poderia ir em segurança. Aproveitei também para levar uma corda para as eventualidades e umas luvas para enfrentar os tojos.

Estacionei na estrada que desce a encosta em direção a Tebilhão e segui por caminhos e trilhos perfeitamente acessíveis. Cheguei então a uma zona em que, destrinçando as curvas de nível do terreno, segui em linha reta para a cache. As luvas começaram então a mostrar a sua utilidade pois o terreno é bastante inclinado e a progressão faz-se com apoios sucessivos na vegetação atrevida.

Tudo correu muito bem até cerca de 30 metros da cache, falando em termos verticais. Desconfiava onde estaria a cache mas decidi, e como ainda tinha rede, telefonar ao d3vil para confirmar a localização da mesma pois ali teria que descer necessariamente para o local certo, ou de outra forma os meus problemas cresceriam de forma exponencial. Ao aproximar-me mais ficou evidente onde estaria o contentor mas o último passo tornou-se mais complexo. Ganhei alguns minutos em avaliações e escolhi o acesso de menor exposição. Coloquei contudo lá a corda a fazer segurança, ainda que rudimentar mas que serviu perfeitamente os intentos.

Já no patamar certo, o contentor apareceu de imediato e fiz o registo num grito de contentamento, mesmo junto àquele abismo. Reparei depois que poderia subir na zona da cache, em escalada, e assim fiz. Notei que deveria ter sido por ali que o super666 fez a abordagem. Fui então buscar o material que tinha deixado do outro lado e subi a encosta, aproveitando uma garrafinha de água que tinha enchido no rio. A aventura trouxe à memória algumas incursões solitárias à ribeira da Pena Amarela.

Esta cache fica então a fazer parte da minha lista de locais de grito e deixa ainda a vontade de lá voltar para fazer o percurso da experiência tal como foi idealizada pelos owners. Estarei atento a eventuais programas de descoberta no verão. Muito obrigado pelo extraordinário desafio, pela cache e pela partilha!

Cruz (a Valente ficou de prevenção nos satélites para que nada falhasse)



1 comment

  • Comment Link Luís
Bernardes 25 January 2013 luis_pt

    Um talento natural para a escalada e para a escrita.

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