12de Dezembro,2018

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06 October 2018 Written by 

Desfiladeiro das Xanas

Encantados com a região asturiana, num dia adicional por Somiedo fomos visitar o espetacular desfiladeiro das Xanas (GC75T22), um percurso esculpido na rocha e inserido numa paisagem verdejante, entre as aldeias de Villanueva e Pedroveya. Apesar das dúvidas na véspera, a previsão de chuva evaporou-se na neblina e decidimos ficar mais um dia do que o previsto para conhecermos este monumento natural.

Na ida descobrimos outro motivo para regressarmos à cordilheira, ao percorremos o vale da Senda del Oso. O longo percurso, convertido em ciclovia, acompanha algumas linhas de água no sopé da cadeia montanhosa e veio substituir uma antiga linha ferroviária de escoamento de minério.

Curva após curva, lá chegamos às Xanas. Depois de estacionarmos subimos pela estrada e entrámos então na desejada rota pela garganta do rio Xanas, reconhecido como uma pequena rota de Cares. Há alguns anos também descobrimos a rota original, mas em boa hora não descuramos esta. A dimensão e as distâncias podem ser distintas, mas a beleza e a vertigem do desfiladeiro tem pormenores semelhantes.

Fomos avançando no trilho, alternando o olhar entre as encostas escarpadas, os túneis escavados e os raros vislumbres do rio, do qual nos fomos aproximando aos poucos. Em algumas passagens, ao espreitar-se o fundo vazio, sente-se um certo arrepio pela altura, mas o trilho é tão seguro quão espetacular.

Quando encontramos o rio o percurso transformou-se; deixamos de caminhar pelas ravinas e fomos envolvidos por uma floresta muita densa, húmida e luxuriante, onde o sol raramente entra. Passámos depois pelas ruínas do antigo moinho (GLWV13P1) e pela ponte, contornando o caminho pelo ribeiro da Boya.

Ao chegarmos ao prado que fica antes de Pedroveya, e já com as vistas desafogadas sobre o vale, aproveitámos para almoçar. Continuámos depois pela aldeia e cruzámos ainda Dosango, que parecem ter parado no tempo. Apanhámos então a descida pela outra encosta, onde tivemos a oportunidade de ver alguns cavalos, e chegámos por fim ao nosso destino.

Inicialmente havíamos decidido realizar o percurso circular, para não voltarmos a passar nos mesmos sítios, mas se fosse agora teríamos voltado pelo desfiladeiro, pois a sua magnificência merece qualquer regresso!

O percurso pode ser visto/descarregado aqui.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt



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