20de Abril,2021

Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal

MónicaDias

MónicaDias

Geocaching - a actividade que nos diz tanto, que nos vicia, que nos agarra às coisas mais simples da vida, tais como a descoberta de uma paisagem inesquecível, ou mesmo de um convívio animado.

 
 
Quantas vezes deste por ti a pensar “Se não fosse o geocaching nunca conheceria este lugar”? Quantas vezes tiveste que te aventurar para chegares àqueles metros quadrados de “terra” onde o tesouro se encontra escondido?! Mas todos os esforços para chegar são recompensados: poder contemplar a natureza, o espaço envolvente, tudo isso torna aquele momento numa memóriaúnica de geocaching.
 
E dessas aventuras inesquecíveis, quantas já te levaram a cavidades, grutas, algares...? Como geocachers conscientes, há algumas coisas que precisamos saber em relação a estes paraísos subterrâneos. Cada cavidade tem um ecossistema próprio. A definição de ecossistema compreende todos os elementos de uma determinada área, incluindo os elementos vivos e os não vivos, como o ar, o solo e a água, bem como todas as interacções que ocorrem entre esses elementos.
 
A nossa presença numa cavidade tem sempre algum efeito negativo sobre o ecossistema da mesma. Cabe-nos adoptar as atitudes mais correctas para minimizar “os estragos”. Ao entrar numa gruta ou algar encontramos vários seres vivos que ali vivem, ou apenas utilizam o espaço como abrigo. Os mais comuns e já conhecidos por muitos geocachers são os morcegos.
 
Os morcegos existem na terra há 50 milhões de anos e são os únicos mamíferos com capacidade de voar.
Além de possuírem visão, muitas espécies de morcegos são capazes de voar e apanhar insectos na total escuridão, graças à capacidade de emitir e detectar impulsos ultra-sónicos (ecolocalização).
Os morcegos são muito importantes pois comem toneladas de insectos por ano. Um bom e esperto morcego insectívoro pode devorar mais de 600 mosquitos por hora, fazendo assim um rigoroso controlo de população e prevenção de pragas.
 
As espécies que se alimentam de frutas espalham sementes de centenas de espécies de árvores, contribuindo desta forma para a regeneração de florestas. Cada morcego pode transportar mais de 500 pequenas sementes por cada noite.
Algumas das particularidades biológicas destes seres vivos têm vindo a ser utilizadas na investigação médica e farmacêutica, como o estudo de mecanismos de orientação em invisuais com base na ecolocalização e o desenvolvimento de anticoagulantes baseados em proteínas da saliva dos morcegos que se alimentam de sangue.
 
Sabendo agora da importância dos morcegos para a biosfera, será que os geocachers são sensíveis a estes mamíferos? Estamos a errar? Se estamos, o que podemos fazer para os proteger? A resposta passa por ter o conhecimento: Conhecer para intervir.
Os morcegos são espécies particularmente frágeis por terem uma capacidade de recuperação populacional muito reduzida. Esta baixa capacidade deve-se principalmente a uma maturidade sexual tardia e uma taxa de reprodução muito baixa (a maioria das espécies só tem uma cria por ano). Adicionalmente, o carácter colonial da maioria das espécies, que se concentram num número reduzido de locais, aumenta a sua vulnerabilidade.
 
A perturbação dos abrigos, em particular no caso dos subterrâneos, é nefasta, particularmente nos períodos de maternidade e hibernação.
Em Portugal, os morcegos acasalam no Outono. Mas com o terminar desta estação, o frio e a escassez de alimentomlevam os morcegos a hibernar, o que inviabilizaria o desenvolvimento da recente gravidez. Mas o corpo das fêmeas está preparado para “guardar” a nova geração que nascerá em Junho. Cada fêmea de morcego tem apenas uma cria, que amamenta durante mais ou menos seis semanas. Voar com a cria em busca de alimento pode tornar-se pesado, razão pela qual a maioria das espécies deixa a cria no abrigo (berçário) enquanto se vai alimentar a cria fica vulnerável.
 
Se ao olhar para uma colónia detectares “manchas rosas” ou morcegos “mais volumosos” suspeita da existência de crias e abandona o local o mais rápido possível, sem perturbar a colonia. As crias, assustadas, podem cair ao chão ou, nos casos mais graves, as mães podem abandonar os abrigos e, consequentemente, as crias morrem de fome.
 
Em Portugal considera-se que o período de hibernação de morcegos se estende desde Outubro a Março, embora seja mais notório de Novembro a Fevereiro.
A hibernação deve-se à diminuição da temperatura ambiente, mas também da quantidade de alimento disponível ou ao estado reprodutivo.
 
 
Durante a hibernação, os morcegos penduram-se imóveis em tectos, fissuras, ou buracos. Desde que a temperatura do abrigo se mantenha ligeiramente acima da temperatura de congelamento, os morcegos mantêm a temperatura corporal pouco acima da temperatura ambiente, não baixando, normalmente, dos 6ºC. Nestas circunstâncias o consumo de oxigénio, assim como o batimento cardíaco, baixam significativamente, e praticamente toda a energia utilizada passa a ter origem no metabolismo da gordura. Ao mesmo tempo, o animal sofre diversas alterações internas, como a diminuição de volume de alguns órgãos e quebra de tecidos. Por exemplo, no morcego Lasiurusborealis, fora do período de Inverno, o ritmo cardíaco é de 250-450 pulsações por minuto em repouso e cerca de 800 pulsações por minuto em voo.
 
Quando em hibernação, o ritmo cardíaco baixa para 10-16 pulsações por minuto. O sangue pára de irrigar os membros, e apenas océrebro e o coração mantêm um fluxo sanguíneo normal. O morcego respira devagar, podendo passar uma hora sem respirar. Se entrares numa gruta no período de hibernação e te deparares com uma colónia de morcegos, a atitude mais correcta é retirares-te imediatamente do local, de forma a não perturbar a mesma, pois o acordar frequente pode levar ao gasto prematuro das reservas alimentares, podendo implicar nos casos mais graves a morte dos
indivíduos.
 
A Federação Portuguesa de Espeleologia desenvolveu uma listagem das cavidades naturais e artificiais que estão classificadas como abrigos de Importância Nacional, onde estão indicados os períodos em que as visitas são interditas e desaconselhadas (link).
Esta informação é muito importante para os geocachers, pois há inúmeras caches nos locais listados. Não programes a tua visita a estas cavidades nas épocas de hibernação ou maternidade. Se conheces caches localizadas em abrigos de Importância Nacional ou em qualquer abrigo que contenha colónias de morcegos, informa-te com o owner se é necessário entrar na cavidade para encontrar a cache e sensibiliza-o para esta situação, para que juntos possamos fazer melhor e proteger estas e outras espécies.
 
Morcego de Ferradura mourisco
 
Segundo dados recentes do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), existem 27 espécies de morcegos em Portugal Continental. Enquanto determinadas espécies se conseguiram adaptar bem à progressiva humanização da paisagem, outras (infelizmente, a maioria) têm vindo a regredir, estando mesmo à beira da extinção. No território continental, as mais ameaçadas são o morcego-rato-pequeno (Myotisblythii), o morcego-de-ferradura-mourisco (Rhinolophusmehelyi) e o morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale). No entanto, independentemente do seu estatuto de ameaça, todas as espécies estão protegidas por legislação nacional (desde 1967, por um decreto que reconhece a necessidade de proteger os morcegos) e internacional (Directiva Habitats, Convenção de Berna e Convenção de Bona, de que resultou o Eurobats)
 
Como proceder?
 
• Evitar entrar nos abrigos nos períodos de Hibernação e Maternidade;
• Evitar ruídos e emissões de ultra-sons (não sussurrar, não abrir ou fechar fechos éclair);
• Evitar focos luminosos/flash de máquinas fotográficasmpara o local da colónia;
• Sempre que encontrares uma colónia, deves informar as autoridades competentes (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ou a Federação Portuguesa de Espeleologia);
• Os períodos menos sensíveis são entre Dezembro, Janeiro e Fevereiro - (link)
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Friday, 28 November 2014 17:00

Vida de Hostel

O que é um hostel? Bom, certamente é um estabelecimento de hotelaria. Ou seja, as pessoas pagam para dormir neles. É quase a única coisa consensual. São tidos como económicos, mas em alguns países são caros como o diabo. Há pessoas que imaginam que ficar num hostel implica partilhar o meu espaço com desconhecidos. Em alguns casos é, noutros nem por isso. Há os que incluem pequeno-almoço no preço e os que não o fazem. Os modernos a apelar para o mercado jovem e os pirosos. Os enormes e os pequenos. Na realidade é quase impossível definir o que é isto, em termos finais. O melhor é mesmo aderir aos lugares comuns, aquilo que a maioria das pessoas pensa que é um hostel: é barato, vocacionado para o viajante jovem e descontraido, e a opção mais económica é mesmo o “dormitório” ou “camarata”, em inglês o vulgo “dorm“. Com quantas mais camas mais barato. Geralmente em beliche, chegam a haver quartos com capacidade para mais de 30 hóspedes. Mas a média, diga-se em abono da verdade, é bem inferior… 8 ou 10 pessoas, talvez. Quase todos têm uma cozinha à disposição dos clientes e os mais agradáveis dispôem de um ou mais espaços de convivio.

E porque é que têm saída? Já disse que são as opções mais em conta? Pois. São baratos. E quando são caros é porque o hotel comum ou a pensão o são ainda mais. Mas há quem adore o conceito e por mais rico que fosse continuaria a escolher ficar em hostel. Depois, a localização, que por artes mágicas tende a ser no centro, naqueles sítios de onde depois se vai a pé a quase todo o lado. E há algo de especial nesta coisa de chegar a um espaço onde existem grandes probabilidades de nas próximas horas os desconhecidos com que o vamos partilhar se tornem amigos ou, vá, pelo menos conhecidos.

Chega-se. Alguns preferem fazer a marcação com antecedência, e para esses o meio de reserva é na maioria dos casos o www.hostelworld.com, o website dominante no que toca a procurar e escolher hosteis. Mas o www.booking.com também inclui muitos estabelecimentos deste tipo e por vezes as condições oferecidas são melhores. Outras, não. É sempre melhor consultar ambos os websites, só para ter a certeza que conseguimos o melhor negócio. Há muita malta, mais amiga do improviso, que simplesmente bate à porta e pergunta se há camas livres, e geralmente há.

Tratada da papelada, alguém nos há-de mostrar as instalações. O quarto, os espaços comuns. Há que aprender as condições gerais… se há chá e café de borla, se o frigorifico pode ser usado. Como é com os cacifos? A porta do quarto fecha-se ou deve-se deixar aberta? Cada um terá o seu guião, os espaços e as ofertas de que se orgulham. Pode ser um jardim interior, um terraço no telhado, uma colecção de videos e de livros. E pronto, chegada a esta fase estamos por nossa conta. Depois, é fazer contactos, se nos apetecer, ou sair para a rua, explorar a cidade sem limites.

Chega a hora da deita e potencialmente os problemas. Os vizinhos de quarto podem ser barulhentos. Ou os do quarto ao lado. Podem, mas geralmente não são. Depois de muitos e muitas noites passadas em dormitórios, apenas uma vez ou outra fui incomodado, geralmente de forma bem acidental e por um curto espaço de tempo. O mais incomodativo pode ser o ressonar, nada que uns tampões de ouvido não resolvam. Mas apesar destes problemas, que têm sido mais potenciais do que reais, continuo fã incondicional do ambiente de hostel. Adoro aquele trocar de impressões e de informação constante. De onde vieste? Para onde vais? Como é aquilo lá? A sério!? Porreiro… e algum sítio que não possa perder? Ah… OK… OK…. óptimo… olha, obrigadão, não me vou esquecer. Ou então os longos serões de volta de uma garrafa de vinho, a conversar sobre as coisas da vida e do mundo com perfeitos desconhecidos, só pelo prazer de o fazer. Há sempre algo a ganhar deste contacto com outros viajantes. Ideias, informação e mesmo alguns bens… aquele mapa que já não é preciso mas a mim vai dar jeito, o bilhete de transportes públicos que ainda está válido por mais dois dias.

E depois, há os próprios colaboradores do hostel, fontes importantes de conhecimento local, geralmente prontos a resolver qualquer problema, a obter detalhes sobre isto ou sobre aquilo caso não detenham a informação de momento.

É curioso observar a que a cultura de hostel muda, ligeiramente, de país para país, e muito mais de continente para continente. Em Portugal são casos sérios, levados a sério pelos seus proprietários, sempre nos prémios dos melhores hosteis do mundo, dominando pela qualidade. Vai-se para a Ásia e tornam-se em pequenos hotéis económicos, com dormitórios mas também quartos que são a preços tão baixos que se tornam padrão.

Se gosto de hosteis? Sim, gosto. Gosto de poupar, de poupar de tal forma que o que deixo de gastar em hóteis, apartamentos, guesthouses e afins, me dá para pagar a viagem seguinte. Gosto de conhecer pessoas e fazer amizades. De ter informação de qualidade. Do ambiente jovem e descontraido. Das diferentes personalidades de cada hostel.  De forma que em artigos vindouros vos narrarei algumas das experiências mais interessantes que tive pelos hosteis desse mundo fora.

Artigo do blog Cruzamundos. Mais textos em http://www.cruzamundos.com/

Saturday, 22 November 2014 17:00

Crónica da Final

Decorreu no passado domingo, 16 de Novembro em Praia do Ribatejo a fase final da Mini-Super Liga (geopt-) 2014.

Depois duma fase Regional bastante competitiva, sobretudo na zona Sul, aguardava-se com enorme expectativa a forma física das equipas que de ano para ano têm vindo a reforçar a qualidade competitiva do torneio. Quis o sorteio que as três equipas vencedoras da fase Regional calhassem todas no grupo B, o grupo da Morte, onde os campeões em título os DNF Sport seriam inequivocamente o alvo a abater.


No grupo A, a outra equipa nortenha, os 20cachar, logo de início demonstraram a sua superioridade face à concorrência, cilindrando o GeoLeiria com um conclusivo 8-1 e praticamente carimbando de imediato o passaporte para as meias-finais, onde os sadinos do GeoMoscatel Roxo lhes fizeram companhia ao vencerem o GeoLeiria por 4-3, depois de estarem a perder por 3-0.

No grupo da morte, os DNF Sports qualificaram-se para as meias finais aviando chapa 4 em ambos os jogos e deixando ao GeoRibatejo A e ao GeoMoscatel Torna Viagem o ónus de demonstrar quem teria mais mérito em os acompanhar. Um jogo muito equilibrado onde bastou um golo dos ribatejanos sem resposta dos sadinos para seguirem para as meias-finais, onde iriam defrontar os 20cachar.

Mais uma vez o GeoRibatejo A viria a cair nas meias-finais (uma sina que os tem acompanhado nos últimos anos), demonstrando ter um futebol insuficiente para os nortenhos que os venceram por um claro 3-0, seguindo directos para a final.

Na outra meia-final, os DNF Sports não tiveram grande dificuldade em ultrapassar com um concludente 5-1 o GeoMoscatel Roxo que na sua estreia numa fase final se mostrou bastante agradado com os resultados alcançados.

Foi sem grande surpresa que a final viu frente a frente as duas representantes do norte, que já no ano anterior se tinham cotado como das mais competitivas em campo. Depois de um arranque fortíssimo dos DNF que se avançaram no marcador por 2-0, os 20cachar ainda conseguiram meter algum equilíbrio e expectativa no jogo, igualando a partida a 2, mas com uma ponta final de grande nível, os DNF Sports estabeleceram o resultado final de 4-2, revalidando o título de campeões nacionais.


Para o Norte seguiu também a taça de melhor marcador. Foi para as mãos do Gueu que com os seus 13 golos apontados se revelou como um importante activo na revalidação do título dos DNF Sport.

Uma palavra de enorme apreço e agradecimento ao Nunogil, que se voluntariou para arbitrar de forma imparcial (apesar de alguns erros de avaliação que eventualmente possa ter cometido e que são parte integrante do jogo) os nove jogos da fase final, servindo também de fisioterapeuta e de psicólogo a alguns jogadores. Vénia!!

Agradecimento especial a algumas pessoas que se empenharam para que esta grande festa tivesse tamanho brilho: GeoRibatejo, em particular a equipa C liderada pelo Sammendes e Afelizardo, às respectivas esposas e a todos aqueles que trabalharam duro durante a semana para nos proporcionarem esta fantástica e deliciosa patuscada onde não faltou absolutamente nada. Tudo delicioso, feito com amor e carinho, de caras! 

Um abraço especial para o Daniel Dias que tratou de toda a logística relacionada com a cedência do pavilhão por parte da Junta de Freguesia de Praia do Ribatejo, cujo presidente, Sr. Benjamim Reis serviu também de anfitrião na visita guiada ao museu da freguesia.

Muito obrigado a todos os participantes, jogadores (vencedores e vencidos), apoiantes ou simplesmente espectadores que elevaram o espírito do torneio.



Um último, mas não menos importante obrigado ao patrocinador oficial do torneio, Atelier Melo, pelos fantásticos brindes e formidáveis presentes que abrilhantaram de sobremaneira este torneio.

Para o ano haverá mais, eventualmente noutro local, eventualmente noutros moldes.

 

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