19de Setembro,2020

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ValenteCruz

ValenteCruz

Saturday, 20 April 2019 10:00

Pela Barca em Santo Antão

Em rota para uns momentos alargados junto ao Douro Internacional, decidimos passar por Santo Antão da Barca de Alfândega da Fé (GC5EAYH). A curiosidade tinha sido desperta há alguns anos atrás numa passagem pela ponte a montante e numa altura em que a albufeira praticamente ainda não existia. Ao contrário do que supúnhamos, o acesso ao local não é directo desde o IC e a estrada de terra ainda dá algumas voltas. À medida que íamos descendo começaram as paragens para fotografar e apreciar as vistas, que são verdadeiramente sublimes.

Chegados ao santuário, começamos por percorrer o espaço, contornando o espelho de água. Para onde quer que se olhasse apetecia tirar uma foto. As barragens deixam-nos sentimentos mistos. Por um lado fazem desaparecer locais interessantes e podem ter um grande impacto natural; por outro lado compreendemos a utilidade energética e permitirem ainda o aparecimento de albufeiras espetaculares, como esta do mítico Sabor, um rio que já ofereceu grandes aventuras pelas suas margens inóspitas.

O espaço parece oferecer excelentes condições. Ficamos inclusive com a sensação que poderá estar a ser desaproveitado, quer pela existência de estruturas sem uso, como pelo já referido acesso deficitário. Seja como for, o local tem todas as condições para se tornar num excelente pólo turístico da região. Aproveitando que já passava do meio-dia e a viagem ainda ia a meio, decidimos estender a toalha e almoçar por ali. No final, subimos o monte e fomos fazer mais alguns registos, tanto fotográficos como geocachianos. Para mais tarde recordar e regressar!

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Os mosteiros sempre exerceram sobre mim um estranho encanto. Quer fosse por ter crescido em fascínio perto de um, por imaginar a vida estendida pelo ascetismo e bucolismo para lá do que poderia compreender ou simplesmente pelas histórias de passagens secretas para tesouros de metáforas inimagináveis.

A curiosidade sobre o Mosteiro de Grijó revelou-se sobretudo pela proximidade atual e no âmbito de uma visita recente à Serra do Pilar. Porém, bastaram poucas pesquisas e imagens para antecipar a viagem. Chegados à vila, ainda mal tínhamos contornado em espanto o tamanho da quinta murada quando entrámos no pórtico exterior e assentamos o olhar na imponente fachada, ladeado por algumas placas que lembram a passagem e inspiração de Júlio Dinis.

Como era hora do almoço, e não era possível visitar no imediato o mosteiro, fomos dar uma caminhada pela história. O corredor de árvores seculares oferecia uma boa sombra e lembrava a passagem lenta do tempo. Saindo do perímetro, seguimos na direção do Padrão Velho, do qual haveríamos de ouvir falar mais tarde, e continuámos na direção do Aqueduto da Amoreira, que já terá esquecido a sua função original e por agora vai servindo de divisória de trânsito. Ainda assim, mantém o seu encanto.

De regresso ao mosteiro, fomos tocar à campainha do edifício. Surgiu então o sr. Adelino, de simpatia em riste e com a história do local na ponta da língua. Inocentemente, ainda perguntámos se a visita era paga. Mal sabíamos que estávamos prestes a divagar pelo tempo na mestria de quem parece gostar do que faz acima de qualquer preço, verdadeiramente como se fosse um propósito de vida, numa das mais interessantes visitas do género que já fizemos.

Encantados, fomos andando de pormenor em pormenor, desde a história minuciosa do edifício, ao claustro e às suas figuras, passando pelo magnífico túmulo de d. Rodrigo Sanches, o segundo mais antigo de Portugal, e naturalmente pela fabulosa igreja. No final, ficou a certeza que tanto pela história como pela arte de a contar, o Mosteiro de Grijó é de visita obrigatória! Fica a vénia secular pela partilha!

  

 

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Monday, 01 April 2019 10:00

Castro de Ovil - Surpresa!

Num dia de primavera a cheirar a verão, depois de uma manhã a deambular pela maresia esmorizense, subimos o monte à descoberta do Castro de Ovil. A proximidade do mar torna um pouco estranha a existência de um castro pré-histórico na zona. De qualquer forma, já na altura parecia haver uma certa sensibilidade para a qualidade de vida. Entrámos pela zona industrial e paramos ao sinal do velhinho Vouginha. Atravessamos e linha e rapidamente chegamos ao início do trilho pelo castro.

Prosseguimos pela direita e, viajando no tempo, paramos junto às primeiras construções arqueológicas. Redescobertas à relativamente pouco tempo, nota-se que boa parte das estruturas foram reconstruídas e o espaço parece bem preservado. Subimos mais um pouco e na outra encosta descobrimos mais um aglomerado de ruínas, com a parte superior pintada de branco, numa moldura circundada por uma natureza distintiva e muito fotogénica, sem a pressão eucaliptal que muito prejudica outras paisagens na zona.

Depois do castro faltava a surpresa. Descemos pelo trilho e, quais Indianas pelo tempo perdido, fomos à descoberta do papel esquecido. Cerca de século e meio após a construção, a fábrica de papel desapareceu pouco depois da revolução de abril. Subsistem algumas paredes em ruínas, pintadas pelas heras. Tudo o resto parece ter sido tomado pelo esquecimento. Mais abaixo, o ribeiro vai correndo vagaroso para a barrinha, a meio caminho do fim, com o mar ali tão perto. A espuma que vai aparecendo aqui e além evidencia restos de poluição que teimam em persistir. Ainda assim, parece ser insuficiente para os patos emigrarem.

Como o local é propenso à aventura, andamos por ali perdidos a explorar os recantos e a fotografar os momentos. Apesar de parece frágil, ainda aguenta bem com os nossos devaneios. Mais à frente, a ponte de madeira também já teve melhor dias e estabilidade. O início de algumas obras de requalificação parece ser um ponto de viragem no abandono e ficamos curiosos sobre o aproveitamento turístico que ali irá nascer. O castro, as ruínas da fábrica, o ribeiro e o arvoredo diversificado são motivos suficientes de interesse para visitar e regressar!  

Ainda armados em Indianas, faltava apenas concluir a "caça ao tesouro dos tempos modernos". E é por estas e por outras que gostamos de geocaching e da sua mais-valia em descobrir locais interessantes que de outra forma passariam despercebidos!

 


Artigo publicado em cruzilhadas.pt

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