15de Agosto,2018

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23 May 2018 Written by  Ricardo Ribeiro

Ásia 2017 - Dia 1: Dubai

A estória inicia-se às 17:45 de um dia como outro qualquer. No Algarve. Faltam 20 minutos para o comboio Alfa para Lisboa. É mais do que suficiente para chegar à estação de Loulé. Segue-se a costumeira viagem de pouco mais de três horas, um encontro ritual com o meu amigo André para um snooker de passagem e uma noite passada no aeroporto de Lisboa.

Bem cedo, o primeiro voo, para Madrid. De lá, já depois do almoço, segue-se o segundo, desta vez para Istambul. Um atraso torna o plano apertado, mas as coisas ajustam-se e da Turquia a etapa final, com chegada ao Dubai às quatro e tal da manhã. Mais de 24 horas em movimento e muito cansaço.

Vista da minha janela no Dubai

 

Tinha autorização para chegar a casa do anfitrião pelas oito e meia, mas com a Internet disponível no terminal 2 – nota paralela: é um terminal pavoroso, não tem nada a ver com os modernos terminais 1 e 3 do aeroporto do Dubai – entretive-me e até cheguei um pouco mais tarde.

O cartão para os transportes públicos pode ser comprado no aeroporto, mas no terminal 2 apenas o cartão prateado, que não será o mais adequado para os visitantes. Não é muito boa ideia, mas é assim. O cartão vermelho, que pode ser carregado com acessiveis títulos diários de transporte, que custam cerca de 5 Eur, não se encontra à venda ali.

De autocarro até uma estação de metro, de metro até outra estação, e finalmente de autocarro até casa, a Clayton Residence, no prestigiado bairro Business Bay. O transporte custa cerca 1,25 Eur.

A minha caminha nas três noites de Dubai

 

O Ashraf recebe-nos, conversamos um pouco, nem sei como, o meu cérebro mal funciona depois de dois dias com o sono limitado à soneca circunstancial. Ele tem que sair para o trabalho pelas 11:30 e é o sinal para uma bela soneca que dura até ao seu intervalo, a meio da tarde.

Teria preferido passar o resto do dia na moleza, mas ele insistiu para sairmos juntos porque nos daria boleia para o Dubai Mall, onde trabalha, e ali poderiamos explorar um pouco. E lá fomos, mas de facto não era o dia. Com uma enorme carga de sono, um banho de multidão era a última coisa que precisava. Não apreciei nada nem quis seguir nenhuma das indicações do anfitrião. Toldou-se-me a vista e só pensava em sair daquele shopping. Direito para casa.

O Ashraf já lá estava, ficou um pouco surpreendido por já estarmos de regresso. Um serão fraquito, com muito sono, a ver futebol, até que o anfitrião se foi deitar e eu pude fazer o mesmo, já depois da meia-noite.

 

Artigo do blog Cruzamundos. Mais textos em http://www.cruzamundos.com/

 

 



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