04de Dezembro,2020

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Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Wednesday, 24 August 2011 04:18

Waymarking: uma relação de amor – ódio!

Pode parecer mal a um Papacaches escrever sobre Waymarking, uma práctica que toca uma zona cinzenta para um geocacher purista. Afinal de contas, os fundamentalistas clamam que é necessário um objecto físico para ser encontrado, um logbook para rubricar, e o Waymarking cai na margem da heresia: não há nada para além de um ponto a alcançar. Bem, até há… mas isso é outra conversa.  Mas vamos lá… comecemos pelos momentos ternos, pelo amor…

O Waymarking tinha tudo para ser um enorme sucesso. Foi apresentado pela Groundspeak como um novo reino onde as antigas caches virtuais, banidas sem efeitos retroactivos das terras do Geocaching, se podiam reagrupar e renascer de forma perfeita. Falava-se, nada mais nada menos, do mundo no GPS. Uma directoria cósmica, umas “páginas amarelas” de pontos de interesse à escala planetária. Não soa tão bem, até agora? A mim sim. Quando vi o Waymarking.com pela primeira vez fiquei pasmado com o que me era prometido. Pois se um tipo era maluquinho pela aeronáutica e ia viajar, digamos, a Praga, só tinha que dar uma vista de olhos e verificar que categorias tocavam esta sua área de interesse. Depois, era fazer o download dos pontos catalogados na zona de Praga, e uma vez na cidade, seguir a setinha do GPS, não para procurar uma cache que poderia ou não ser interessante, mas para atingir o Museu da Força Aérea ou observar o velho Dakota que se encontra nas imediações do terminal aeroportuário.

 

Thursday, 28 July 2011 19:00

Espaços

Ao contrário dos anteriores artigos por mim publicados na GeoPt, este não é inédito. Foi escrito há quase um ano, para o Papacaches, mas considero a questão tão fascinante e tão raramente abordada, que decidi trazê-lo de volta a uma primeira página.

 

No outro dia, andava eu por Campo de Ourique no cumprimento de obrigações geocachianas, e pus-me a matutar: de entre todas as coisas boas que o jogo me trouxe, entre prazeres puros e habilidades adquiridas ou aperfeiçoadas, uma das mais notáveis é a percepção espacial. Há muitos anos atrás, depois de concluir a licenciatura em História, já tinha experimentado uma sensação idêntica, dessa feita relativamente às noções temporais, à forma como aprendi a encaixar acontecimentos passados de forma impecável numa fita de tempo imaginária, naquilo que se chama a História Comparada. E com o Geocaching desenvolvi uma visão global dos espaços, pelo menos dos espaços que me são mais familiares e onde me movimento com frequência nestas andanças. Note-se que não é a simples familiariedade que implica automaticamente a existência desta capacidade de ver as partes de um todo como… um todo. Muito boa gente haverá que passará toda a vida a apanhar o autocarro em Alvalade para ir trabalhar a Moscavide, atravessando os Olivais no processo, sem nunca suspeitar que se pudessem voar, ou mesmo caminhar em linha recta, a distância a percorrer seria uma brincadeira de crianças.

Apesar de ter vivido em Lisboa durante os primeiros trinta anos da minha vida, o meu conhecimento geográfico da cidade, certamente bem acima da média do comum lisboeta, não passou nunca da observação de peças avulsas desse enorme puzzle urbano. Foi preciso começar a percorrer a cidade em busca de caixinhas para que fossem definitivamente encaixadas essas peças, num processo que ainda hoje decorre, numa fase já de conclusão.

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