10de Abril,2021

Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal

pedro silva

pedro silva

Monday, 29 June 2015 15:00

Geocoin #002: Filigrana Geocoin

A ideia de utilizar a arte do fogo de filigrana como tema de uma geocoin foi inicialmente apresentada pelo Kelux no Concurso de Ideias da Geocoin Oficial Portuguesa 2010, não tendo no entanto recolhido a maioria dos votos.

Posteriormente sofreu algumas alterações e o designer decidiu avançar com a sua produção a título individual.

Dessas alterações, realça-se a introdução de texto em inglês de modo a tornar a geocoin mais apetecível para geocachers e colecionadores estrangeiros.

A filigrana portuguesa foi integrada no luxuoso património da joalharia em Portugal para representar temas variados da história, cultura e Tradição Portuguesa, do mar, natureza, religião ou o amor. São disso exemplo, os corações de Viana, as arrecadas, os crucifixos, os brincos de fuso ou à rainha, as cruzes de Malta, os colares de conta.

Além de constituir um adereço e marca de distinção social a filigrana portuguesa em ouro assumia também um investimento e uma mais-valia para as famílias. As peças da filigrana portuguesa são usadas como adereços valiosos para festas especiais, seja por grupos sociais de condição elevada, seja por pessoas de menos posses, sendo parte integrante e enriquecendo os trajes tradicionais portugueses do Minho e do Douro Litoral. 

A filigrana é uma arte exclusivamente manual, exigindo dos artesãos um trabalho muito paciente, imaginativo e de grande destreza. Esta técnica é uma arte muito meticulosa e os artesãos que são capazes de a trabalhar, apuram um grande prazer em cada trabalho que concluem. 

Significado

Filigrana é um termo derivado do latim FILUM que designa fio e GRANUM, que significa grão. Trata-se de uma arte que trabalha o ouro, prata, bronze e outros metais através de graciosos fios destes materiais, subtilmente entrelaçados que dão origem a obras de arte elaboradas e de vários padrões.

Existem duas espécies de filigrana: a filigrana de aplicação, utilizada para motivos decorativos e a filigrana de integração que fabrica a própria peça exclusivamente em filigrana. Os fios são torcidos, golpeados e colocados a uma fonte de calor de modo a amolecerem e ficarem bem afilados, sendo objeto de limpeza e ficando em condições de serem trabalhados pelos ourives.

 

 

  

História

Filigrana, a arte de trabalhar metais, é uma arte muito característica da joalharia portuguesa. Não obstante ser usada nos mais diversos locais em todo o mundo, a filigrana teve um crescimento relevante nos países do mediterrâneo. Em Portugal, foram descobertas peças de filigrana que remontam a 2500-2000 AC.

A filigrana é milenar se bem que não está determinada com precisão a sua origem, sendo somente conhecido que esta arte era conhecida pelos indianos e chineses, bem como pelas civilizações Romanas e Grega. Os Árabes contribuíram de forma notável para esta técnica de ourivesaria, criando, a partir de filamentos delicados e maleáveis, obras de arte que enriqueceram a estética do design da linha. Porém, quando os Árabes chegaram à Península, a técnica da filigrana era já trabalhada e dominada pelas civilizações ibéricas. A origem da filigrana portuguesa remonta aos povos pré-romanos que povoaram o nosso território, conforme é atestado pelo legado de ourivesaria e joalharia castreja achado em escavações arqueológicas – principalmente três valiosos torques em filigrana, originais da Póvoa de Lanhoso e expostos no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.

Durante a Idade Média, a cidade de Génova confirmou-se como o maior pólo na Europa de filigrana, tendo enfeitado alguns dos melhores ornamentos de culto, como os cálices românicos de D. Gueda Mendes e de D. Dulce, em prata.

Porém, a técnica moderna da filigrana portuguesa evoluiu, principalmente, a partir de alguns objetos de culto nos séculos XVII-XVIII, a partir de certos relicários ou cruzes e, também, tendo como inspiração peças de joalharia, como as arrecadas ou os brincos. O formato único da filigrana portuguesa tem origem no seu temperamento popular, vincado com maior relevância a partir da segunda metade Oitocentista.

 

Localização

Os principais pólos de fabrico da filigrana portuguesa, localizam nas imediações da cidade do Porto – Gondomar e em Braga – Póvoa de Lanhoso. As peças de filigrana portuguesa fabricadas em maior quantidade são para uso pessoal, destacando-se as arrecadas e argolas de Viana, os brincos à rainha, os corações filigranados e medalhões, as cruzes e os colares de contas do Minho. Outros objetos de grande ostentação, como relicários, caixas, colares de gramalheiras, custódias ou esculturas ornamentais (caso da caravela), são igualmente manufaturados, para atender uma procura cada vez mais abrangente e que não se limita somente a Portugal.

Filigrana da Póvoa de Lanhoso

A Póvoa de Lanhoso – mais especificamente Travassos, é denominada a terra do ouro. É nesta região que muitos artesãos manufaturam graciosos fios de ouro, há muitos anos a esta parte. Com esses delicados fios de ouros entrelaçados (os quais podem ser ser de prata ou outros metais), os artesãos fabricam peças de arte elegantes, como anéis, brincos, pulseiras, colares entre outros.

Atualmente, a Póvoa de Lanhoso é conhecida a nível nacional como a capital da filigrana Portuguesa. Os artesãos que trabalham nesta arte ofício fazem-no por norma em pequenos ateliers, produzindo pequenas quantidades de peças destinadas a modelos e técnicas de grande Tradição. O Museu do Ouro situado em Travassos reflete e promove a personalidade de uma comunidade que trabalha o ouro, desde há séculos, sendo o resultado dos esforços de um ourives de Travassos que durante meio século recolheu peças de ouro, objetos, mobiliário e bibliografia relacionados com esta arte. 

 

Fonte http://tradicaoportuguesa.pt/artesanato/joalharia-portuguesa/filigrana-portuguesa/

 

FICHA TÉCNICA

NOME: Filigrana Geocoin

DATA: 2012

VERSÕES: Ametista RE (Antique Silver), Rubi RE (Satin Gold), Esmeralda XLE (Satin Gold), Topázio LE (Antique Gold), Turquesa XLE (Silver) e Preta AE (Gold)

FORMATO: Coração

TAMANHO: 44 mm x 3 mm

QUANTIDADES: Ametista RE (Antique Silver), Rubi RE (Satin Gold), Esmeralda XLE (Satin Gold): 75, Topázio LE (Antique Gold): 100, Turquesa XLE (Silver): 75 e Preta AE (Gold): 20.

DESENHO: Rui de Almeida (Kelux)

PRODUÇÃO: Lars Domres (geocoinshop.de)

PREFIXO: FI

ICON PRÓPRIO: Sim

                        

 

LINKS:

BD Portuguesas: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1OBB5XbfTHGH52QChu6PMkGr1of9DobARfQT8Meq7EsE/edit#gid=0

SSOCA: http://wiki.ssoca.eu/Filigrana_Geocoin

 

Filigrana Love Geocoin Antique Silver Amethyst

Filigrana Love Geocoin Satin Gold Black - Artist Version

Filigrana Love Geocoin Satin Silver Turquoise

Filigrana Love Geocoin Satin Gold Emerald

Filigrana Love Geocoin Antique Gold Topaz

Filigrana Love Geocoin Satin Gold Ruby

Tuesday, 02 June 2015 09:00

Colecionador #001: João Malheiro

GEOCOIN ID

Nome: João Malheiro

Localidade: Braga

Nickname: Pintelho

Owned Trackables: 290

 

“… Pintelho é uma das personagens incontornáveis do geocaching nacional, ele é um amigo que estará sempre lá, e que por mais longe que estejas estará sempre disposto a ajudar-te. Ele é um amigo capaz de mentir ao amigo para lhe fazer uma surpresa, uma homenagem. …”

André Caiado (pika7) in Cromos by pika7 (#9 Coleção de Cromos)

 

 

Olá João! Obrigada pela tua disponibilidade em colaborar nesta 1ª edição da Galeria dos Colecionadores, do Museu das Geocoins.

Começo por pedir-te uma apresentação do Pintelho.

Olá Pedro! Antes de mais, agradeço-te o convite e o desafio de fazer parte desta tua galeria / museu, projeto ao qual desejo uma longa vida e muito sucesso. O Geopt e a comunidade geocacher nacional agradecem conteúdos de qualidade - ainda que a tua escolha de convidado para este número um tenha sido algo duvidosa ;). 

O Pintelho é uma personagem que criei em finais de 2003, acabado de fazer 17 anos. 

Criei este personagem para o mundo dos blogues que, na altura, queria explorar sem desvendar a minha identidade. Na altura os Gato Fedorento dominavam a cena bloguística nacional, juntamente com "O Meu Pipi" e mais uns quantos, e eu criei o entretanto inativo Diário de um Pintelho. O "Pintelho" foi a minha resposta à pergunta que me coloquei quando lancei o blogue. Era jovem - ainda sou, não? - e queria tocar em temas sensíveis e fraturantes com um toque de humor. "O que é pequeno, incomoda muita gente e pode ser um nome divertido?". 

Entretanto, já mais em meados de 2004, os meus amigos "descobriram-me a careca" e começaram a chamar-me Pintelho. Primeiro, a malta ligada a um dos meus amores - a música - depois na universidade e, a certa altura, a personagem apoderou-se da pessoa. Quando, em 2010, descobri mais um amor - o Geocaching - nem sequer me coloquei a questão de qual seria o meu nickname. Entretanto, e para não fugir à questão, adianto que sou um técnico de Recursos Humanos - na minha carreira profissional ninguém me chama Pintelho, vá-se lá saber porquê -, moro em Braga com a GeoSapinha, e já pratiquei mais Geocaching do que pratico atualmente. O tempo encolhe de dia para dia, e os hobbies são quase sempre os primeiros a ser sacrificados. E por falar em hobbies, toco guitarra elétrica e adoro passear na natureza, o que consigo aliar de forma fantástica ao geocaching. Como nem sempre o clima no norte do país permite contacto com a natureza, mais recentemente descobri o Postcrossing (username, quem adivinha?), que me tem proporcionado várias visitas à distância de um abrir de caixa de correio. Tantos locais para praticar geocaching que estou tão longe de conhecer...

 

Como foi o teu primeiro contacto com o Geocaching, e que fatores foram determinantes para que continuasses como geocacher? 

Lembro-me particularmente bem do meu primeiro contacto com o Geocaching. Um grande amigo meu dava os primeiros passos na escalada e convidou-me para uma investida ao Gerês, para subir a fenda da Calcedónia. Pelo caminho entre Braga e o Gerês, lá deixou escapar que, semanas antes, tinha subido a Fenda com um casal de amigos que, no fim, pegaram de um GPS e encontraram uma espécie de tesouro atrás de uma pedra. Assinaram uma revista e trocaram uns brinquedos (sim, em 2010 ainda havia itens para troca nas caches). "Acho que há uma meia dúzia em Portugal", disse-me ele. Depois de subirmos ao VG e de comentarmos a dificuldade que devia ser levar o cimento até lá acima, levou-me a encontrar o tupper e descemos, desta feita sem ser pela fenda. Fomos jantar com um outro amigo que mora em Rio Caldo. Um bife delicioso. Grande noite de copos.  

Escusado será dizer que no dia seguinte já estava no Geocaching.com a bisbilhotar e a registar-me. Afinal havia umas dez mil (!!!). E só mais tarde me viria a aperceber do quão afortunado tinha sido por ter a "Fenda da Calcedónia" como número 1. 

Nos primeiros meses fui timidamente aprendendo sobre a comunidade, e pouco depois frequentei o meu primeiro evento. Fui novamente afortunado por trabalhar no mesmo sítio que os SPY Team, equipa que entretanto se retirou mas que quem conhece há mais tempo o geocacher nortenho reconhecerá facilmente. O Rui fez muito por me integrar na comunidade. 

Não tenho dúvidas em considerar que o facto de ter tido um primeiro contacto de qualidade com este hobby foi preponderante para me aguçar a curiosidade. O apoio do SPY Team (que filme que era perceber as diferenças entre os diferentes modelos de GPSr!) também pesou mas, sobretudo, a comunidade geocacher que, mês após mês, marcava presença e me animava as segundas quartas-feiras, foram elementos que me ajudaram a ancorar o meu estilo de geocaching e a identificar cada vez mais com a brincadeira. Para mim, o Geocacher resume-se a aventura, convívio e paisagens / passeios.

O teu profile em Geocaching.com, assinala a tua localização em Braga. Como é ser geocacher em Braga?

Não é muito diferente de ser geocacher noutra localidade de dimensões médias. Em Lisboa e Porto podemos tropeçar em Geocaches. Aqui não - mas quase. De resto, as principais diferenças prendem-se com o facto de termos o mais belo "playground" do país mesmo à porta - refiro-me ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, e com a comunidade. Em Braga há uma comunidade mais veterana do que em outras cidades, que despontaram para o Geocaching mais tarde. Falei atrás dos SPY Team, mas podia falar de pessoas que hoje tenho como amigos e que vejo como modelos - não só de geocachers como de pessoas: o pxlobo, o Fernando Rei, a Oliveira, 20 ver, joom, pbrandão, entre outros. Não vou enumerar exaustivamente, para não arriscar esquecer-me de alguém relevante. Estas pessoas fazem a verdadeira diferença entre o Geocaching no norte e noutros locais. 

Na verdade, e curiosamente, pratico muito pouco geocaching em Braga, pelo que sob um ponto de vista dos containers e da forma como o geocaching é vivido no terreno, por estas bandas, tenho pouco a acrescentar.

 

Vamos falar sobre as tuas geocoins. De onde veio essa paixão?

Na verdade, como muito do colecionismo para muitas pessoas, não sei muito bem de onde veio a paixão. Recordo-me que achei piada ao conceito por detrás dos trackables. Fascinava-me que pudéssemos acoplar uma chapinha com um código a um objeto de troca e seguir os seus passos - mundo fora. Lancei alguns TBs e geocoins. No início, ainda sobreviviam, mas em meados de 2011 começaram a perder-se com mais regularidade. Coincidiu um pouco com a massificação do geocaching, com a escassez de containers de dimensões regulares e, por consequência, dos itens de troca. 

Quando mais tarde me cruzei com as geocoins pude acrescentar, ao conceito dos trackables, o conceito de uma "moeda comemorativa". Já gostava de comprar aquelas pequenas moedas que se encontram nas atrações turísticas, e estas geo-moedas têm maior diversidade de cores, acabamentos, metais e até formas - isto para não dizer que as temáticas variadas têm, em muitos casos, um especial significado para mim. Por coincidência, há vários assuntos que são caros à comunidade que também me tocam pessoalmente. Tudo somado e fiquei agarrado!

 

Quando é que começaste a tua coleção? Lembras-te qual foi a tua primeira geocoin?

Comecei a minha coleção durante o ano de 2011. Não tenho uma primeira geocoin, porque comprei uma mancheia, sem um significado particularmente forte. Muitas foram colocadas em circulação, e perdidas, até que desisti e comecei, então, a colecionar. Foi um erro que me saiu caro :).  

 

Qual é a "menina dos teus olhos" dentro da tua coleção, e o que é que a torna tão especial para ti?

Tenho várias geocoins que me tocam. Quando a comecei, tinha um critério muito lato - se gosto, compro. Rapidamente me apercebi que teria de começar a apertar o critério se queria fazer uma coleção de qualidade e com a qual me identificasse sem investir "mais que muito". Ao fim da primeira dúzia de geocoins, deixei de comprar "porque sim". Tudo o que compro é especial para mim. Por este ou aquele motivos diferentes. 

Se me obrigas a escolher uma menina dos olhos, não posso deixar de eleger a TB5FVZ1, porque foi a primeira - e única - geocoin que produzi, de forma autónoma.

Aqueles que estavam ativos em 2012 recordam-se da "febre" do 12-12-12. A comunidade geocacher sempre esteve muito ligada a datas especiais, e esta, além de ser a última em que dia mês e ano eram iguais, no século XXI, jogava também com a proximidade do fim do mundo, de acordo com o calendário maia. 

Tudo começou com uma ideia de quatro geocachers de Braga, que formaram os Bracara XII Eventus para dinamizar um evento local de dimensões épicas. Eu, o anjomaco, a Oliveira e o 20 ver.

Reunimos várias vezes e fomos planeando o evento até que um dia tropecei com a 12-12-12 Multievent geocoin, a produzir pelo Michael Poff, na Oakcoins. O desenho era do Mark "avroair" Clemens e Portugal já tinha alguns modelos na calha - para quem não saiba, o desenho destas multi-event geocoins são únicos, cabendo aos responsáveis por cada modelo a escolha de cores.

Suportei financeiramente a produção de 75 geocoins. Foi duro, mas no final voaram todas, e ainda tive a oportunidade de trocar alguns modelos com outros produtores e de conhecer "maluquinhos" das geocoins um pouco por toda a Europa e Estados Unidos. 

Como cereja no topo do bolo, o Multi-Event de Braga foi um sucesso. Um dos mais concorridos eventos de sempre na cidade dos arcebispos, com direito a uns Brunings fantásticos, a um peddy-paper à chuva e um convívio dos bons. É a minha menina dos olhos, por tudo isto. 

 

Quantas geocoins possuis atualmente?

Os números foram algo que nunca me preocupou sobremaneira. Na verdade, não sei responder à tua questão, porque os meus diferentes reports têm dados diferentes.

De acordo com o Trackables Collection, tenho 273 items. A verdade é que tenho geocoins por ativar em cima da mesa. Tenho sempre um backlog de geocoins :). É raro as coisas estarem totalmente arrumadas. O tempo também é meu inimigo. O meu Excel de controlo marca 277, e tenho 4 TBs, um respeitante a cada arquivador (assumo que seja essa  a causa da diferença nos números). Sempre que alguém encontra um dos TBs que estão na capa dos arquivadores, eu passo os códigos das coins que existem no seu interior. Era uma loucura e desgastaria as próprias moedas se estivéssemos constantemente a tirá-las para ver os tracking numbers, nos casos em que os números não estão visíveis nas faces.

 

Costumas ativar todas as tuas geocoins ou existem alguns itens que manténs inativos, estrategicamente?

Como dizia acima, ativo todas as geocoins. São um item de coleção. Posso não as ativar imediatamente, por quaisquer constrangimento, mas ativo todas as minhas geocoins. Inicialmente, tinha pretensões de adicionar a cada uma delas um listing completo com foto profissional e uma descrição curta. Infelizmente, após as 60, perdi mão à coisa e, agora, a coleção vale pelo seu aspeto físico, apenas. 

 

Fisicamente, como organizas ou arrumas a tua coleção?

Tenho a minha coleção organizada em pequenos arquivadores A5, o que leva a ter já quatro e a entrar no quinto em breve. Tento organizar por categorias, sendo que o critério geográfico se sobrepõe aos restantes. Por exemplo, tenho um arquivador só para geocoins nacionais e um só para geocoins alusivas a países que já visitei (tento adquirir pelo menos uma de cada). As restantes, como disse acima, comprei-as por diversos motivos e, nesses casos, organizo por temáticas ou coleção, quando aplicável. Não tenho muito mais critérios definidos... Ah!, o tamanho também conta. Gosto pouco de micro geocoins, razão pela qual as junto todas em algumas micas. Depois há algumas geocoins que, devido ao formato, acabam por estar arquivadas de forma diferente. Ou em expositores, ou em pequenas bolsas ou, como no caso da maior geocoin da minha coleção - o Queijo de S. Jorge, simplesmente pousada num armário (quando levo a coleção, pego no triângulo de queijo com o número e coloco numa mica no arquivador das geocoins portuguesas). 

 

Quais são os critérios que aplicas para adicionar geocoins à tua coleção? Tens alguns temas favoritos?

Já abordei um pouco este tema. Procuro ter o máximo de geocoins portuguesas na coleção. Há um produtor ao qual me recuso adquirir as moedas, porque já tive más experiências no passado, e nenhum critério se sobrepõe à honestidade. Mas é uma exceção. Depois procuro adquirir geocoins de países / locais que já visitei. Como gosto de viajar, tenho uma capa repleta de geocoins internacionais. Depois há aqueles temas caros à comunidade - datas, efemérides, milestones. Celebro tudo isso com uma geocoin, claro. Uso ainda o critério do significado emocional que determinada geocoin possa ter para mim e, por último, a estética pura. Se é bonita, diferente, e se vai acrescentar valor à minha coleção, então, é candidata a que eu a compre. 

 
Qual foi a geocoin mais cara que adquiriste e o que é que motivou esse "investimento"?

A Geocoin da Guitarra Portuguesa, versão limitada (a dourada). Encontrei-a a bom preço no ebay e licitei até um pouco mais alto do que normalmente faria. Não perdi a cabeça e, felizmente, consegui. O facto de ser uma geocoin portuguesa, de ser uma das mais bonitas e de estar relacionada com a música, outro dos meus hobbies, tudo junto, contribuiu para que eu pudesse inflacionar o valor da geocoin.

 

Onde costumas adquirir as tuas geocoins?

Em diversos locais. Nas mais diversas lojas on-line - não vou publicitar -, no eBay, diretamente ao produtor, nos eventos, etc. Não há muitos segredos aqui, e o tio Google também ajuda.  

 

Já tiveste oportunidade de levar a tua coleção a algum evento de geocaching?

Já levei a vários, mas cada vez levo menos. A coleção completa já pesa alguns quilos, e a própria logística do transporte começa a ser complexa. Só em eventos muito particulares é que levo a coleção.  


Se outros colecionadores de geocoins (ou não) quiserem ver a tua coleção poderão fazê-lo? Se sim, de que forma?

Podem sempre vê-la. Não sou particularmente zeloso da minha coleção. Se forem do norte, podem vir a Braga que abro-lhes a porta do Museu - leia-se a minha casa. Se forem de mais longe, pode dar-se o caso de terem que esperar por um evento. Como disse há pouco, comecei por tentar ter fotografias profissionais das geocoins. Aqueles que já tentaram tirar fotos a moedas sabem que, apesar dos imensos truques que se encontram e que ensinam a fotografar este tipo de detalhe com tantos brilhos e reflexos, a tarefa não é nada fácil. Em tempos pedi a um amigo amante de geocoins e de fotografia que fizesse um serão a fotografar, mas acho que quando ele soube o número de moedas em questão desistiu da ideia. Assim, tenho apenas cerca de cinquenta fotografadas, e essas podem vê-las na minha página do Facebook. Contudo, são as primeiras, aquelas em que eu tinha menos critérios de aquisição e, portanto, são também - algumas - as menos interessantes. Espero um dia conseguir convencer um amigo fotógrafo a fazer este trabalho duro, para ter um museu digital das geocoins. 

 

Costumas falar com outros colecionadores de geocoins? Que ideias costumam trocar?

Não falo muito. Na verdade, ando pouco ativo no panorama do geocaching, e as minhas interações são pontuais e pouco complexas. Quando tenho a oportunidade, falo sobre modelos e geocoins específicas que, por algum motivo, naquele momento me despertam a curiosidade. Falo também da produção. Ainda não desisti da ideia de cunhar uma geocoin própria, mas para isso precisava de encontrar âncoras e temáticas fortes. Ainda não cheguei a esse ponto.  

 

Além de geocoins, fazes mais algum tipo de colecionismo?

Não sei se se pode chamar colecionismo. 

Inscrevi-me recentemente no Postcrossing e arquivo todos os postais que recebo por país e ordem de chegada, mas o motivo pelo qual faço postcrossing não tem nada a ver com o colecionismo, mas sim com a possibilidade de descobrir pequenos belos recantos do nosso mundo e trocar algumas palavras simpáticas com desconhecidos. 

 

De todas as geocoins que conheces ou que já tiveste oportunidade de apreciar, qual é o "item especial" que sonharias adicionar um dia à tua coleção?

Lembro-me como se fosse ontem do dia em que me cruzei com o Jon Stanley no GeocoinFest Europe @ Lisboa. Batemos algumas bolas acerca da forma como ele colocou a "001" (coloquem o tracking number 001 no site e verão) em circulação, e das ideias que deram origem às geocoins. Claro que, logo depois, tirei uma selfie com o Moun10Bike e a 001 na minha mão. Ainda pensei sair evento fora a correr com ela no bolso e guardá-la para mim mas... Achei melhor não o fazer! Não deixa de ser um pedaço da história do Geocaching e das geocoins. Sem dúvida elegeria a 001 como o meu item de sonho. Jon, can you read this? 


E para quem está tentado a entrar no mundo das geocoins, que concelho darias?

Ainda vão a tempo de desistir! 

Agora a sério. Há diferentes formas de estar no colecionismo, e o colecionismo de geocoins não é exceção. Estamos perante um tipo de colecionismo que até é algo caro, e o primeiro conselho é claro: apertem, desde cedo, os vossos critérios. Não se preocupem com a quantidade de geocoins da vossa coleção, mas sim com o tipo de itens que pretendem adquirir e que tipo de coleção vão querer montar. O resto virá naturalmente com a consulta aos fóruns, aos produtores, aos eventos. O colecionismo é algo viciante, pelo que é necessário termos sempre os critérios de coleção presentes. É muito fácil entrar numa loja on-line e, clique após clique, sair da loja com centenas de euros em geocoins que, se calhar, não queríamos assim tanto ter na nossa coleção. 

Sempre que tiverem dúvidas, lembrem-se que há por aí muito "maluquinho" que está disposto a dar-vos umas dicas.

Ah!, e mais importante de tudo: não se esqueçam que o Museu das Geocoins, no Geopt, também tem material de qualidade!  

 

Muito obrigada pela tua disponibilidade João! Um abraço. Até breve, no Continente ou nos Açores, quem sabe!

Obrigado eu, por me terem dado este passe VIP para conhecer o Museu das Geocoins e partilhar a minha experiência. Espero que alguém a considere interessante, e estou completamente disponível para trocar ideias sobre geocoins.

 

CURIOSIDADES

Cromo #9: http://www.geopt.org/index.php/artigos/outros-artigos/cromos-by-pika7/item/2659-9-coleccao-de-cromos-by-pika7

Geopt: autor de vários artigos sobre geocoins na GeoMagazine

Saturday, 30 May 2015 09:00

Geocoin #001: Compass Rose 2010 Geocoin

A Compass Rose 2010 Geocoin continua a tradição de celebrar o espírito da descoberta e da navegação marítima. Esta versão, a Compass Rose 2010 Geocoin apresenta as ilhas históricas e lendárias dos Açores: um arquipélago de ilhas verdejantes situado no meio do Oceano Atlântico, cada uma com o seu próprio caráter individual e charme. Este arquipélago de ilhas vulcânicas tem uma história rica, sendo um ponto de passagem essencial e estratégico nas viagens de exploradores, pioneiros e piratas. Existem lendas que falam de uma história ainda mais profunda que sugere que estas ilhas poderiam muito bem ser os restos de um poderoso império: o Continente Perdido de Atlântida.

 

A Compass Rose 2010 Geocoin apresenta cinco combinações de cores deslumbrantes, cada uma representando a sua própria ilha:

Santa Maria: A primeira ilha a ser descoberta por um explorador Português corria o ano de 1427. Esta geocoin banhada em prata antiga, tem várias cores que representam as flores da ilha.
Pico: esta ilha conhecida como a "Ilha Negra" devido ao fato de a sua terra ser preta vulcânica. A Ilha do Pico possui a montanha mais alta de Portugal, que é na verdade um vulcão ativo. Esta geocoin é banhada em níquel preto na frente e bronze antigo na parte de trás.
 
Terceira: A terceira ilha a ser descoberta é também a terceira maior do arquipélago. É conhecida como a "Ilha Lilás" devido à coloração distinta dos seus pôr do sol. Utilizou-se o tema de cor lilás e a geocoin é banhada com níquel polido.
 
Corvo: A "Ilha do Corvo" é a menor e mais remota dos Açores. Ela possui o impressionante Caldeirão, uma cratera vulcânica mais de duas milhas de largura. Usando um tema de cor mais escura que corresponde ao Corvo, esta geocoin é banhada em níquel preto.
 
Flores: Ilha que tem uma enorme abundância de flores silvestres, as águas desta ocidental ilha mais uma vez foram controlados por piratas. Cores mais escuras foram usadas para assemelhar-se aos piratas de lore, e é banhada a ouro polido.
 


Existem igualmente 2 versões limitadas:

Graciosa: feita em níquel preto com cores claras.
Yemon Yime: feita com cores verdes e acabamento em bronze.

O design do rosa dos ventos é baseado num gráfico de 1595 da cidade de Angra do Heroísmo (ilha Terceira) feito por Huygen van Linschoten. A pedra preciosa cintilante situa-se no centro da bússola.

Fonte: Compass Rose 2010 (coinsandpins.com)

FICHA TÉCNICA

NOME: Compass Rose 2010 Geocoin

DATA: Dezembro de 2010

VERSÕES: Santa Maria (RE), Pico (RE), Terceira (RE), Corvo (RE), Flores (RE), Graciosa (LE) e YCR MMX (LE)

FORMATO: Circular

TAMANHO: 50,8 mm x 3 mm

PESO: 58 g

QUANTIDADES: Santa Maria (RE), Pico (RE), Terceira (RE), Corvo (RE), Flores (RE), Graciosa (LE): quantidade desconhecida; YCR MMX (LE): 42 geocoins

DESENHO: Yemon Yime

PRODUÇÃO: Coins and Pins

PREFIXO: CR

ICON PRÓPRIO: Sim

Regular Edition

Limited Edition

CURIOSIDADES: RE: 3428 geocoins registadas; LE: 233 geocoins registadas

LINKS:

Fórum GeoPT: http://www.geopt.org/index.php/board/viewtopic.php?f=15&t=1291&hilit=compass+rose+2010
BD Portuguesas: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1OBB5XbfTHGH52QChu6PMkGr1of9DobARfQT8Meq7EsE/edit#gid=0
Compass Rose: http://www.compassrosegeocoin.com/2010.php
SSOCA: http://wiki.ssoca.eu/Compass_Rose_Geocoin_2010

Page 5 of 6
Geocaching Authorized Developer

Powered by Geocaching HQ
Geocaching Cache Type Icons © Groundspeak, Inc.
DBA Geocaching HQ.
All rights reserved. Used with permission.

Newsletter