10de Abril,2021

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pedro silva

pedro silva

Saturday, 01 August 2015 09:00

Colecionador #003: Filipe Câmara

GEOCOIN ID

Nome: Filipe Câmara

Localidade: Porto Moniz, Ilha da Madeira

Nickname: Phyllypsyus

Owned Trackables: 225 

 

 

 

“…O Filipe é um madeirense de gema ! É uma pessoa estupenda com quem tive o prazer de privar no mega em Espinho. Conhecemos nos através de um projeto do qual ambos fazíamos parte: a Geoshop. Partilhamos o mesmo gosto pelas geocoins. Ele foi um dos principais impulsionadores por esta minha paixão pelas geocoins. Fiquei fascinado pelas coins dele no Mega.

Os 3 dias com ele em Espinho mostraram o gosto com que ele vive o Geocaching e o carinho que tem pelas suas peças! É uma pessoa simples e humilde ...”

Adriano Silva (Neiaeadry)

 

“… Filipe Câmara é um geocacher conhecido na comunidade como Phyllypsyus. Aos que tiveram o previlégio de o conhecer, sabem que o Filipe é um amigo com o qual se pode contar seja em que situação for.

È uma pessoa calma, serena, não dispensa a companhia dos amigos e sente-se bem em qualquer lado, seja perto do mar, ou no meio do mato. Sendo uma pessoa descontraida, não prescinde uma boa bebida na companhia certa, gosta de apreciar os sabores da vida e partilha-los com os amigos.

Filipe, no Geocaching, gosta de seguir as regras, manter as coisas organizadas, adora uma boa caminhada, seja por trilhos conhecidos ou por desconhecidos. Tem o espirito de aventura ponderado, não comete excessos, não arrisca mas gosta de se superar a cada passo. Tem um apreço especial, neste hobbie, que são as geocoins. A sua coleção é uma das maiores da ilha, contando com peças variadas, raras e de extrema beleza…”

Ruben Vasconcelos (RRV1982)

 

 

 

Olá Filipe. bem vindo à galeria dos Colecionadores. Começo por pedir-te uma apresentação do Phyllypsyus. Quem faz parte da tua equipa?

Phyllypsyus é um nome que surgiu de uma pequena brincadeira entre amigos e colegas de trabalho já no longínquo ano de 1999, em que foi decidido por todos os outros colegas que desta forma seria eu distinguido do outro colega que também se chamava Filipe..., e como no nosso país temos tradições de deixarmo-nos levar por modas..., esta pegou, e o nome, apesar de na altura soar um pouco diferente pelos colegas, acabei mesmo por gostar das brincadeiras que se faziam à volta do mesmo e levei pouco tempo até adotá-lo de vez para as diversas aplicações que utilizava na altura, sendo que, a dificuldade que antes encontrava sempre que necessitava de criar uma nova conta, fosse do que fosse, especialmente na net, havia-se acabado. 

Esta era, e julgo que até posso falar um pouco por todas as pessoas que também o fazem, a melhor forma de manter um certo misticismo em relação á nossa própria identidade que de certa forma era protegida e mantida em segredo. Claro está que seria assim que passaria a me identificar em tudo o que participasse..., desde que não exigisse trâmites legais claro, em que a nossa identidade fosse mesmo exigida..., sendo que o Geocaching não seria exceção, e o que antes era conhecido por apenas os que lidavam diariamente comigo, passou a ganhar uma maior repercussão, passando também a ser conhecido lá fora através desta atividade de lazer que tanto adoramos. No entanto não se pensem que as brincadeiras à volta do mesmo acabaram, porque, e não sendo um nome fácil de mencionar e até mesmo de escrever, tornando-se deveras engraçado vermos a forma como diversas pessoas o tentam fazer, produzindo algumas gargalhadas á volta das tentativas até o fazerem corretamente..., as mais cómicas são as que o associam a nomes russos alterando apenas uma ou outra letra..., nada de grave portanto que também eu não leve na brincadeira, ainda mais sendo uma pessoa (muito) extrovertida..., que desminta quem me conhece bem hehehehehe. 

Para além deste, tenho também outro Nickname, associado às saídas geocachianas em família, tentando envolver os três membros, onde a minha filhota, que conta já com 11 anos, é uma autêntica aventureira e completamente apaixonada pelas caixinhas. Normalmente até ela a chegar primeiro às mesmas..., não fosse criança com todo o entusiasmo e curiosidade caraterísticos das mesmas, diria que está a desenvolver uma aptidão competitiva que já se sobrepõe á minha.

 

Como foi o teu primeiro contacto com o Geocaching, e que fatores foram determinantes para que continuasses como geocacher?

Tive conhecimento do Geocaching numa conversa cavaqueira com outros dois amigos durante uma atividade náutica, e tendo em conta que também eles não eram praticantes, embora tentassem explicar o melhor que lhes tinham contado, deixaram-me com a curiosidade aguçada..., não pela atividade em si, até porque as caminhadas pela nossa natureza e descoberta de novos locais já faziam parte dos meus Hobbies favoritos desde os meus tenros 12 anos de idade, e até então, tinha o infeliz hábito de dizer que conhecia minimamente a nossa ilha, ao contrário da grande maioria, pois não podia estar mais enganado, e apenas uma semana foi suficiente para passar a dizer exatamente o contrário..., mas sim pelo facto de se tratar de uma caça ao tesouro, que desta forma vinha impulsionar a minha procura incessante por aventura e adrenalina, tentando imaginar exatamente o quê, e como seriam esses tais tesouros escondidos por estes piratas modernos que em vez de mapas se faziam acompanhar da mais alta tecnologia para os esconder.

Logo que me apanhei em terra e ainda usufruindo da companhia dos mesmos amigos, aproveitando uma tarde solarenga ao sabor de uma bela loiraça de nome Coral, e estando já a apanhar net(com Style), era hora de matar a curiosidade e depois de pesquisar durante alguns minutos do que realmente se tratava, quando me dei por mim já havia criado a minha conta e já descarregava a primeira aplicação de Geocaching para Android, e ainda bem que escolhi o C:geo, pois mais tarde, depois de experimentar outras, esta mereceu todas as minhas preferências e até hoje, passados já 3 anos mantenho-me fiel á mesma. 

Depois de algum tempo, e já estando sozinho, devo confessar que a minha primeira pesquisa no mapa do C:geo me surpreendeu e as caches mais próximas estavam sensivelmente a apenas cerca de 200 e 600 metros respetivamente de onde me encontrava..., eis que me surge o primeiro dilema..., Vou? Não vou? Vou? Não vou???? Deixo pra ir só depois de explorar e perceber tudo um pouco mais???? Que raiooosssss..., claro que vou, primeiro a experiência no terreno para depois perceber melhor como se faz no site..., 10 minutos mais tarde, e após andar às voltas de uma escarpa das belas piscinas vulcânicas cá deste belo Município que me viu nascer, lá encontrei o meu primeiro tesouro, este que jamais poderei esquecer, pois como primeira experiencia, ensinou-me desde cedo a avaliar até a forma como se faz a procura bem como a ter em conta todo o tipo de objeto, pois também esta cache era de um formato trabalhado e devidamente camuflado no ambiente que o acolhia.

Nesse mesmo dia, mais precisamente a 28 Maio de 2012 começava eu a dar os meus primeiros passos no Geocaching, e já com duas caches encontradas, o entusiasmo com que liguei o PC lá em casa era igualmente enorme, e foi com enorme satisfação que descrevi a minha incursão nesses mesmos logs, mantendo-os sempre de uma forma muito expressiva e detalhados, fazendo sempre uma descrição das aventuras vividas de uma forma cativante á leitura. Acho que tudo isso reúne na íntegra os maiores fatores para continuar a ser geocacher, aprimorando a cada aventura todos os seus objetivos.

 

Ser geocacher numa ilha terá certamente vantagens e inconvenientes! Do ponto de vista da prática do Geocaching, qual é o teu balanço pessoal sobre este aspeto?

Devo confessar que ser praticante de Geocaching cá na ilha traz muitas mais vantagens do que aquelas que estava á espera, e em todos os sentidos, mesmo ao nível do próprio conhecimento que para alem de me ter alargado os horizontes, porque tal como já te havia dito antes..., eu julgava que conhecia a ilha, mas não..., dá-me também uma cultura extra, que de certa forma já havia esquecido com o largar da vida estudantil, para além de nos ensinar a lidar com as novas tecnologias com as quais não sabia como funcionavam, me transmitindo uma maior orientação na localização de onde nos encontramos. 

A topografia da Ilha da Madeira é bastante acentuada tornando as deslocações entre as diferentes localidades e montanhas o maior inconveniente desta prática, porque, e com a constante publicação de novas caches nos mesmos locais que já visitei antes..., alguns já por diversas vezes..., voltar ao local apenas pela cache, faz com que já não se usufrua do local da mesma forma que anteriormente, e a "pressa" de logar e seguir, toma lugar nos nossos próprios interesses, mas tudo isto são opções pessoais e ninguém é obrigado a descobrir todas as caches existentes..., embora para nós, residentes, e por não termos a possibilidade de viajarmos com a frequência que muitos de nós desejávamos, descobri-las a todas será sempre o objetivo primordial de todos os geocachers regionais.

Faço Geocaching por toda a Ilha, muitas vezes sozinho e em modo de explorador fazendo uma apreciação de toda a natureza envolvente á minha própria maneira, no entanto não posso deixar de referir que esta atividade já me proporcionou enormes momentos de lazer com diversos amigos, onde tive também a oportunidade de conhecer tantos outros com os quais criei laços que certamente irão nos acompanhar a todos, quiçá.., e espero eu..., por toda a vida, sendo esse mesmo o aspeto mais positivo de todo este meu balanço pessoal. A amizade e ambiente que se desenvolve entre a comunidade geocacher, seja ela residente ou nossa visitante.

 

 Quais são os critérios que levas em conta para esconder uma nova cache? A vertente “localização” é sempre privilegiada, ou também investem na criação de containers mais elaborados?

Ora bem, sei que tinha apenas sessenta e poucas caches encontradas quando decidi-me aventurar em esconder uma cache, e avaliando todos os "Founds" que já havia feito até então, decidi ser muito criterioso..., desde o tipo de cache, á "Listing", ao container e ao local escolhido..., tentando dar sempre um tema de interesse a cada uma delas relacionado com a cultura do local, pelo que decidi começar com duas Multi Caches, o que me ajudou bastante na perceção de como tudo funciona na elaboração das mesmas.

As listings para as minhas caches são sempre muito elaboradas, tentando recuperar pedaços de história dos locais que foram alvo dos meus "Hides", que por sua vez são na sua grande maioria, locais de grande interesse sócio cultural e turístico, e quanto aos containers, tento sempre que me é possível, fabricar uma camuflagem adequada ao meio envolvente, mas devo confessar que é deveras desmotivante e dispendioso fazer containers elaborados para, após uma centena de founds, ou por vezes nem um terço disso, eles aparecerem completamente danificados ou pura e simplesmente os terem levado pra casa pra guardarem no baú das recordações, o que nos leva a perder a paciência e substituir os originais por containers mais comuns e simples, o que não deixa de ser lamentável, pois vai-se perdendo o interesse, e embora não seja o meu caso, conheço diversos amigos que já nem se dão á maçada de criarem caches elaboradas..., passam a ser apenas mais uma jogada pra aí.

 

Como descreverias a comunidade praticante de Geocaching na Madeira? Consegues estimar o número de geocachers atualmente ativos na ilha.

Não te sei precisar ao certo o número correto de geocachers ativos, e mesmo tendo em conta que muitos emigraram e outros simplesmente perderam o interessa, estimo que andará á volta dos 150 geocachers ativos, que sempre que têm um tempinho não hesitam em sair de casa e partir á procura de outra aventura.

Quanto a descrever a nossa comunidade geocacher?!! Bem..., penso que, e como em qualquer parte do mundo, bem como no nosso País..., a Madeira não é exceção, e por regra geral a natureza do ser humano não nos deixa ser diferentes, pelo que no momento julgo que atravessamos uma fase em que cada geocacher, ou cada grupo, pratica Geocaching á sua própria maneira, ao seu próprio ritmo e sem quererem envolver-se nalguns assuntos tenebrosos que teimam em manchar os ideais desta atividade. É como em todo o lado, e em todo o tipo de atividade, existem pessoas capazes de tudo para alcançarem os seus objetivos sem se importarem com mais nada, atropelando tudo o que existe á sua frente. Na Madeira também temos alguns problemas, no entanto tratam-se de casos já isolados e devidamente identificados, pelo que cada um tem de saber manter-se á parte dos problemas existentes, adotando uma postura própria e digna das práticas pretendidas por este Hobbie.

 

Vamos falar sobre as tuas geocoins. Como nasceu a paixão pelas geocoins?

Já tinha conhecimento da existência das Geocoins e TB's pelas diversas conversas com amigos e mesmo tendo começado a praticar Geocaching em finais de Maio, apenas em Agosto, já depois de uma bela série de founds, é que descobri o meu primeiro "Travel Bug"..., e só nessa altura entendi a revolta dos meus amigos quando falavam na escassez de "Trackables" por toda a ilha, porque apesar dos mesmos estarem depositados nas caches, os relatos de desaparecimento e serem dados por perdidos eram assustadores..., no entanto e se existem coisas que nunca irei esquecer no Geocaching, é o entusiasmo e alegria que se apoderaram de mim quando fiz o meu primeiro Found e quando descobri o meu primeiro TB, que ainda por cima seguia um objetivo muito nobre, a divulgação e prevenção de um dos flagelos da humanidade, a Diabetes.

Dias mais tarde, tive contacto com a primeira Geocoin, também ela encontrada dentro de uma cache, a qual esteve comigo durante algum tempo, até me decidir fazer o "Drop it" numa cache em que a maioria dos seus visitantes eram estrangeiros e por esse mesmo facto seria bem mais seguro a mesma seguir a sua viagem, a qual segui-lhe o rasto durante os três meses seguintes para garantir que não ficava á minha responsabilidade o seu desaparecimento..., será que isto é suficiente para responder á tua pergunta??? hahahahahaha..., a minha apreciação pelas mesmas nascia dessa forma.

 

Quando é que começaste a tua coleção? Lembras-te qual foi a tua primeira geocoin?

Comecei a minha coleção logo depois de ter colocado a viajar a primeira coin que encontrei, e no mesmo dia que a despachei, em meados de Agosto de 2012, entrei num dos muitos sites que encontrei da especialidade e mandei buscar a minha primeira geocoin, e tendo já em mente o que queria para a minha primeira aquisição, e porque sempre fui amante de história, conquistas, irmandades etc e etc..., esta era a escolha perfeita, pelo que a minha primeira coin foi a "Templar Geocoin" que retratava na perfeição os templários que tanto fizeram história também em Portugal e que tanto gostava de abordar. Nutro sempre um carinho especial por esta Geocoin.

Tens alguma geocoin especial. Qual é a "menina dos teus olhos" dentro da tua coleção?

Ora bem, devo confessar que, e ao contrário de muitos colecionadores que adquirem Coins por sets e tentam de tudo para adquirir todas as séries de cada edição, eu resolvi desde o início adquirir apenas uma coin de cada edição, tentando escolher o metal que mais me agradasse á vista, pois sou de opinião que o valor que irei investir num set completo ou a reunir todas as versões de apenas uma série(ou de todas, e haja maluquinhos pra isso), o empregaria melhor na aquisição de outras geocoins, adquirindo apenas a que mais me gostasse, e dessa forma me tenho mantido fiel na escolha das mesmas quando me proponho a adquirir mais geocoins. Todas elas me são especiais, caso contrário, não me importaria de deitar dinheiro ao lixo e pô-las a viajar..., para pouco tempo depois desaparecerem sem deixarem rasto, vá lá, temos de ser realistas..., nós colecionadores somos maluquinhos, como já fui chamado, sim..., mas não tanto, pelo menos a esse ponto.

A eleger mesmo uma "menina dos meus olhos", e pelo carinho natural que já aqui disse que nutro pela mesma, será sempre a primeira "TB4M2MB", pois é ela que, e independentemente pelo que possa vir a acontecer no futuro, começou a marcar passo nesta minha demanda pelo mundo das Geocoins e penso que jamais me irei desfazer da mesma. No entanto, outras me tocam profundamente e uma das que me custou imenso tempo a conseguir e que tanto pretendia, por todos os seus valores..., meu deus, o que faz o resultado de tanta pesquisa hahahahha..., é a "SSoCA Geocoin" Glowing Passion "TB68VZ4" que vem retratar toda a minha paixão de uma forma luminosa pelas Geocoins.

 

Quantas geocoins possuis atualmente?

Atualmente??? Bem, sem contar com as que estou á espera de receber, a minha coleção conta com 225 Trackables ativos, entre TB'S, geocoins e Travel Tags claro, pra ser mais preciso, são 11 travel bugs, 4 travel tags e 210 geocoins se as contas não me falham. 

Costumas ativar todas as tuas geocoins ou existem alguns itens que manténs inativos, estrategicamente?

Sim, todas as geocoins que adquiro, são para a minha coleção e são prontamente ativadas, e quase sempre no dia que as recebo, tentando dar á listing individual de cada uma a sua própria história, ou a melhor que encontrar, nisto sou muito persistente e gosto que cada coin contenha o máximo de história possível na sua página individual. As que não têm qualquer história, para além da informação básica, tento procurar algo que esteja relacionado com a mesma e trabalho-a de forma a que tenham uma boa listing.

A minha única estratégia na aquisição de geocoins foi sempre tentar adquiri-las ao melhor preço possível e apenas por facto mantenho comigo cerca de outras 18 coins que foram adquiridas em lote, pois dessa forma tenho conseguido poupar alguns trocos, e que como já disse ficar apenas com uma para mim, tenho-as para venda ou eventuais trocas com qualquer geocacher que esteja interessado em adquiri-las, bastando apenas me contactarem para o efeito.

 

Fisicamente, como organizas ou arrumas a tua coleção?

Tal como dizia, e para além de ser muito organizado com as listings, também o sou fisicamente, pois todas as geocoins de formato regular e mais algumas, estão devidamente organizados em separadores A5 e em três arquivadores também do mesmo tamanho, estando já a precisar de um quarto arquivador para poder albergar todas as que já estão ficando de fora, nos separadores. Tenho também já diversas coins que por não respeitarem o tamanho regular e por terem as mais variadas formas, não me são possíveis guardar em qualquer tipo de arquivador, pelo que mantenho-as guardadas nos seus invólucros originais dentro de uma pequena caixa de Madeira que pela sua forma bem característica já é a cara de um verdadeiro baú de Tesouros, e que por enquanto são devidamente guardados num local fresco e devidamente acondicionado, evitando dessa forma que a humidade tome qualquer providência.

Por enquanto, não tenho a coleção organizada respeitando qualquer critério que as separe por qualquer tema..., no entanto e quando achar que tenho-as em número suficiente irei apertar os critérios de seleção para poder arquivar tudo em separado, pondo a título de exemplo todas as geocoins Nacionais apenas num arquivador, e sei que o deverei fazer, mas por enquanto pura e simplesmente não gosto de ver os separadores, bem como os respetivos arquivadores com espaços por preencher. Simplesmente vou enchendo, e só quando tiver em número que preencham um arquivador, aí sim valerá a pena o fazer.


Quais são os critérios que aplicas para adicionar geocoins à tua coleção?

Na verdade, quando comecei a adquirir geocoins todas elas tinham de me captar o interesse, digamos que é tipo...,"Amor á primeira vista", todas as minhas escolhas eram feitas porque pura e simplesmente me apaixonava, pelas cores, detalhes, história e formatos. No início todas elas me pareciam bonitas, mas desde cedo me apercebi que nem todas valiam a pena, havia sempre um ou outro detalhe que me fazia desistir de as adquirir, e esse critério foi muito importante pois ajudou-me imenso a não comprar só por comprar, todas elas teriam de fazer sentido e a cada aquisição fui aprimorando a forma como as escolho, sendo que desde há ano e meio para cá tenho dado uma certa preferência às geocoins de formato e tamanho fora do normal, dos mais variados temas e especialmente a todas as que têm edições especialíssimas e extremamente raras. Gosto imenso das geocoins Nacionais e sempre que posso, tento adquiri-las, no entanto e já em forma de crítica aos nossos grandes artistas portugueses, muitas delas pecam por falta de qualquer história associada aos vossos desenhos, colocando apenas nos fóruns o projeto de fabrico e pouco mais..., ora julgando que isso tenha um interesse bem maior apenas para o fabricante, que tal despertar o interesse dos compradores com uma história devidamente elaborada e que os cative melhor para a compra???

 

Tens alguns temas favoritos?

Neste nosso pequeno mundo das geocoins, acho que todos nós vamos um pouco por tendências e na verdade, e apesar de ter um certo fascínio por pirataria, e templários, depois de adquirirmos as mais interessantes..., se é que alguma vez elas acabam..., vamos mudando um pouco as nossas escolhas, e passamos também a admirar outros temas que vão despertando o nosso interesse. Também eu já passei por essa fase e tal como já disse antes neste momento o meu maior interesse é nas Geocoins de formas e tamanhos fora do comum, do padrão normal, e que por isso mesmo terem edições de número mais limitado, tornando-as de uma certa forma raras e que pelo valor elevado de produção muito dificilmente serão produzidas uma segunda vez..., já há algum tempo que esse tipo de Geocoins são alvo das minhas escolhas e tento sempre adquirir uma. No entanto e sempre que me é possível, vou adquirindo uma ou outra, também de tamanho regular, mas apenas as que gosto mais claro.

 

Qual foi a geocoin mais cara que adquiriste e o que é que motivou esse "investimento"?

Tenho algumas geocoins que realmente custaram-me algum dinheiro..., talvez mais do que a própria geocoin vale, mas por vezes a forma como as adquirimos, nem sempre podemos pedir pelo valor mais baixo, nem regatear o mesmo, bem pelo contrário, e nestes casos aplica-se mesmo a velha máxima..., quanto maior for a procura, mais caro se torna o artigo. A Geocoin mais cara que adquiri é uma "Hogwild Compass Geocoin" http://www.geocaching.com/track/details.aspx?id=2565702, e nem te sei dizer ao certo quantas foram produzidas, e embora tivesse procurado por toda a informação existente sobre a mesma, julgo que, e pelo seu tamanho, número de peças e todos os seus pormenores magníficos, não mais de 25 a 30 unidades das três únicas versões produzidas. 

Desconheço na totalidade se em território nacional poderá haver outra igual, mas julgo que não, na verdade e após a minha última pesquisa, para além das que encontrei registadas nos Estados Unidos e Canadá, as mais próximas que vi, também elas registadas, estão na Republica Checa.

Nem te vou falar nos valores envolvidos até porque foi adquirida em leilão, onde me encontrava a disputá-la contra outros 25 compradores todos eles algo tímidos..., até á ultima meia hora antes de acabar a licitação..., aí todos começaram a mostrar a agressividade dos seus próprios interesses, felizmente nos últimos segundos levei a melhor, no entanto o valor final da coin não se ficou por aí..., a mesma vinha dos USA e lamentavelmente alguns vendedores ainda nem sabem como enviar uma encomenda destas para um destino intercontinental sem evitar custos alfandegários..., resultado final, acabou mesmo por ficar mais cara do que devia por esse facto. Mas e para te responder na totalidade a esta questão, para além da minha preferência em geocoins ir mesmo nesse sentido, sendo esta, talvez a mais rara, e dificilmente se encontrará outra, ter uma joia destas na minha coleção vale sem qualquer duvida todo o esforço despendido. É sem dúvida alguma a Geocoin mais valiosa que tenho comigo.

Onde costumas adquirir as tuas geocoins?

A cada geocoin que se vai adquirindo, vai também surgindo entre as minhas pesquisas, todo o tipo de sites onde vendem o mais variado material de Geocaching, para os interessados em iniciar as suas coleções, aconselho que comecem pela Geocoinshop.eu, sendo até ao momento a mais competitiva e que dispõe da maior variedade de escolha que encontrei até agora, no entanto existem outras, onde também em Portugal já se encontrem preços bastante agradáveis. 

A dada altura também negociei algumas no Ebay..., o que de desaconselho vivamente, pois na sua grande maioria acabam por ficar um pouco mais caras do que valem para pouco tempo depois aparecerem á venda nos sites conhecidos ao valor normal. Ao aventurarem-se no Ebay, façam primeiro por garantir que as coins que vão "tentar" adquirir, são mesmo raras valendo dessa forma o investimento a que se propõem. 

Nos últimos tempos as minhas maiores conquistas têm sido mesmo a particulares, que através do mundo facebokiano vão tropeçando constantemente no nosso perfil que de uma forma ou de outra já nos conhecem como colecionadores e tem sido dessa forma que tenho conseguido adquirir muitas das minhas peças, e nem sempre compradas, muitas delas através de trocas, e inclusive algumas de oferta que acabam por ter um valor sentimental por nos ligarem pessoalmente a outro geocacher que partilha desta mesma paixão.

Já tiveste oportunidade de levar a tua coleção a algum evento de Geocaching?

Tenho um certo orgulho na minha coleção, e não pela quantidade de geocoins que possuo, mas sim pela qualidade das mesmas, bem como pelo facto de ser das coleções que fisicamente, se calhar são das mais conhecidas, sem querer tirar valor a todas as outras claro..., pois acredito que transportar quantidades destas para eventos, já envolva uma logística bem delineada e antecipadamente organizada ao pormenor..., eu que o diga, pois o ano passado me propus a levar toda a minha coleção, na altura apenas com cerca de 170 peças ao Mega "Love, Love..., Espinho", onde esteve exposta durante os quatro dias do evento, aproveitando aqui também para agradecer a toda a organização por me garantir a segurança da mesma. Dias antes também a tinha levado a um evento que organizei em Viseu na minha primeira noite no "contenente"..., onde um casal amigo me acolheu durante três noites, um grande abraço á família Pedro..., "Madeira por Terras de Camões" onde já ali conheci diversos amigos que dias mais tarde reencontrei em Espinho, tendo sido acolhido muitíssimo bem por todos eles, espero um dia poder acolhe-los cá na Madeira da mesma forma, ou ainda melhor do que fizeram.

Em 2013 também num evento meu organizei uma exposição de trackables, e apenas com cerca de 60 trackables meus, na mesma, graças á excelente colaboração de vários geocachers regionais, consegui reunir 385 peças, entre TB's, geocoins e t'shirts. O sucesso da mesma foi tão grande que me foi proposto pela administração da entidade "Centro de Ciência Viva do Porto Moniz" que deixasse a exposição aberta ao público durante três semanas, onde no final me garantiram que foi visitada por cerca de 3500 pessoas. Teve também um certo impacto a nível turístico, ao ponto da direção regional de turismo se interessar e me oferecer alguns artigos de promoção turística para serem objeto de troca nas caches que visitasse a partir dessa altura. A quantidade disponibilizada foi grande o suficiente que achei por bem, e como forma de agradecimento a todos quanto colaboraram comigo, cedendo as suas coleções, os presentear com alguns desses artigos, tendo sido todos os restantes depositados em diversas caches e que certamente muitos terão sido levados para o estrangeiro servindo bem os seus propósitos.


Se outros colecionadores de geocoins (ou não) quiserem ver a tua coleção poderão fazê-lo? Se sim, de que forma?

Claro que sim, todos os interessados poderão ter essa oportunidade, seja em eventos onde marque presença com a mesma, nalgum local previamente combinado para o efeito, ou até mesmo lá em casa, onde terei todo o gosto em os receber.

Recentemente, e uma vez que tenho toda a coleção devidamente inventariada de diversas formas, descobri também uma forma organizada e bem agradável de dar a visualizar todas as peças que a compõem, online através do site www.geocoincollector.com, onde foram inseridas as fotos das mesmas, que podem ser visualizadas através deste link: http://www.GeocoinCollector.com/CoinViewer.cfm?UserID=152 que espero ir de encontro ao desejo mais aguerrido dos mais curiosos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Costumas falar com outros colecionadores de geocoins? Que ideias costumam trocar?

Sim, tenho um pequeno grupo de amigos que um pouco influenciados por este meu fascínio, também já há algum tempo que iniciaram as suas coleções e falamos constantemente e sempre que temos a oportunidade juntamo-nos á volta das mais recentes aquisições, onde somos capazes de ficar diversas horas a admirar todos os seus pormenores, dando um maior enfase às preferências de cada um nas suas escolhas, e havendo oportunidade acabamos por trocar alguns TB's que foram encontrados nas ultimadas cachadas, bem como os respetivos códigos. No entanto e para que ninguém pense que somos uns maluquinhos que só vemos isto á frente..., acabamos também por falar outros assuntos do nosso quotidiano, que de uma forma ou de outra tornam-se interessantes e igualmente importantes claro.

 

Além de geocoins, fazes mais algum tipo de colecionismo?

De momento não..., mas lembro-me perfeitamente que ainda muito jovem era constantemente influenciado por outros amigos e colegas de escola, em iniciar outras coleções..., hora era Filatelia, hora era chávenas de café..., que minha Mãe ainda a tem guardada..., e até todas as versões europeias das moedas do Euro logo depois de serem lançadas por toda a Europa, a que acabei por achar mais rentável, gastá-la em gelados sempre que se aproximava um verão. No entanto todas essas formas de colecionismo foram perdendo o interesse e só agora voltei a despertar o bichinho, até porque a variedade é muito maior, e segundo me parece..., as opções avizinham-se infindáveis. 

 

De todas as geocoins que conheces ou que já tiveste oportunidade de apreciar, qual é o "item especial" que sonharias adicionar um dia à tua coleção?

Não te sei responder ao certo a essa pergunta, até porque o interesse..., simplesmente vai surgindo. Mas, e sem querer ser pretensioso, digo-te que, em jeito de brincadeira..., tenho-as a todas, ou estão já de encomenda, ou por me chegarem às mãos, sendo apenas uma questão de tempo. Um "item especial" que certamente gostaria de adicionar, que já tive essa oportunidade e vi-me obrigado a desistir pelo valor altíssimo que estava prestes a atingir, era a "Egyptian Scarab Geocoin", e com apenas uma ficaria especialmente feliz, apesar de terem sido produzidas, pelo menos doze versões diferentes, escusado será dizer..., todas elas lindíssimas.

 

E para quem está tentado a entrar no mundo das geocoins, que concelho darias?

Hahahahaha..., pensem duas vezes antes de o fazerem, e se realmente tiverem esse interesse, que o façam perfeitamente consciencializados que a mesma tem os seus custos, e que os mesmos vão crescendo na mesma proporção dos vossos desejos e escolhas das peças a adquirir. 

Sejam acima de tudo muito seletivos, escolham apenas o que mais gostarem, nunca comprem só por comprar ou para fazer numero, nada disso interessa. Aprendam desde o início a adquirir algum sentimentalismo pelas peças que escolhem, associando-os a algo do vosso quotidiano que vos tenha algum significado e que realmente faça sentido..., pois é desta forma que a grande maioria das minhas peças foram adicionadas a minha coleção.

 

Muito obrigado por tudo Filipe! Um abraço.

Uma vez mais eu é que agradeço pelo convite Pedro, pois é uma honra fazer parte deste Museu. Obrigado e um Abraço.

 

 

“… Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança…”

In Pedra Filosofal, António Gedeão

 

Um projeto que teve altos e baixos, um projeto no qual perdi algumas noites, um projeto que, em determinados momentos, acreditei que estava condenado ao fracasso e que finalmente vê a luz do dia.

Corria o ano de 2013 quando comecei a idealizar a primeira geocoin açoriana (sei que existe a Compass Rose 2010, mas não é a mesma coisa).

Comecei por pesquisar elementos caraterísticos de cada uma das ilhas: tradições, costumes, monumentos, paisagens e muito mais coisas. Foi contactando alguns geocachers açorianos por forma a darem o seu contributo. Por uma razão ou outra, o projeto foi ficando esquecido e rapidamente desapareceu. Após um ano de esquecimento, o projeto da Açores geocoin ganhou uma nova vida.

Decidi, em 2014, realizar o primeiro Açores Geoadventure. Era minha ideia (e penso que consegui) trazer a São Jorge, um número significativo de geocachers do Continente e dar a conhecer esta bela ilha e as suas potencialidades, não só ao nível do geocaching, mas também ao nível das atividades radicais.

Durante este grandioso evento tive a oportunidade de apresentar o meu projeto da geocoin açoriana a alguns dos participantes e o apoio foi total. Era este o incentivo extra que faltava. Aquele empurrão para este projeto finalmente sair da gaveta e avançar. Não iria desistir e este projeto iria ser concretizado.

Rapidamente voltei às minhas pesquisas e decidi pedir ajuda à comunidade “geocachiana”. Coloquei um post no fórum Geopt. Lá apresentava o projeto e pedia contributos para o design da geocoin. Como não obtive resposta ao meu pedido, decidi entrar em contacto direto com 2 designers nacionais. Dois designers com provas dadas, e dois designers que desenharam das mais bonitas geocoins portuguesas e do mundo.

Finalmente no dia 14 de janeiro de 2015 obtive uma resposta.

Este foi o post que deixei no fórum: “…Hoje posso dizer que o projeto finalmente irá avançar. Espero em breve ter notícias para vos dar. Estou muito contente  …”

(PS: obtive duas respostas que ainda me deram mais alento. Obrigado Flora e Gustavo).

O designer que se prontificou a ajudar foi o Rui Almeida (Kelux).

Após feitas as devidas apresentações (via facebook) começamos a trabalhar com afinco na Açores 2015 Geocoin.

Várias ideias surgiram: escolher uma ilha e fazer uma geocoin (projeto que se iria repetir ao longo de 9 anos), fazer um conjunto de 9 geocoins, cada uma com o formato da ilha (contributo de Daniel Oliveira), fazer uma geocoin que representasse os Açores, fazer um conjunto de 9 geocoins que representasse algo em comum entre as várias ilhas. Esta última opção foi a ideia vencedora, por forma a tornar viável o projeto.

E eis que finalmente surge a artwork final da Açores 2015 Geocoin – Ilhas de Bruma.

Não irei dizer nomes (por ter medo de me esquecer de algum), mas gostaríamos de agradecer a todos aqueles que contribuíram para o sucesso deste projeto. A todos vós, o nosso muito obrigado.

 

ELEMENTOS DA GEOCOIN

FESTA DO DÍVINO ESPÍRITO SANTO

A origem remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas. Tradição que ainda se cumpre em algumas regiões de Portugal.

Assunto muito abordado pelo professor Agostinho da Silva. Há referências históricas que indicam que foi inicialmente instituída, em 1321, pelo convento franciscano de Alenquer sob proteção da Rainha Santa Isabel de Portugal e Aragão.

A celebração do Divino Espírito Santo no planeta teve origem na promessa da Rainha D. Isabel de Aragão, por volta de 1320. A Rainha teria prometido ao Divino Espírito Santo peregrinar o mundo com uma cópia da coroa e uma pomba no alto da coroa, que é o símbolo do Divino Espírito Santo, arrecadando donativos em benefício da população pobre, caso o esposo, o rei D. Dinis, fizesse as pazes com seu filho legítimo, D. Afonso, herdeiro do trono. De acordo com os documentos, D. Isabel não se conformava com o confronto entre pai e filho legítimo em vista da herança pelo trono, pois era desejo do rei que a coroa portuguesa passasse, após sua morte, para seu filho bastardo, Afonso Sanches. Diante do conflito, a rainha Isabel passou a suplicar ao Divino Espírito Santo pela paz entre seu esposo e seu filho. A interferência da rainha teria evitado um conflito armado, denominado A Peleja de Alvalade.

Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre a Virgem Maria e os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas como de fogo, segundo conta o Novo Testamento. Desde seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos.

A devoção ao Divino encontrou um solo fértil para florescer nos territórios portugueses, especialmente no arquipélago dos Açores. De lá, espalhou-se para outras áreas colonizadas por açorianos, como a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, e diversas partes do Brasil.

 

OBJETOS SIMBÓLICOS DO ESPÍRITO SANTO


A bandeira — a bandeira é confecionada em damasco vermelho vivo, normalmente de dupla face, de forma quadrangular, com 5 palmos de lado (embora existam bandeiras maiores e menores), sobre o centro da qual é bordada em relevo uma pomba branca da qual irradiam para baixo raios de luz em branco e fio de prata. A bandeira é colocada numa haste em madeira com cerca de dois metros de comprido, encimada por uma pomba em prata ou latão.

 

AS CORES DAS ILHAS DOS AÇORES E SUAS ORIGENS

As ilhas dos Açores, para além das suas denominações oficiais, a cada qual foi popularmente, atribuída uma cor identificativa, baseada, fundamentalmente, em características peculiares, marcadas pela natureza.

Aqui se apresentam as cores das ilhas dos Açores e as razões subjacentes às mesmas:

•Santa Maria (Ilha Amarela): pelas giestas que abundavam nas suas encostas, com acrescento da grande secura da vegetação baixa, no período do verão;

•São Miguel (Ilha Verde): pelos vastos prados e matas verdes, que abundam na ilha;

•Terceira (Ilha Lilás): pelas vistosas latadas de glicínias ou lilases;

•Graciosa (Ilha Branca): pela existência de muitas rochas claras de cor esbranquiçada;

•São Jorge (Ilha Castanha): pela cor das rochas da Ponta dos Rosais, a primeira que se vê na sua aproximação pelo Oriente;

•Pico (Ilha Cinzenta): pela sua enorme montanha muito despida de vegetação, e grande exposição das rochas vulcânicas a descoberto, no litoral;

•Faial (Ilha Azul): pela quantidade de hortênsias azuis que ladeiam as estradas e as pastagens, e por ser uma ilha, desde longa data, muito voltada para o mar;

•Flores (Ilha Rosa): pelas suas exuberantes azáleas, que proliferam nesta terra abundante em água;

•Corvo (Ilha Preta): pela pequenez, traduzida na sua visualização como um diminuto “ponto negro” no horizonte, a partir das Flores, e seu rendilhado de muros de pedra negra.

 

BRASÃO DE ARMAS DOS AÇORES

A descrição completa do brasão de armas é a seguinte:

•Escudo: de prata, açor estendido de azul, bicado, lampassado, sancado e armado de vermelho, bordadura de vermelho, carregado de nove estrelas de cinco raios de oiro;

•Elmo: de frente, de oiro, forrado de vermelho;

•Timbre: açor sainte de azul, bicado e lampassado de vermelho, carregado de nove estrelas de cinco raios de oiro;

•Paquife: de azul e prata;

•Suportes: dois toiros de negro, coleirados e acorrentados de oiro, sustendo o da dextra um balção da Ordem de Cristo, com lança azul, ponta e copos de oiro, e sustentando o da sinistra um balção vermelho, com uma pomba estendida de prata, com lança azul, ponta e copos de oiro;

•Divisa: «Antes morrer livres que em paz sujeitos».

 

O açor estendido representa as ilhas, numericamente definidas pelas nove estrelas de cinco raios de oiro; o esmalte (vermelho) da bordadura e o metal (oiro) dos seus móveis (estrelas) são idênticos às cores da bordadura do Brasão de Portugal. O açor de azul e o campo de prata definem as cores dos Açores, que são, de resto, as que sempre foram historicamente utilizadas desde o tempo da monarquia constitucional.

Os toiros representam a histórica batalha da Salga de 1582, em que toiros (sabe-se hoje que terão sido vacas bravas) foram soltos em ruas de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, contra os invasores espanhóis durante a união da Coroa de Portugal e da Espanha. O arquipélago dos Açores, mais concretamente a ilha Terceira, foi o último território a resistir a essa união e daí resultou a expressão «Antes morrer livres que em paz sujeitos».

Os dois balções (lanças com bandeira) representam a Ordem de Cristo, donatária dos Açores ao tempo da colonização, e o símbolo do Espírito Santo (a pomba), um dos mais antigos e fervorosos cultos da gente dos Açores.

FICHA TÉCNICA

NOME: Açores 2015 Geocoin – Ilhas de Bruma

DATA: 2015

VERSÕES: Antique Copper

FORMATO: Circular

TAMANHO: 33 mm

QUANTIDADES: 315 geocoins

DESENHO: Rui Almeida (Kelux)

PRODUÇÃO: Lars Domres (Geocoinshop)

MENTOR: Pedro Silva (teamjorgenses)

ICON PRÓPRIO: Bandeira dos Açores

RESERVAS: em lote de 9 geocoins (uma por cada ilha)

 

LINKS:

BD Portuguesas: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1OBB5XbfTHGH52QChu6PMkGr1of9DobARfQT8Meq7EsE/edit#gid=0

 

Monday, 29 June 2015 15:00

Colecionador #002: Adriano Silva

GEOCOIN ID

Nome: Adriano Silva

Localidade: Mealhada

Nickname: Neiaeadry

Owned Trackables: 132

  

 

"... Sempre dissemos que para nós o geocaching é muito mais do que lugares e caixinhas. O geocaching vale, acima de tudo, pelas pessoas que vamos encontrando pelo caminho, e o Adriano foi um belo achado. Uma das pessoas mais descomplicadas e sinceras que conhecemos, de trato fácil e que queremos ter sempre ao nosso lado na altura de fazermos umas caches… e não só. Sempre pronto para novas aventuras, nunca diz não quando é desafiado para fazer umas caixinhas e para passar um bom pedaço com os amigos. Foi com ele que descobrimos também o bichinho das geocoins, essa outra vertente tão interessante do geocaching e pela qual ele se perde de amores..."

Victor e Elsa (VilleCouer)

 

"... Adriano é dos geocachers que só nos fazem sentir à vontade naquilo que melhor gostamos, muito companheiro e capaz de partilhar com os seus amigos tudo o que tiver disponível para oferecer, incansável e sempre muito participativo nas atividades onde reúne os amigos com o objetivo de os fazer sentir que fazem parte de todo o seu mundo, onde uma pitada de loucura e muita adrenalina nos fazem ficar inebriados de exaustão. É um prazer fazer parte do seu grupo de amigos..."

Filipe Câmara (Phyllypsyus)

 

Olá Adriano! Obrigado pela tua disponibilidade em colaborar na Galeria dos Colecionadores.

Olá Pedro. Eu é que agradeço o convite e a oportunidade para participar neste Museu!

Uma excelente ideia e uma maneira diferente de mostrar e dar a conhecer os colecionadores nacionais.

 

Começo por pedir-te uma apresentação do Adriano aka Neiaeadry.

Neiaeadry, é um Geocacher da zona centro do país, nomeadamente perto de dois dos pontos mais giros para se fazer geocaching neste nosso país, as serras do Buçaco, por ser do Luso e a Serra da Estrela, por ter estudado em Oliveira do Hospital.

Neiaeadry vem da junção entre Adriano e Andreia (conhecida por Adryeneia)

O meu logotipo usa um guarda-redes por cima de um fundo com as cores de geocaching, que mostram outra da minha paixão o Futebol.

Como foi o teu primeiro contacto com o Geocaching, e que fatores foram determinantes para que continuasses como geocacher?

O meu primeiro contacto tem uma história muito engraçada. Estudei Turismo numa escola em Oliveira do Hospital, e na Disciplina de Área de integração, onde o tema era outras formas de conhecer locais, lembro – me que o meu professor que até hoje é um ícone para mim neste mundo do geocaching, que é um dos mais antigos Geocachers portugueses (nfnunes), mostrou umas fotos e falou em geocaching.

Na altura ri-me da situação (agora anda a brincar aos piratas).

Em boa hora fui desafiado a experimentar, decorria o ano de 2011 e numa das idas a Coimbra, eu e Adryeneia resolvemos procurar a nossa primeira cache, sem perceber muito daquilo e para começar bem, uma D3, para a nossa primeira, tivemos sorte, e um HD de um muggle facilitou-nos a vida.

Um dos fatores chave para continuar como Geocacher são as pessoas que ao longo destes anos conheço! Este é para mim um dos mais importantes fatores.

Por exemplo são muitos os amigos que tenho nestas andanças, mais que a nível pessoal.

Amigos como os Villecouer (Vítor Moreira e Elsa Fernandes), também eles colecionadores de geocoins, são o grande exemplo disso, conhecemos-mos num evento e já temos uma cumplicidade e amizade como se fossemos amigos de longa data.

Onde se encontra localizado o geocacher Neiaeadry. Como é ser geocacher nessa região?

O Neiaeadry encontra-se localizado na Bairrada e na Beira Serra, dois sítios diferentes, mas ambos com a sua beleza caraterística, no caso da Beira Serra a estupenda Serra da Estrela, no caso da Bairrada a preciosa Mata do Buçaco.

Na Beira Serra, mais propriamente em Oliveira do Hospital (onde iniciei o geocaching) e de onde tenho bons amigos, as caches de qualidade e a beleza da Serra da Estrela faz com que muita gente se desloque até lá para contemplar as fantásticas paisagens.

Já por outro lado, na Bairrada, mais propriamente, Luso e Mealhada, o geocaching é igualmente espetacular, recentemente, um grupo do qual eu fiz parte (com todo o orgulho), criou um projeto para revolucionar o Geocaching aqui na zona “ O Coração da Bairrada”, que trará um outro alento ao geocaching.

 

Vamos falar sobre as tuas geocoins. Como nasceu a paixão pelas geocoins?

A minha paixão pelas geocoins nasce na Marinha Grande GeoFestival 2014.

Uma amiga, a Scratte9 tinha já algumas belíssimas coins na sua coleção que me fascinaram muito, aí surgiu a paixão ainda maior por colecionar estas relíquias.

Na altura tinha 20 geocoins. O estar ligado a uma das lojas Portuguesas, a Geoshop, permitiu-me ter uma visão mais fácil sobre como adquirir e quais as coins que mais gostava, lembro-me que na altura passava horas e horas a ver sites e fóruns sobre geocoins.

Quando é que começaste a tua coleção? Lembras-te qual foi a tua primeira geocoin?

A minha coleção começou em 2013 quando comprei um TB à GeoPT, TB esse que pus a circular e que voltou para casa passados uns meses.

No natal desse ano recebo a minha primeira geocoin prenda de natal da Adryeneia (Andreia Castanheira) era a Rot 13 key, que hoje é o Porta-chaves do meu Cache Mobil (a única coin, que não está junto com as outras).

Pouco tempo depois comprei outra coin creio que o Cessna. (já nem me lembro).

 

Tens alguma geocoin especial. Qual é a "menina dos teus olhos" dentro da tua coleção?

Eu tenho várias geocoins que são as meninas dos meus olhos, mas a que considero como tal é a gas station, uma bomba de gasolina antiga usada no Texas, tem a particularidade de ser coin e ter ptags no topo.


Quantas geocoins possuis atualmente?

Neste momento possuo 130 geocoins.

 

Costumas ativar todas as tuas geocoins ou existem alguns itens que manténs inativos, estrategicamente?

São todas ativas. Compro as coins porque gosto, por isso não faria sentido não as ativar, conheço vários colecionadores mundiais, que fazem precisamente o contrário, têm sempre 3 ou 4 coins de cada e quando elas desaparecem do mercado eles vendem-nas a preços exorbitantes, dou como exemplo as GeoTurtles que desapareceram do site alemão em 10 minutos, e que há malta a vendê-las a 30€ a unidade.

As minhas coins são todas de coleção e por isso ativo-as todas.


Fisicamente, como organizas ou arrumas a tua coleção?

A minha coleção está arrumada de diferentes formas. As mais raras e caras da minha coleção estão dentro de um baú, as outras em 2 dossiers e a maior delas todas como ainda não lhe arranjei uma caixinha bonita para a pôr está a “enfeitar” a sala de jantar.

Não tenho nenhum fator especial de organização dos dossiers.

 Quais são os critérios que aplicas para adicionar geocoins à tua coleção?

Não tenho critério, compro as que gosto e aquelas com quais me identifico, se forem raras e difíceis de arranjar melhor ainda, dá outro alento há minha coleção.

 

Tens alguns temas favoritos?

Sou aficionado pelas compass rose, que apenas me faltam as 2 mais antigas para completar a coleção das compass rose, mas conto tê-las em breve. E pelas geocoins portuguesas as ditas “PT” posso dizer que as tenho todas desde 2006 até a 2015, agora estou a completar as regiões portuguesas e só me faltam 3 ou 4 para completar.

 

Qual foi a geocoin mais cara que adquiriste e o que é que motivou esse "investimento"?

A Coin mais cara da minha coleção foi adquirida a algumas semanas e é a geocoin geofestival de Las Vegas 2013 (são uns dados). Adorei a geocoin pois sou um apaixonado por poker e pareceu-me destino. Uma Coin bastante rara.


Onde costumas adquirir as tuas geocoins?

As minhas geocoins são adquiridas em Vários sítios: lojas online, colecionadores, ebay, Facebook, tem se mostrado o ponto de partilha de muitas coins em que algumas acabo por adquirir.

 

Para além de colecionador, também tens uma loja online. Que tipos de geocoins podemos encontrar lá?

Eu não quero ser só mais uma loja, tenho tentado inovar e tentar arranjar geocoins que não se encontrem facilmente, ou então geocoins de venda exclusivas (por exemplo as GeoTurtles PT)


Já tiveste oportunidade de levar a tua coleção a algum evento de geocaching?

Sim já levei a minha coleção para eventos, mas começa a ficar complicado pois alguns deles não dispõem de logística, que me permitam expor as coins todas.

E depois pela falta de cuidado de muitos a mexerem nas Geocoins.

 Se outros colecionadores de geocoins (ou não) quiserem ver a tua coleção poderão fazê-lo? Se sim, de que forma?

Claro que sim, gosto de mostrar as minhas coins a toda a gente, por fotos ou até mesmo pessoalmente.

Não tenho nenhum museu, mas sempre que alguém quiser, pode perfeitamente dispor da minha coleção.


Costumas falar com outros colecionadores de geocoins? Que ideias costumam trocar?

Sim, eu e mais dois amigos (os VilleCouer e o amigo phyllypsyus) temos um grupo privado no Facebook onde mostramos as novas aquisições e conversamos sobre novas coins e sobre novas aquisições.


Além de geocoins, fazes mais algum tipo de colecionismo?

Não. Nunca me fascinou muito o colecionismo, por isso, neste momento as geocoins são uma verdadeira paixão.


De todas as geocoins que conheces ou que já tiveste oportunidade de apreciar, qual é o "item especial" que sonharias adicionar um dia à tua coleção?

Sim, existem várias mas há uma em especial, uma geocoin do Mogo evento, que é uma pistola de xerife.

 

E para quem está tentado a entrar no mundo das geocoins, que concelho darias?

No início pode custar ir a eventos mostrar uma minicolecção ao lado dos grandes colecionadores, mas a paixão por geocoins é a mesma.

Para colecionar geocoins tem de ter noção que sai caro e dispendioso, colecionem o que gostam e não porque sim. 

 

Obrigado por esta magnífica entrevista! Um abraço Adriano.

Uma vez mais eu é que agradeço pelo convite. Obrigado e um abraço.

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