07de Julho,2020

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ValenteCruz

ValenteCruz

Sunday, 21 July 2019 10:00

Love Love Arouca

Aventura, Desporto, Natureza e Geocaching - Uma Experiência Mágica!

Adventure, Sport, Nature and Geocaching - A Magic Experience!

 

17 agosto 2019
august 17, 2019

10:00AM - 23:45PM

 

Programa / Events:

-> Dia/day 15 - Love Escarpas da Mizarela

-> Dia/day 16 - Love Drave

-> Dia/day 17 - Love Rio de Frades

-> Dia/day 18 - Love Passadiços do Paiva

 

 ... para que possas desfrutar ainda mais deste paraíso!

.... so you can have more time to enjoy this paradise!

 

Programa 

 

15 Agosto

(quinta-feira)

16 Agosto

(sexta-feira)

17 Agosto

(sábado)

18 Agosto

(domingo)

9:30h Abertura do check-in Abertura do check-in Abertura do check-in Abertura do check-in
9:30h GC85XPG - Love Escarpas da Mizarela   GC85W0G - Love Drave  GC85XPQ - Love Rio de Frades   GC85XX1- Love Passadiços do Paiva 
  N 40° 51.079 W 008° 16.958 N 40° 51.650 W 008° 07.050 N 40° 52.565 W 008° 11.480 N 40° 57.185 W 008° 10.591
  9:30h - Visita às Pedras Parideiras** 9:30h – Encontro em Regoufe 9h - Canyoning Rio de Frades* 9:30h – Encontro na Praia do Areinho - Rio Paiva*
  10:30h – Visita ao Radar Meteorológico** 10h – Início do percurso 9:30h – Encontro em Rio de Frades 10h – Início do percurso "Passadiços do Paiva"
  11:30h – Início do percurso 13:30h – Visita à aldeia, lagoas e ribeiras em modo CITO 10h – Início do percurso "Caminho do Carteiro"  
  14:30h – Paragem na cascata da Mizarela 18h – Visita às minas de Regoufe 14:30h – Início do percurso pelo rio, Indiana ao Abismo  
12:30h Almoço Livre Almoço Livre Almoço Livre Almoço Livre
14:30H     Love Green Heart 4x4*  
      N40° 52.397 W 008° 17.501  
15:00h       Love Escalada na Frecha da Mizarela*
        N40° 52.397 W 008° 17.501
15:00h   Visita ao Museu de Arte Sacra*   Fit Brasil by Bruna Teixeira
16:00h Go go go… Adventure Lab N 40° 55.682 W 008° 14.818 Peddy-paper N 40° 55.710 W 008° 15.151
  N 40° 55.710 W 008° 15.151   N 40° 55.710 W 008° 15.151  
17:00h       Desligar dos GPSs
19:00h   Jantar no restaurante "O mineiro" *    
20:00h Jantar Livre Jantar Livre Jantar Livre  
21:30h Say Cheeeeese! - Concurso de Fotografia Visita Guiada - A vila no meu pé… Happy Love, Geocaching!  
  N 40° 55.710 W 008° 15.151 N 40° 55.710 W 008° 15.151    
23:00h Encerramento do check-in Encerramento do check-in Encerramento do check-in  
Piscina Municipal (todo o dia) 1 euro
         
    * Inscrição paga e limitada   
    ** Inscrição Obrigatória e Gratuita   

 

[PT]

E se, de repente, se abrisse, diante de si, na paisagem rochosa, nos rios que correm com pressa, no verde da paisagem, no silêncio da montanha, um livro vivo, contando a história da Terra?

Quem chega a Arouca não consegue deixar de surpreender-se a cada passo, e o destino não é apenas o fim da viagem. É, antes, o início de uma outra aventura, recuando no tempo, até ao início de uma história com mais de 500 milhões de anos.

Mas, mais do que chegar, é preciso viver. E esse viver passa pelas experiências únicas que aqui se abrem. Há percursos pedestres para percorrer, conhecer e registar nos melhores álbuns fotográficos da memória. Trilhos fabulosos para deixar a aventura correr, em BTT. Explosões de adrenalina, nos desportos de aventura do Paiva. Aldeias tradicionais, que guardam e projetam para o futuro a memória de quem aqui viveu e vive. O artesanato, o folclore, as tradições, que continuam a contar a história de Arouca. E tudo isto, tudo o que faz parte de nós e nos define, está aqui guardado, preservado e à espera de ser contado e deixado como herança aos vindouros.

Arouca... um território a descobrir... um "Love Love" para viver!

[EN]

What if suddenly you were presented with a live book telling the history of the Earth represented on the rocky landscape, the rivers running in a hurry, the green of the landscape, and the silence of the mountain?

Those who arrive in Arouca are surprised at each step, and the destination is not only the end of the journey. It is, on the contrary, the beginning of another adventure, going back in time, until the beginning of a history with more than 500 million years.

But, more than arrive in Arouca, we must live. And to live means passing through unique experiences that arise in this place. There are pedestrian trails to go through, to meet and to record on the best photo albums of the memory. There are amazing trails that let the adventure continue by mountain bike. There are explosions of adrenaline in the adventure sports of the Paiva. There are traditional villages that keep and plan for the future the memory of those who lived and still live here. There is the handicraft, the folklore and the traditions that keep telling our history. And all that makes part of us and defines us is kept and preserved here, waiting for the moment to be told and left has a heritage to the future generations.

So, here, you will always have your place in the history... Love Love... Arouca...

LOVE LOVE AROUCA

Montanhas Mágicas / Magic Mountains!

 

Outras atividades / Other activities:

No Mega Evento / At the ground zero:

    • Concurso de recipientes criativos / Creative containers contest
    • Exposição de geocoins / Geocoin show
    • Geocaching Adventure LabCaches
    • Partilha de Travel Bug e Geocoins / Travel Bug and Geocoin exchange
    • Parabéns Geocaching! (com bolo) / Happy birthday Geocaching! (with cake)

 Sítios a visitar / Places to visit:

[PT]

Degustação de doçaria conventual e regional: Vitela Arouquesa assada, cabrito assado, posta arouquesa e bife de alvarenga; castanhas doce e... muito mais!

[EN]

Conventual and regional sweets tasting: Roasted Arouquesa veal, roasted lamb, Arouquesa steak and Alvarenga steak; sweet nuts and... much more!

 

Informações / Informations:

 

A travessia da Serra Amarela era um plano adiado desde a épica aventura das Montanhas Nebulosas, há cerca de sete anos atrás. Com o objetivo de aproximar o trajeto à linha de fronteira e dadas as dificuldades do relevo, na altura optamos por traçar a caminhada com uma subida à vizinha Senhora do Xurés. Depois de muitas dificuldades de progressão, e também pelo discernimento do Joom, uma trovoada convenceu-nos que o melhor seria evitar a pernoita na serra e procuramos a proteção da capela de Santa Maria Madalena, junto à fronteira. Curiosamente, fomos acordados por uns “contrabandistas” que se lembraram de ir para ali fumar umas risadas a dois metros dos nossos sacos-cama e que até hoje creio que não terem dado conta da nossa presença.

Histórias à parte, naquela travessia, apesar de termos feito os quilómetros por outro lado, faltou vencer a Serra Amarela. Aproveitando mais uma corajosa expedição às Montanhas Nebulosas, juntei-me ao grupo para finalmente corrigir a história. Manhã cedo cheguei ao Castelo de Lindoso, onde o grupo ultimava os preparativos. Depois do reencontro e da foto da praxe saímos da aldeia e começamos a subir a encosta. A primeira parte do percurso pela estradão tem como principal motivo de interesse as vistas sobranceiras que se vão ganhando sucessivamente para a aldeia, o castelo, a albufeira e as encostas vizinhas.

Numa subida progressiva e acessível, depois de passarmos pela casa florestal, deixamos o estradão e continuamos por um trilho, o que tornou o percurso ainda mais interessante. Um pouco mais acima avistamos o desejado Curro da Travanquinha. Foi um prazer entrar no espaço murado e percorrer os metros até chegar ao abrigo, que parece estar em excelente estado de conservação. Depois, à medida que fomos subindo, o curro foi surgindo mais inteiro e elegante na paisagem, tendo como plano de fundo as montanhas e manto de água do Alto Lindoso. Chegamos então a uma zona com algumas árvores e fizemos uma pausa para mais um pequeno-almoço. Pelo menos no que diz respeito ao número de pequenos-almoços, neste regresso às montanhas nebulosas senti-me um verdadeiro hobbit.

Subindo pelo estradão, fomos ganhando outras vistas sobre os vales limítrofes. Contornando o vale, entramos depois no vale do rio Cabril e fiquei com curiosidade de regressar para explorar melhor esta zona mais abrupta. Após uma subida ao VG residente, voltamos ao caminho, passamos por um grupo de cavalos que descia a encosta e fizemos mais uma paragem junto a uma casa recuperada para serões de férias na montanha, que por sinal tinha muito bom aspeto. Por esta altura eu já ia pensando na bênção que seria ter por ali uma moradia espiritual para fugir ao rebuliço do dia-a-dia citadino.

Deixando o caminho, descemos pelo trilho e encontramos o melhor de dois mundos na Cabana de Rebordo Feio. Fiquei então rendido à maravilhosa localização do terreno, sobranceiro sobre o vale e com uma vista fantástica para a albufeira. Tudo ali parece estar num equilíbrio natural quase perfeito. Com algum arvoredo tornar-se-ia um paraíso! Voltando à subida, seguimos lestos até ao avistamento das Antenas da Louriça. Vagueando o olhar pela beleza reconfortante da serra, chegamos até à base do afloramento rochoso que sustém as antenas.

Como desconfiávamos do tempo disponível, optamos por não fazer o desvio até ao topo, por onde andei há alguns anos atrás a seguir as pegadas dos Contos da Montanhas. Após uma paragem no prado continuamos em busca da passagem para o outro lado do vale. Esta foi a zona que me suscitou mais dúvidas ao tentar delinear o trajeto das Nebulosas há alguns anos atrás. Porém, no terreno, o trajeto acaba por ser fácil de seguir. Depois do almoço, embrenhamo-nos por entre as giestas que dominam o caminho e chegamos ao início do muro, previamente referenciado, que nos haveria de levar até ao outro lado. Mais uma vez, as vistas são fantásticas!

Seguindo o trilho que vai serpenteando pelo muro, como pequenos desvios pelo caminho, fizemo-nos ao caminho da linha de fronteira e do desejado marco 60, que divide os distritos de Braga e de Viana, assim como os países ibéricos. Ali aproveitamos para um descanso mais demorado, guardando momentos e memórias. Foi muito bom regressar a este local, calcorreando as antigas rotas do contrabando fronteiriço. Dali avistamos o longínquo e vasto vale do Homem, ladeado pelos sucessivos picos por onde segue a linha de fronteira. Mais perto, notamos com espanto que do lado português havia sido criado um vasto corredor sem vegetação, porventura para proteger o parque nacional dos incêndios.

A descida pelo corredor fez-se sem complicações. Mais abaixo abandonamos a linha de fronteira e seguimos pelo estradão espanhol que nos haveria de levar à Portela do Homem. Infelizmente, a zona superior foi devastada por um incêndio e a paisagem está de luto. Esperemos que aquele mal nunca passe a fronteira. Mais abaixo, a zona conseguiu escapar às chamas, pelo que ainda mantém o encanto “miliário”. Já na Portela do Homem, passando os marcos, fomos comemorar a travessia com uma cervejinha.

Sete anos volvidos, finalmente consegui cumprir o troço da Serra Amarela, “um dos ermos mais perfeitos de Portugal. Situada entre o Gerês e o Lindoso, as suas dobras são largas, fundas e solenes. Sem capelas e sem romarias, cruzam-na os lobos, os javalis e as corças. A praga dos pinheiros oficiais ainda lá não chegou. De maneira que mora nela o sopro claro das livres asas e o riso aberto dos grandes sóis. Não há estradas, senão as da raposa matreira, nem pousadas, senão as cabanas dos pastores. É Portugal nuclear, a Ibéria na sua pureza essencial e granítica. Um pé de azevinho aqui, urzes milenárias acolá, um carvalho numa garganta, nenhum coração de entre o Douro e Minho pode deixar de se sentir aquecido e reconfortado em semelhante chão.”

Para cumprir as Montanhas Nebulosas falta apenas completar a travessia num só dia. Qualquer dia…

Aproveito ainda para agradecer os fantásticos registos que esta cache tem proporcionado!

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Friday, 12 July 2019 17:00

Ultra Trail Douro Paiva 19

Respeitando a tradição de participar numa prova de ultra trail por ano, a escolha deste acabou por recair no Douro Paiva. E antes que alguém se questione, acrescento alguns esclarecimentos: não é uma promessa religiosa; não fiz mal a ninguém e/ou não roubei nada que me obrigue a correr durante tanto tempo; a inscrição paga-se e várias vezes durante as provas questiono a minha sanidade mental. Apesar de tudo, ou mesmo talvez pelas razões referidas, o mundo do trail continua a fascinar-me. Não é propriamente pela vertente competitiva, mas sobretudo pelo desafio de superar desafios em trilhos técnicos de montanha. Nesta prova, acrescia o interesse da progressão pelo Vale do Bestança.

Como habitualmente, os treinos decorreram com percalços. Para além da preguiça de quem vai recomeçando à medida das necessidades, uns três meses antes ressenti-me de uma entorse, fiquei algum tempo parado e convenci-me que o melhor seria alterar a inscrição para os 40 km. A mês e meio da prova lá comecei a treinar duas vezes por semana, alternando distâncias, mas mantendo uma dificuldade ao nível planura marítima. Como sempre, o objetivo era sentir-me bem e ficar na metade inferior da tabela classificativa. Esta prova seria também a primeira em que usaria bastões.

Levantei-me um pouco antes do sol e lá segui para Cinfães, subindo o Douro. Levantar o dorsal trouxe um suspense inesperado, porque estive na fila errada e tive de correr para chegar à meta momentos antes do tiro de partida, atando como podia o chip da prova aos atacadores dos calções, facto do qual me haveria de arrepender mais tarde. Após o tiro de partido segui lesto pelas ruas de Cinfães, descendo depois em direção do rio Bestança. Na inclinação favorável todos os santos ajudaram; na regresso, todos os diabos haveriam de me contrariar.

Tudo correu bem até seguir o engano de um grupo que desceu sem necessidade quase até ao rio. Apenas me apercebi quando vi alguém a subir desanimado. Corrigido o engano, o percurso torna-se muito interessante, sempre rodeados por uma Natureza fantástica, galgando leiras e antigos trilhos agrícolas. Dada a beleza envolvente fui parando aqui e ali para captar algumas fotos. Decididamente, terei de regressar ao percurso com mais tempo. Ao chegarmos ao ribeiro de Enxidrô apareceram os primeiros obstáculos mais desafiantes, tanto pela subida mais ingrime junto à cascata (que gostei de rever) como pelas primeiras incursões dentro de água.

Saindo da ribeira enfrentei a longa subida para a capela de São Pedro, no cimo da serra. Nesta parte os bastões deram bastante jeito e ajudaram a progressão serpenteante pela encosta. As paragens nos postos de abastecimento foram sempre breves, apenas para abastecer de água e reconfortar o estômago. Essa gestão acabou por correr bem. Apesar de haver algum sobe e desce, nesta parte acabou por permitir a corrida de forma frequente, em particular nas descidas.

Aproximei-me depois da parte mais interessante do percurso, acompanhando as ribeiras. Apesar da dificuldade natural em progredir pela água e pelas pedras, a envolvência compensava tudo. Apenas lamentei não ter mais tempo para parar e tirar fotos. Prossegui então para o desejado Vale do Bestança, passei o rio subi para Soutelo. Foi a partir da antiga ponte de fundação romana que fiz a abordagem para as Fragas da Penavilheira, numa outra aventura. Tinha a expetativa que este percurso talvez passasse por lá, mas logo percebi que não. Acho que seria uma ótima mais-valia.

Ao passar no controlo percebi que o chip à cintura estava demasiado longe do chão para registar o tempo e tive de repassar ajoelhado. Segui depois em corrida pelo trilho, numa parte do percurso muito agradável de fazer. Voltando ao rio Bestança, iniciei depois uma fase de progressão com subidas e descidas alternadas e bastante técnicas pelas margens. Apesar de ser a parte mais interessante do percurso, a tecnicidade acabou por provocar algum desgaste natural. Em algumas partes, e também porque o discernimento já não era o melhor, tinha de parar dois ou três segundos para perceber por onde poderia passar sem arriscar uma queda, que poderia ser complicada. E é também isto que me encanta no trail, progredir por trilhos muito técnicos em locais fantásticos. Por outro lado, fico também com algum lamento pela Natureza ter de suportar o impacto da passagem de centenas de pessoas com pressa.

A chegada à última ponte do Bestança antes de encontrar o Douro marcou mais um descanso antes do desafio final. Uma longa subida com cerca de três km até à meta. Com as penas martirizadas, surgiu-me então uma forte dor lombar que me obrigou a algumas paragens, lembrando-me da parvoíce que é participar em provas de esforço com apenas treino de corrida. Pode ser que para a próxima a memória tenha pena dos sofrimentos do corpo.

A descida final para a meta foi uma corrida de objetivo cumprido e expetativas superadas. Vencer o desafio ao som de aplausos é sempre reconfortante. Foi também então que descobri que, oficialmente, não tinha estado na partida, por o chip não ter feito o registo. Porém, bastou uma simples explicação e logo tudo se tornou oficial. Os 40 km foram feitos em cerca de 7h30. Depois de recolher a medalha e de um pequeno descanso, regressei ao carro para descobrir que calor tinha feito rebentar a rolha da garrafa de vinho oferecida pela organização e o banco estava tão encharcado como bêbado.

Concluir uma prova de ultra trail é sempre fantástico, não apenas pelo momento, mas também pela superação de tudo o que necessário para participar nestes desafios. Para quem desconfia que isto pode fazer mal, direi apenas, de forma viciante, que ninguém tem necessidade daquilo que desconhece. Por mim, até para o ano, na Serra d’Arga! Muito obrigado à excelente organização da prova e parabéns a todos!

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 

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